Central do Timão
·20 de agosto de 2026
Corinthians promove ações especiais na Neo Química Arena pelo Dia dos Povos Indígenas

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·20 de agosto de 2026

O Corinthians aproveitou o Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado em 9 de agosto, para realizar uma programação especial voltada à valorização das culturas originárias. As atividades aconteceram no último domingo e tiveram como cenário principal a Neo Química Arena, reforçando mensagens de respeito, inclusão e reconhecimento das diferentes identidades culturais.
A Corinthians TV mostrou parte da iniciativa em vídeo divulgado na última terça-feira. Um dos destaques foi a presença de integrantes da Aldeia Tekoa Itaendy, comunidade formada pelo povo Guarani Mbya e situada na Terra Indígena do Jaraguá, na região noroeste da capital paulista.

Foto: Reprodução/Corinthians
Durante a visita, os representantes da aldeia conheceram diferentes espaços da Casa do Povo e tiveram a oportunidade de circular por áreas que normalmente ficam restritas aos atletas, como a região próxima ao gramado e os bancos de reservas. O encontro foi marcado por momentos de confraternização e celebração.
Entre os presentes estava José Sátiro do Nascimento, o Índio, ex-lateral que fez parte de um dos períodos mais importantes da história recente do Corinthians. O ex-jogador também aproveitou a ocasião para registrar o momento ao lado dos integrantes da comunidade indígena.
Para Roberto Veríssimo Lima, liderança da aldeia, a visita teve um significado que foi muito além de uma simples homenagem. Na avaliação dele, o encontro representou uma demonstração concreta de acolhimento e visibilidade para a comunidade indígena dentro de um dos principais estádios do futebol brasileiro.
“O Corinthians acolhe todo mundo. É uma felicidade enorme, não existem palavras para definir o que estamos vivendo. Esse momento é algo histórico para todos nós”, disse.
Índio também participou da programação. Campeão brasileiro em 1998 e 1999 e integrante do elenco que conquistou o Mundial de Clubes de 2000, o ex-lateral ressaltou a importância de ver sua trajetória reconhecida juntamente com suas raízes.
Para ele, a homenagem simbolizou uma ligação entre sua história pessoal, a origem indígena e a relação construída ao longo dos anos com a torcida corinthiana.
“É um orgulho que eu tenho de ser campeão brasileiro de 98 e 99, campeão mundial, e ter esse reconhecimento da Fiel Torcida. É um orgulho enorme, você não tem dimensão da emoção que carrego no peito. Sair de onde saí, como índio, para conquistar o Brasil e o mundo, é motivo de muito orgulho para mim”, declarou.
A programação também teve como objetivo aproximar a história do Corinthians de sua tradição de diversidade e representatividade. A iniciativa resgatou elementos ligados à formação do clube e os conectou às ações sociais desenvolvidas atualmente pelo departamento responsável por essa área.
Segundo Sonia Andrade, gerente de Responsabilidade Social do Corinthians, a presença da comunidade Guarani Mbya serviu para reforçar a importância de manter vivas as tradições e a memória dos povos originários.
“Hoje a gente está aqui com a presença da aldeia urbana do Pico do Jaraguá, e essa ação é fundamental para preservar a memória e os costumes indígenas. Mais do que isso, precisamos conhecer e valorizar essa cultura tão rica e milenar. Hoje celebramos esse legado, que é parte direta da identidade corinthiana, já que um dos fundadores do nosso clube (Joaquim Ambrósio) era de origem indígena”, destacou.
Mais tarde, a homenagem ganhou outro momento dentro da Neo Química Arena. Antes da partida entre Corinthians e Cruzeiro, válida pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Departamento Cultural do clube promoveu um protocolo especial no setor dos bancos de reservas.
Apesar de o Timão ter sido derrotado por 2 a 1 pela equipe mineira, Índio recebeu uma camisa personalizada e uma placa de prata em reconhecimento à sua trajetória e à contribuição deixada no Corinthians.
O Dia Internacional dos Povos Indígenas foi instituído pela Organização das Nações Unidas em 1994. A escolha da data faz referência à primeira reunião do Grupo de Trabalho da ONU voltado às populações originárias, realizada em 1982.
Dados do Censo 2022, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que o Brasil possui aproximadamente 1,7 milhão de indígenas, número equivalente a 0,83% da população do país.
O levantamento também identificou 391 etnias diferentes e 295 línguas indígenas ainda faladas em território nacional. Antes da chegada dos europeus, estimativas apontam que a área que hoje corresponde ao Brasil era ocupada por mais de mil povos originários, que reuniam entre dois milhões e quatro milhões de pessoas.







































