Central do Timão
·09 de junho de 2026
Corinthians registra queda de receita em 2025, mas mantém destaque entre clubes brasileiros

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·09 de junho de 2026

O Corinthians encerrou 2025 com redução em seu faturamento total na comparação com o ano anterior. Os dados constam na 17ª edição do Relatório Convocados, elaborado em parceria com a Galapagos Capital e a Outfield, que analisa os principais indicadores financeiros dos clubes brasileiros.
De acordo com o levantamento, o clube alvinegro arrecadou R$ 987 milhões ao longo de 2025. O valor é inferior aos R$ 1,167 bilhão registrados em 2024, colocando o Corinthians entre os poucos clubes da Série A que apresentaram retração nas receitas no período analisado.

Foto: José Manoel Idalgo/ Agência Corinthians
Mesmo com a queda no faturamento total, o Corinthians aparece entre os clubes de maior arrecadação do país. No ranking geral, o Timão ocupa a sexta colocação. Quando consideradas apenas as receitas recorrentes, sem incluir negociações de atletas, o cenário é ainda mais positivo para o clube do Parque São Jorge. Com R$ 879 milhões arrecadados, o Corinthians ficou atrás apenas do Flamengo no futebol brasileiro.
Entre as principais fontes de receita do clube em 2025 estiveram os direitos de transmissão, responsáveis por R$ 363 milhões. As receitas comerciais somaram R$ 278 milhões, enquanto as vendas de atletas renderam R$ 107 milhões. Já as receitas de matchday, que incluem bilheteria e programa de sócio-torcedor, alcançaram R$ 180 milhões.
A principal redução ocorreu justamente nas negociações de jogadores. Em 2024, o Corinthians havia arrecadado R$ 279 milhões com transferências, número que caiu para R$ 107 milhões em 2025. Entre os negócios realizados no período, destacam-se a venda do lateral-esquerdo Denner para o Chelsea, da Inglaterra, e a transferência do atacante Kauê Furquim para o Bahia.
Por outro lado, o clube apresentou crescimento nas receitas relacionadas aos dias de jogos. Os R$ 180 milhões arrecadados representam um aumento de R$ 35 milhões em relação ao exercício anterior. A Neo Química Arena foi responsável por grande parte desse resultado, com R$ 119 milhões provenientes da venda de ingressos, enquanto o programa de sócio-torcedor contribuiu com aproximadamente R$ 62 milhões.
Segundo o estudo, o desempenho comercial da torcida corinthiana manteve números expressivos mesmo em uma temporada sem destaque nas primeiras posições do Campeonato Brasileiro. O Corinthians terminou a competição nacional na 13ª colocação, mas continuou entre os clubes com maior capacidade de geração de receitas ligadas ao público.
O relatório também aponta que a força da marca e o tamanho da torcida seguem sendo fatores determinantes para a manutenção das receitas do clube, independentemente do desempenho esportivo em campo.
Além dos dados de faturamento, o levantamento destacou a situação financeira do Corinthians. O clube aparece entre os maiores endividados do futebol brasileiro, com dívida líquida ativa estimada em R$ 2,466 bilhões. Ainda assim, a instituição mantém um dos maiores valores de mercado do país, com avaliação estimada entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões.
Os números reforçam a relevância econômica do Corinthians no cenário nacional, ao mesmo tempo em que evidenciam os desafios financeiros que seguem presentes na gestão do clube.







































