Jornal do Fla
·23 de fevereiro de 2026
Corinthians tenta evitar transfer ban por Garro antes de negociar permanência de Memphis

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·23 de fevereiro de 2026

O Corinthians estabeleceu uma ordem de prioridades rígida para o seu departamento financeiro neste início de ano. Antes de avançar em qualquer conversa sobre a renovação de Memphis Depay, o clube foca em quitar a dívida com o Talleres, da Argentina, pela compra do meia Rodrigo Garro. O valor chega a R$ 23,35 milhões.
Atualmente, o Timão também lida com uma pendência financeira direta com Memphis, que ultrapassa os R$ 30 milhões em luvas e bônus atrasados. A estratégia da diretoria é resolver primeiro o problema internacional para, só depois, buscar uma "equalização" com o atacante holandês.
"A gente tem priorizado resolver a dívida com o Talleres, e o Memphis sabe disso. "Olha, Memphis, a gente está aqui tentando resolver a situação com o Talleres e logo a gente vai buscar equalizar a sua situação". Ele entende isso. É um cara de alto nível intelectual e é muito Corinthians. Ele quer que o Corinthians cresça, vença e esteja bem" afirmou Marcelo Paz durante o congresso técnico da FPF.
O presidente Osmar Stabile chegou a viajar para a Argentina para tentar um desconto no pagamento à vista com o Talleres, mas a negociação ainda não foi selada. O Corinthians entende que limpar essa pauta é o passo fundamental para ter segurança jurídica no mercado.
O desejo da diretoria é que a situação contratual de Memphis Depay seja resolvida antes do início da Copa do Mundo. Para Marcelo Paz, o cenário ideal é que o atacante viaje para a competição com o novo vínculo já assinado, mas reforça que a prioridade imediata é pactuar o pagamento dos débitos existentes de forma parcelada, já que não há caixa para quitação à vista.
"O que é equacionar? É pactuar como vai ser paga. Não vai ser de uma vez, não tem como ser de uma vez. Uma vez que você equacione isso, a gente pode dar um próximo passo, que é pensar na renovação. Eu entendo que o Corinthians quer e ele quer. Precisa conversar, mas o momento ainda é de resolver essa dívida que tem com ele e depois tratar de renovar", explicou o dirigente corintiano.
Sobre os termos financeiros do novo contrato, que sofre resistência interna por conta dos altos valores herdados da gestão anterior, Paz manteve o sigilo. O executivo garantiu apenas que o clube buscará um modelo de negócio que seja sustentável para o Corinthians, sem antecipar se haverá redução nos vencimentos.









































