Esporte News Mundo
·01 de outubro de 2026
Corinthians toma atitude sobre dívidas da Arena em meio à negociação com a Caixa

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·01 de outubro de 2026

A diretoria do Corinthians deixou de pagar a terceira parcela trimestral da dívida pela construção da Neo Química Arena, enquanto negocia com a Caixa Econômica Federal uma solução para quitar o débito, atualmente estimado em R$ 630 milhões.
O valor da parcela, vencida em setembro, é de aproximadamente R$ 28 milhões. Segundo dirigentes do clube, a Caixa deu aval para que o pagamento não fosse realizado neste momento. As duas primeiras prestações do ano foram pagas pelo Corinthians, totalizando R$ 56 milhões.
A suspensão do pagamento é vista internamente como um sinal positivo para as negociações. A informação foi publicada inicialmente pelo site Meu Timão e confirmada pelo ge. Procurada, a Caixa afirmou, em nota, que não se manifesta sobre operações bancárias específicas ou eventuais negociações em razão do sigilo bancário previsto na Lei Complementar 105/2001.
O Corinthians tenta chegar a um acordo que permita a quitação da dívida por meio da exploração comercial do estádio. A proposta envolve a transferência dos naming rights da Neo Química Arena para a Caixa, além de outros produtos e ativos comerciais.
Atualmente, os naming rights pertencem à Hypera Pharma, que paga cerca de R$ 15 milhões anuais, corrigidos pela inflação, desde a assinatura do contrato em 2020. A diretoria corintiana avalia que o direito de nomear o estádio atualmente pode valer aproximadamente R$ 70 milhões por temporada.
A proposta também inclui outros negócios entre Corinthians e Caixa, como títulos de capitalização, a transferência das operações financeiras do clube para o banco estatal e a criação de cartões vinculados ao programa Fiel Torcedor. A ideia é que o valor acordado pelos naming rights seja utilizado para abater a dívida até sua quitação.
Em reunião realizada na sede da Caixa, em Brasília, na semana passada, os dirigentes do Corinthians também solicitaram a devolução de R$ 27 milhões mantidos em uma conta reserva prevista no contrato de renegociação firmado em 2022. O dinheiro é considerado importante para o fluxo de caixa do clube, que atravessa uma grave crise financeira.
A negociação ocorre em meio ao cenário político do Corinthians, que terá eleições para a presidência e o Conselho Deliberativo em 28 de novembro. Apesar do ceticismo de parte dos envolvidos, dirigentes corintianos avaliam que as tratativas avançam e trabalham com a possibilidade de um desfecho após as eleições gerais do Brasil. Desde a inauguração da Arena, em 2014, o clube já desembolsou cerca de R$ 600 milhões para pagar o financiamento da construção.







































