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·23 de fevereiro de 2026
Crime no Canindé: Hugo Souza é alvo de ataques racistas após brilhar em classificação do Corinthians

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·23 de fevereiro de 2026

O que deveria ser uma noite de celebração absoluta para Hugo Souza transformou-se em um episódio lamentável de crime e intolerância. Herói da classificação do Corinthians para a semifinal do Paulistão 2026 ao defender três pênaltis (um no tempo normal e dois na disputa final), o goleiro foi alvo de graves insultos racistas por parte de torcedores da Portuguesa na saída do gramado do Estádio do Canindé.
De acordo com registros feitos pela imprensa no local, ao se dirigir ao vestiário, o arqueiro foi hostilizado por dois indivíduos com frases de cunho discriminatório: "seu sem dente", "favelado", "passa fome do car****" e "vai cortar esse cabelo, seu piolhento". Um terceiro repreendeu os dois.
O ataque covarde aconteceu no momento em que Hugo, agora o terceiro maior pegador de pênaltis da história do Timão, era o centro das atenções pelo desempenho esportivo.
Diferente de episódios em que clubes tentam blindar seus torcedores, a Portuguesa SAF agiu rápido e emitiu uma nota oficial contundente. O clube repudiou veementemente as ofensas e afirmou que já está trabalhando em conjunto com o poder público para identificar os responsáveis.
"Não toleramos tais atos e reforçamos que 'torcedores' como esses não são bem-vindos no Canindé e em nenhum outro espaço da sociedade", afirmou o clube em trecho da nota. A Lusa também reforçou que mantém excelente relação institucional com o Corinthians e que punições internas cabíveis serão aplicadas aos envolvidos.
O episódio ocorre no auge da carreira de Hugo Souza, com brilhantismo na classificação e nome forte cotado para a Copa do Mundo.
Nas redes sociais, o Corinthians e milhares de torcedores manifestaram apoio ao camisa 1. Este não é o primeiro caso de racismo enfrentado pelo atleta, que já havia se posicionado anteriormente sobre o preconceito sofrido por goleiros negros no Brasil. "Uma falha minha vai ser muito mais passada para a frente do que de outro goleiro branco", afirmou Hugo em entrevista recente.
Agora, o caso deve ser encaminhado ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-SP) e às autoridades policiais, sob o clamor por punições exemplares que vão além das notas oficiais.









































