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·10 de setembro de 2026
Crise aumenta, e São Paulo deixa de pagar salários registrados em carteira

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Crise aumenta, e São Paulo deixa de pagar salários registrados em carteira
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A crise financeira do São Paulo se agravou ainda mais. O clube não pagou os salários registrados em carteira dos jogadores referentes ao mês de setembro, cujo vencimento estava previsto para o último dia 8.
Até o momento, a diretoria não apresentou uma previsão para quitar os valores. Esta é a primeira vez que o São Paulo atrasa também os salários previstos na carteira de trabalho, além dos direitos de imagem.
Internamente, os jogadores estão preocupados com a situação. O elenco já convive com atrasos nos direitos de imagem e agora passou a enfrentar pendências também nos valores trabalhistas.
Segundo informações divulgadas pelo ge, o clube tem três meses de direitos de imagem em atraso: junho, julho e agosto. O próximo pagamento vence no dia 28 de setembro, o que pode elevar a pendência para quatro meses caso o valor também não seja quitado.
O São Paulo ainda não informou aos atletas quando pretende regularizar os pagamentos. Pessoas ligadas à alta cúpula do clube afirmaram que a instituição está praticamente paralisada em razão da crise política e financeira.
O ge questionou o São Paulo sobre o atraso nos salários, mas não havia recebido uma resposta até a publicação da informação. O clube poderá se manifestar posteriormente, e a reportagem deverá ser atualizada caso isso aconteça.
Nos últimos anos, o São Paulo chegou a conviver com um mês de direitos de imagem em atraso, mas não havia deixado de pagar os salários registrados em carteira. O novo cenário representa uma escalada da crise no MorumBIS.
Os problemas financeiros também começaram a interferir diretamente no planejamento do futebol. O São Paulo tem dificuldade para reforçar o elenco, negociar saídas e cumprir compromissos assumidos com jogadores e clubes.
O clube negocia a rescisão de atletas que estão fora dos planos, mas as tratativas dependem da definição de cronogramas para o pagamento dos valores pendentes. Entre os jogadores envolvidos estão Young, Matheus Belém e Luan.
A falta de fluxo de caixa também prejudica a possibilidade de concluir novos acordos e aumenta o risco de ações judiciais e outras sanções. O clube já sofreu transfer bans nesta temporada por dívidas relacionadas às contratações de Marcos Antônio e Djhordney.
A diretoria trabalha para formalizar um novo acordo relacionado à gestão dos ingressos do MorumBIS. A negociação com a Ticketmaster prevê uma antecipação de aproximadamente R$ 140 milhões, valor que poderia ser utilizado para regularizar pendências financeiras.
O dinheiro, porém, depende da conclusão dos procedimentos internos e da aprovação dos órgãos competentes do clube. A NewC Sport também apresentou uma proposta alternativa ao São Paulo, mas questionou o processo de escolha da empresa responsável pela bilheteria.
Enquanto o recurso não é liberado, o São Paulo segue com dificuldades para honrar os compromissos. A diretoria também precisa administrar uma dívida total que já ultrapassa R$ 1 bilhão, segundo informações recentes.espn.com+1
Mesmo com os atrasos, os jogadores continuam trabalhando normalmente e disputando as competições da temporada. O elenco tem pela frente compromissos importantes pelo Campeonato Brasileiro e pela CONMEBOL Sul-Americana.
A situação financeira, entretanto, gera preocupação no grupo. O atacante Calleri já afirmou que o elenco conhece as dificuldades do clube, mas também revelou que os atletas poderiam ter recebido propostas melhores de outras equipes.
Além dos salários, a falta de previsibilidade sobre os pagamentos aumenta a tensão nos bastidores. A diretoria precisa apresentar uma solução rápida para evitar que a crise financeira provoque novos problemas dentro e fora de campo.







































