Cristiano Ronaldo ou Jesus? Bruno de Carvalho entra na guerra e dá resposta surpreendente | OneFootball

Cristiano Ronaldo ou Jesus? Bruno de Carvalho entra na guerra e dá resposta surpreendente | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Leonino

Leonino

·02 de outubro de 2026

Cristiano Ronaldo ou Jesus? Bruno de Carvalho entra na guerra e dá resposta surpreendente

Imagem do artigo:Cristiano Ronaldo ou Jesus? Bruno de Carvalho entra na guerra e dá resposta surpreendente

Bruno de Carvalho analisou o recente episódio entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus na Seleção Nacional e rejeita liminarmente a ideia de que o desfecho possa ser encarado como uma vitória para o selecionador ou para o capitão português.

O antigo presidente do Sporting explica que conhece ambos e que está perante duas personalidades fortes, duas pessoas habituadas a decidir, a competir e a defender aquilo em que acreditam. Ainda assim, deixa claro que nunca defendeu que Ronaldo devesse ter tratamento privilegiado ou que o seu passado lhe desse o direito de condicionar as escolhas do treinador.


Vídeos OneFootball


“Um selecionador escolhe. É essa a sua função. Decide quem joga, quem fica no banco, quem entra, quem sai e até quem não é convocado. Essa autoridade não está, nem deve estar, em discussão. Jorge Jesus disse algo com que concordo, os jogadores são todos iguais, mas têm estatutos diferentes. É exatamente aqui que começa a minha reflexão”, escreveu no 'Bola na Rede'.

B. de Carvalho: "Cristiano não precisava de jogar por decreto. Precisava que o fim, quando ele chegasse, estivesse à altura da história"

Bruno de Carvalho entende que a diferença não deveria estar na titularidade ou nos minutos jogados, mas na forma de gerir uma situação que considera próxima do final: “Não na ficha de jogo. Não no onze inicial. Não no número de minutos. Mas na gestão humana de uma situação que todos sabemos estar próxima do fim. Cristiano não precisava de jogar por decreto. Precisava que o fim, quando ele chegasse, estivesse à altura da história. Então, onde ficou o estatuto diferente? Essa é a pergunta que me permanece”.

Apesar da posição assumida, não coloca toda a responsabilidade do desfecho em Jorge Jesus. O ex dirigente considera que existem acontecimentos e conversas que não são conhecidos pelo público e que tornam difícil fazer uma avaliação definitiva: “Não vejo vencedor nenhum. Vejo a Seleção Nacional perder um dos maiores jogadores da sua história numa circunstância que, seguramente, todos gostaríamos que tivesse sido diferente. Vejo Cristiano Ronaldo abandonar a Seleção sentindo que já não existiam condições para continuar. Não pretendo, por isso, distribuir culpas como se estivesse perante um tribunal. Num conflito há decisões, ações e reações”.

O empresário termina a reflexão recordando a dimensão histórica de Cristiano Ronaldo: "O mais importante é perceber que existem jogadores que representam uma geração, outros que marcam uma época e alguns, raríssimos, que acabam por se tornar parte da identidade futebolística de um país. Cristiano Ronaldo pertence a esse último grupo”.

Saiba mais sobre o veículo