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·02 de março de 2026

Criticado por desempenho pífio, meia do São Paulo ameniza clima

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Criticado por desempenho pífio, meia do São Paulo ameniza clima

Na noite deste domingo (1º de março), o São Paulo sofreu revés para o Palmeiras por 2 a 1, na Arena Crefisa Barueri, pela semifinal do Paulistão. Calleri marcou o gol são-paulino. Com o resultado, o Tricolor se despediu do campeonato estadual. Lucas, um dos jogadores que sempre levanta expectativas, não jogou nada. Foi pífio e tentou colocar um clima mais ameno.

O clima nos corredores do MorumBIS na manhã desta segunda-feira era de evidente abatimento, mas não de desespero. Após a inesperada eliminação no Campeonato Paulista, a diretoria e a comissão técnica do São Paulo agiram rápido para blindar o elenco e estabelecer um discurso de continuidade. O mantra é claro: o resultado foi doloroso, mas o projeto de 2026 não pode ser descartado por um tropeço pontual.

Lucas tentou amenizar o clima na zona mista: “Acho que é a superação. A gente terminou o ano de uma maneira muito conturbada e começou o ano também de maneira turbulenta ali, com tudo que aconteceu e a gente oscilando bastante. No jogo contra o Primavera, a gente tava brigando pra classificar e pra não cair, e todo mundo apontando a gente como possível rebaixado.

A gente conseguiu superar e conseguiu classificar. Ganhamos um jogo dificílimo contra o Bragantino fora de casa, que a gente não vencia desde 2019. Chegamos numa semifinal com muita superação, então acho que é isso que a gente tira de positivo. Chegamos numa semifinal, enfrentamos um grande adversário, jogamos de igual pra igual, não conseguimos… agora é batalhar mais, trabalhar mais. Acho que o time vem numa sequência boa no Campeonato Brasileiro, tem muita coisa pela frente. É continuar trabalhando pra que a gente possa conquistar coisas grandes”

Apesar do apoio público, a comissão técnica sabe que ajustes são urgentes. A dependência excessiva de peças individuais e os erros de escolha minaram o desempenho ontem. O período sem jogos que se segue à eliminação será utilizado como uma “intertemporada” forçada para corrigir esses problemas.

O maior desafio do São Paulo agora é reconquistar a confiança das arquibancadas. O “fator MorumBIS”, que tem sido o grande trunfo do time nos últimos anos, depende de uma simbiose entre time e torcida que foi abalada e já não enche mais como antes.

Nas redes sociais, o movimento de apoio ainda divide espaço com críticas ferrenhas, mas o clube aposta na transparência e no trabalho silencioso para acalmar os ânimos. O objetivo é transformar a frustração da eliminação em combustível para as competições de maior fôlego que virão pela frente.

O São Paulo de 2026 escolheu o caminho da resiliência. Em vez de trocar o pneu com o carro em movimento de forma afobada, o clube prefere recalibrar a rota. Se a estratégia de evitar a “terra arrasada” dará frutos, só o tempo dirá, mas o posicionamento atual marca uma tentativa de mudança cultural em um futebol brasileiro acostumado a ciclos curtos e decisões emocionais.

Crespo também amenizou: Com a eliminação no Paulistão, o São Paulo só voltará a jogar no dia 12, às 20h (de Brasília), contra a Chapecoense, em partida válida pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. O Tricolor é o vice-líder, atrás do Palmeiras, com três vitórias, um empate e dez pontos conquistados.

“Temos que olhar sempre o copo cheio. Vamos ter 12 dias para recuperar forças, para curar a ferida e continuar. Temos Chapecoense, Atlético-MG, Bragantino e Palmeiras. No Brasileirão estamos bem e temos que continuar. Acreditar no trabalho que fazemos todos os dias. Tentar fazer passar essa tristeza, sabendo que fizemos um trabalho muito importante e recuperamos jogadores.”

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