Da estreia irregular à melhor campanha: Estados Unidos enfrentam Guatemala por vaga no Mundial Sub-20 | OneFootball

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·03 de agosto de 2026

Da estreia irregular à melhor campanha: Estados Unidos enfrentam Guatemala por vaga no Mundial Sub-20

Imagem do artigo:Da estreia irregular à melhor campanha: Estados Unidos enfrentam Guatemala por vaga no Mundial Sub-20

Equipe de Gonzalo Segares venceu os três jogos, marcou 11 gols e não foi vazada; Christopher Cupps e Din Klapija lideram os destaques, enquanto Cooper Sanchez surge como novidade para o duelo contra a Guatemala.

Os Estados Unidos encerraram a fase de grupos do Campeonato Sub-20 da Concacaf de maneira muito diferente daquela como começaram.


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Depois de vencer o Haiti por 3 a 0 em uma partida na qual o placar escondeu uma atuação irregular, a equipe comandada por Gonzalo Segares apresentou maior controle diante de El Salvador e, na última rodada, finalmente transformou sua superioridade em uma atuação ofensiva convincente contra Cuba.

O resultado foi uma campanha de nove pontos em nove possíveis, com 11 gols marcados, nenhum sofrido e a melhor colocação geral entre os classificados para as quartas de final. A seleção americana superou o México no saldo de gols e enfrentará a oitava colocada no chaveamento do mata-mata.

Mais do que os números, os últimos dois jogos ajudaram a mostrar melhor o que esse grupo pode oferecer.

Mesmo longe de representar a principal força disponível da geração, os Estados Unidos demonstraram capacidade para evoluir durante a competição, encontraram novos protagonistas e ainda receberam um reforço importante com a chegada de Cooper Sanchez, do Atlanta United.

Contra El Salvador, domínio maior e os mesmos problemas no ataque

A vitória sobre El Salvador foi mais controlada do que a estreia.

Os Estados Unidos tiveram 71% de posse de bola, finalizaram 15 vezes e permitiram apenas três conclusões ao adversário, nenhuma na direção do gol. A equipe passou grande parte da partida no campo ofensivo, recuperou rapidamente a bola após as perdas e praticamente não deixou que El Salvador ameaçasse Kayne Rizvanovich.

O domínio territorial, porém, ainda não se transformava em oportunidades claras.

A seleção começou a partida buscando bastante Nimfasha Berchimas pelo lado direito. O atacante do Charlotte FC era uma das principais opções para acelerar o jogo e enfrentar a marcação individualmente, mas sofreu uma lesão na panturrilha e precisou ser substituído por Dylan Vanney aos 19 minutos.

Sem Berchimas, os Estados Unidos continuaram controlando a posse, mas voltaram a depender de um erro adversário para abrir o placar.

Aos 35 minutos, Hugo Aguilar tentou recuar de cabeça para o goleiro Oliver Alegría. Din Klapija pressionou a jogada, antecipou-se e foi derrubado dentro da área. O próprio atacante do RB Leipzig converteu o pênalti e marcou seu segundo gol na competição.

Antes do intervalo, Dylan Vanney obrigou o goleiro de El salvador a trabalhar em uma cobrança de falta, enquanto Colin Guske, do Orlando City, acertou a trave em uma finalização de fora da área.

O segundo gol também surgiu em uma penalidade. Guske lançou Jaidyn Contreras nas costas da defesa, e o atacante do FC Dallas foi derrubado quando avançava em direção ao gol. Rubén Ramos, do LA Galaxy, converteu a cobrança e marcou pelo segundo jogo consecutivo.

A vitória foi fechada apenas aos 89 minutos. Xanti Oyharçabal cobrou uma falta na direção do segundo poste, Chris Applewhite desviou de cabeça e Christopher Cupps apareceu dentro da pequena área para completar para o gol. 

O desempenho representou uma evolução em relação à estreia.

Os Estados Unidos controlaram melhor os espaços, não permitiram que o adversário crescesse durante a partida e venceram sem correr riscos defensivos. Com a bola, entretanto, ainda existia uma dependência considerável de penalidades, erros individuais e bolas paradas.

Dos seis gols marcados nas duas primeiras rodadas, quatro haviam saído em cobranças de pênalti.

O controle já aparecia.

A fluidez ofensiva, ainda não.

Berchimas está fora do restante do torneio

A lesão contra El Salvador encerrou a participação de Nimfasha Berchimas na competição.

Em publicação nas redes sociais, o jogador afirmou estar decepcionado com o fim precoce de seu torneio, classificou o problema como mais um revés em sua trajetória e prometeu retornar mais forte.

A ausência retira de Segares um jogador que havia começado como titular nas duas primeiras partidas e oferecia uma característica diferente ao ataque.

Berchimas era a principal opção da equipe para receber aberto, acelerar contra o marcador e criar vantagens por meio do drible. Contra o Haiti, também havia participado da jogada que terminou com a expulsão de um atleta haitiano e o segundo gol americano.

Contra Cuba, o domínio finalmente se transformou em goleada

Já classificada, a seleção chegou à última rodada precisando vencer Cuba por pelo menos quatro gols de diferença para ultrapassar o México e assumir a primeira colocação geral.

Segares realizou seis mudanças na equipe titular, mas a rotação não reduziu o rendimento.

Pelo contrário.

Os Estados Unidos fizeram sua melhor partida no torneio.

O primeiro gol saiu com apenas dois minutos. Contreras recebeu pela direita, superou a marcação e cruzou na direção do segundo poste. Rubén Ramos atacou o espaço nas costas da defesa e completou de cabeça.

Foi o terceiro gol do jogador do LA Galaxy em três partidas. Depois de converter dois pênaltis, Ramos marcou pela primeira vez com bola rolando e encerrou a fase de grupos como artilheiro americano.

A vantagem aumentou aos 26 minutos. Alex Shaw aproveitou um passe errado da defesa cubana, recuperou a bola próximo da área e finalizou rasteiro, fora do alcance do goleiro cubano.

Cuba teve sua única grande oportunidade ainda no primeiro tempo. Yankarlos Iglesias recebeu dentro da área e finalizou, mas Rizvanovich fez uma boa defesa. No rebote, Braden Dunham bloqueou a segunda tentativa. Os cubanos terminaram a partida com apenas uma conclusão na direção do gol.

Os Estados Unidos foram para o intervalo vencendo por 2 a 0, mas ainda precisavam de mais dois gols para alcançar o topo do chaveamento.

Eles apareceram na reta final.

Aos 75 minutos, Contreras cobrou escanteio no primeiro poste e Brandon Dayes, que havia acabado de entrar, venceu a disputa pelo alto para marcar o terceiro.

Três minutos depois, Klapija participou da construção da jogada, Oyharçabal recebeu e encontrou Joshua Torquato na entrada da área. O lateral do FC Dallas finalizou de pé esquerdo e marcou o gol que colocou os Estados Unidos à frente do México no saldo.

A goleada foi fechada aos 82 minutos. Dylan Vanney tabelou com Oyharçabal, protegeu a bola dentro da área e finalizou para transformar a vitória em 5 a 0.

Foram cinco gols marcados por cinco jogadores diferentes.

Mais importante do que isso, a equipe encontrou caminhos variados para atacar: cruzamento com bola rolando, pressão sobre a saída adversária, cobrança de escanteio, finalização de média distância e uma combinação curta dentro da área.

Dessa vez, o placar não escondeu a atuação.

Christopher Cupps assume o protagonismo na defesa

Entre os nomes utilizados por Gonzalo Segares, Christopher Cupps foi o jogador de linha mais constante durante a fase de grupos.

O zagueiro do Chicago Fire começou as três partidas, não foi substituído em nenhuma delas e completou todos os minutos da campanha ao lado do goleiro Rizvanovich. Ao seu redor, Segares modificou companheiros e até a estrutura defensiva, mas Cupps permaneceu como a principal referência do setor.

Os Estados Unidos terminaram os três jogos sem sofrer gols.

Embora os adversários tenham oferecido níveis diferentes de dificuldade, Cupps mostrou regularidade nas disputas, segurança para defender os espaços e tranquilidade para participar do início das jogadas.

Sua contribuição também apareceu no ataque.

Contra El Salvador, o defensor acompanhou a cobrança de falta, atacou a pequena área e marcou o terceiro gol americano.

Dentro de um elenco que sofreu muitas mudanças e chegou ao torneio longe de sua força máxima, Cupps foi o jogador que mais transmitiu estabilidade. Até aqui, é o principal destaque individual da seleção americana na competição.

Din Klapija confirma o protagonismo no ataque

Se Cupps tornou-se a referência defensiva, Din Klapija foi o nome mais importante do ataque nas primeiras rodadas.

O atacante do RB Leipzig marcou contra o Haiti e El Salvador. Na estreia, acertou o travessão antes de aparecer no segundo poste para completar o passe de Colin Guske e marcar o único gol americano com bola rolando naquela partida.

Na segunda rodada, Klapija pressionou o recuo da defesa salvadorenha, sofreu o pênalti e converteu a cobrança. Contra Cuba, começou no banco, mas entrou na reta final e participou da construção do quarto gol, marcado por Torquato.

Seu espaço dentro da estrutura da US Soccer também chama atenção.

Antes de disputar a competição com o Sub-19 de Segares, Klapija participou do período de treinamentos da seleção Sub-20 comandada por Rob Valentino na Bulgária. Ou seja, já vinha sendo observado em uma categoria acima antes de assumir a referência do ataque no México.

Mesmo sem começar a última rodada, terminou a fase de grupos com dois gols e participação frequente nos melhores momentos ofensivos da equipe.

Os números de Ramos e Contreras

Rubén Ramos e Jaidyn Contreras também tiveram influência direta na campanha, principalmente pelos números.

Ramos marcou nas três partidas. O atacante do LA Galaxy converteu pênaltis contra Haiti e El Salvador e completou de cabeça o cruzamento de Contreras diante de Cuba. Com três gols, encerrou a primeira fase como artilheiro dos Estados Unidos.

Contreras, do FC Dallas, não marcou, mas participou da origem de quatro gols. Sofreu um pênalti contra o Haiti, conquistou outra penalidade diante de El Salvador e distribuiu duas assistências na goleada da última rodada.

Os números dos dois são importantes e os colocam entre os jogadores mais produtivos do elenco. Mas, a campanha americana não dependeu exclusivamente deles. Segares encontrou contribuições em diferentes setores e conseguiu distribuir o protagonismo entre várias peças.

Guske e Oyharçabal também ganham espaço

Colin Guske teve papel importante principalmente nas duas primeiras rodadas.

O meio-campista do Orlando City deu a assistência para Klapija contra o Haiti, acertou a trave diante de El Salvador e realizou o lançamento que terminou no pênalti sofrido por Contreras. Sua capacidade para receber atrás da primeira linha de pressão e acelerar os ataques foi uma das principais ferramentas da equipe no início da competição.

Xanti Oyharçabal, do Athletic Bilbao, cresceu com o decorrer dos jogos.

Contra El Salvador, entrou no segundo tempo e cobrou a falta que originou o gol de Cupps. Diante de Cuba, começou como titular e deu as assistências para Torquato e Vanney durante a sequência de três gols em sete minutos.

Oyharçabal oferece uma característica técnica diferente ao setor ofensivo. Consegue atuar aberto, circular por dentro e encontrar passes próximos da área. Sua evolução durante a fase de grupos o coloca entre os nomes que mais merecem atenção no mata-mata.

Cooper Sanchez pode mudar o nível da equipe no mata-mata

A principal novidade para a sequência da competição é Cooper Sanchez.

O meio-campista já fazia parte da convocação original, mas permaneceu com o Atlanta United durante o início do torneio. Enquanto os Estados Unidos enfrentavam o Haiti, Cooper foi titular contra o New England Revolution e completou sua 15ª partida como titular na temporada regular da MLS antes de viajar ao México.

Por isso, não atuou nas duas primeiras rodadas.

Sua estreia aconteceu diretamente como titular na goleada sobre Cuba.

Cooper não teve participação direta nos gols, mas sua chegada aumenta consideravelmente as opções de Segares. Aos 18 anos, o jogador já possui sequência no futebol profissional, havia registrado quatro assistências em suas primeiras 13 partidas da temporada e também disputou a Copa do Mundo Sub-17 de 2025, na qual começou três jogos.

A partir do mata-mata, ele pode se tornar um dos grandes nomes da equipe.

A experiência acumulada na MLS oferece a Cooper um nível de ritmo competitivo que nem todos os jogadores do elenco possuem. Ele pode atuar em diferentes funções no meio-campo, participar da construção e ajudar a equipe a sustentar a posse diante de adversários que pressionem com maior intensidade.

Sua estreia contra Cuba foi apenas o primeiro contato com o torneio.

As partidas decisivas devem mostrar com mais clareza quanto sua chegada pode elevar o nível do time.

Um grupo que começa a projetar o Mundial Sub-20

Ainda é cedo para tratar qualquer jogador como presença garantida na Copa do Mundo Sub-20 de 2027.

A concorrência será muito maior do que a existente neste elenco, principalmente porque jogadores importantes da geração ficaram fora do Campeonato da Concacaf por decisões dos clubes, calendário da MLS ou compromissos no futebol europeu. A própria convocação atual reúne somente parte das principais opções disponíveis para a US Soccer.

Mesmo assim, a fase de grupos começa a construir algumas candidaturas.

Christopher Cupps foi o jogador mais regular da defesa. Din Klapija confirmou que consegue produzir contra adversários diferentes e já vinha trabalhando com uma categoria acima. Xanti Oyharçabal cresceu tecnicamente ao longo das partidas, enquanto Cooper Sanchez chega ao mata-mata com experiência profissional e potencial para assumir um papel maior.

Neste momento, são os quatro nomes que mais parecem capazes de utilizar a competição como caminho para permanecer no grupo até o Mundial de 2027.

Ramos e Contreras também entram nessa discussão pela produção ofensiva, enquanto Guske mostrou qualidades importantes na organização do meio-campo.

A fase eliminatória, agora, terá um peso diferente.

Quem será o adversário nas quartas de final?

A Guatemala será a adversária dos Estados Unidos nas quartas de final. O confronto foi definido após o Panamá vencer Honduras por 4 a 0 e avançar como um dos melhores terceiros colocados. Com isso, os guatemaltecos terminaram como a oitava seleção do chaveamento e cruzaram com os norte-americanos, donos da melhor campanha da fase de grupos.

A partida será disputada na terça-feira (4), às 22h, no Estádio Cuauhtémoc, em Puebla. Além da classificação para a semifinal da Concacaf, o vencedor garantirá presença na Copa do Mundo Sub-20 de 2027.

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