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·25 de junho de 2026

Da lanterna ao “milagre”: como veterano levou a África do Sul ao mata-mata

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Primeiro país africano a garantir vaga no mata-mata da Copa de 2026, a África do Sul acordou celebrando o “milagre” de ter saído da lanterna do Grupo A diretamente para a próxima fase. Um dos principais responsáveis pela façanha inédita para os Bafana Bafana, o técnico Hugo Broos é um veterano da bola e faz um trabalho de mais cinco anos para tirar algo mais da nova geração do país. Finalmente, teve êxito.

Em 2010, o Mundial desembarcou pela primeira vez no continente mais pobre do planeta. Com boa estrutura, a África do Sul foi eleita para sediar o torneio, e havia a esperança de que a seleção pudessem chegar longe. A eliminação na primeira fase, no entanto, foi um balde de água fria. Assim como em 1998 e 2002, as outras participações do país.


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África do Sul conseguiu a vaga com vitória sobre a Coreia do Sul – Foto: Divulgação / Bafana Bafana

Dezesseis anos depois, de maneira até inesperada, alcançou o objetivo, mesmo após uma derrota na estreia, para o México, e um empate no fim do jogo com a República Tcheca. O gol da vitória sobre a Coreia do Sul, na quarta-feira, foi do jovem Thapelo Maseko, de 21 anos. Mas é o segundo treinador mais velho da Copa (atrás de Dick Advocaat, de 78 anos, de Curaçao) que têm recebido a maior parte dos méritos.

“Sempre acreditei no grupo, as críticas sempre foram duras, mas estava seguro de que teríamos um grande resultado. Vocês viram os jogadores lutando por cada bola nessa noite” disse Broos, de 74 anos e a bagagem de um terceiro lugar no Mundial de 1986, como zagueiro da Bélgica.

Entre esperança e críticas

A boa campanha nas Eliminatórias trouxe muitas esperanças. Por sinal, assim como o sorteio dos grupos. Afinal, não havia um favorito no caminho da primeira fase e o único europeu era um azarão – que terminou em quarto lugar. Mas os maus resultados nos amistosos pré-Copa fizeram as críticas retornarem. O sul-africanos não conseguiram vencer Panamá (duas vezes), Nicarágua e Jamaica.

A imprensa não via poderia ofensivo na equipe, que já teve como arma justamente seus lendários atacantes, como Bartlett e Benny McCarthy. Mas Hugo Broos insistia que o caminho era fortalecer o sistema defensivo e dar mais disciplina à geração. Dessa forma, sofrer o menor número de gols possível.

Herói só tinha um gol pela seleção

A classificação veio pelos pés de uma das maiores promessas sul-africanas. Mas, apesar de ser um meia-atacante, só havia feito um golzinho pela seleção – na vitória sobre a Namíbia, pela Copa Africana de Nações de 2023. Depois de brilhar pelo Mamelodi Sundows, Thapelo Maseko hoje atua no modesto futebol do Chipre.

O técnico Hugo Broos insistiu no garoto e foi recompensado. Depois de abrir o placar, no segundo tempo, a tarefa foi fechar os espaços e impedir que a Coreia do Sul levasse perigo na tentativa de pressão. Deu certo. A festa estava garantida.

“É difícil para explicar este sentimento. É uma experiência fantástica. Não pensem que agora vamos dizer que segunda ou terça voaremos de volta para Joanesburgo, não pensamos assim. Queremos mais nesta Copa do Mundo”, avisou.

Na segunda fase, a África do Sul mede forças com o Canadá, domingo, às 16h, em Los Angeles. O objetivo agora é uma vaga nas oitavas de final.

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