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·20 de junho de 2026

Dalot e as críticas a Ronaldo: «Já é conhecida a capacidade dele para lidar com estas situações»

Imagem do artigo:Dalot e as críticas a Ronaldo: «Já é conhecida a capacidade dele para lidar com estas situações»

Diogo Dalot, jogador de Portugal, foi o atleta escolhido para estar presente na conferência de imprensa deste sábado, realizada em Palm Beach, nos Estados Unidos da América.

Diogo Dalot em discurso direto

Usbequistão: «Vencer é o mais importante. Todos os pontos que conseguirmos somar tendo em vista a próxima fase podem revelar-se decisivos. Pela frente teremos uma seleção muito combativa, pelo que não esperamos facilidades. Compete-nos encontrar as melhores soluções e demonstrá-las dentro de campo para alcançar o resultado pretendido.»


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Ambiente da equipa: «Diria que o ambiente está bom. Foram dias difíceis após um resultado que não correspondia às nossas expectativas. Com o passar dos dias, o foco vai mudando e estamos totalmente concentrados no grande objetivo de vencer o próximo jogo.»

Empate com a RD Congo: «Tentamos sempre retirar algo positivo dos momentos mais complicados. Este pode ser um desses casos: não para fugir às responsabilidades, mas para manter os pés bem assentes na terra. É fundamental perceber que ninguém conquista uma competição desta dimensão sem enfrentar obstáculos pelo caminho.

Não me recordo de nenhuma seleção que tenha vencido um Mundial sem passar por fases menos conseguidas ou sem ter necessidade de se reinventar ao longo da prova. Quando os resultados não correspondem às expectativas, procuramos encará-los como uma oportunidade de crescimento. O objetivo passa por analisar o que correu menos bem e apresentar uma resposta melhor já no próximo jogo.»

Aprendizagens dos jogos com a RD Congo: «O tempo de preparação entre jogos é reduzido e praticamente não existe margem para trabalhar no relvado, mas existiram aspetos que ficaram imediatamente identificados por todos nós. Se tivéssemos voltado a competir no dia seguinte, já saberíamos o que corrigir.»

Cristiano Ronaldo: «Já é conhecida a capacidade que o Cris tem para lidar com a crítica. São mais de 20 anos ao serviço da seleção e aquilo que transmite ao grupo é precisamente essa confiança e a noção de que a crítica faz parte do futebol. Acima de tudo, lembra-nos constantemente o elevado nível a que temos a possibilidade de competir.

Quando estamos presentes numa das maiores competições do mundo, o escrutínio é inevitável. A confiança que ele deposita em nós, e que nós depositamos nele, nunca mudou e continuará a ser a mesma. Enquanto representar a seleção, terá sempre essa capacidade e estará preparado para ajudar a equipa.»

Críticas a Ronaldo: «Não sou comentador. Ontem [sexta-feira] existiu uma conferência de imprensa bastante esclarecedora e que permitiu perceber bem que o grupo está unido e protegido de tudo o que se passa à sua volta. A mensagem que queremos transmitir é simples: sabemos que existem milhões de pessoas a torcer por Portugal e outras tantas que não querem que Portugal ganhe. Se quiserem remar connosco, vamos remar e o barco não irá parar.»

Críticas dos portugueses: «Criou-se uma grande expectativa e bem. Nunca escondi nem quero esconder a responsabilidade, mas uma coisa é a expectativa e outra o que fazemos na realidade. Se temos capacidade? Sem dúvida. Se estamos a fazer por isso? Claro. No último jogo não fizemos o suficiente, mas temos mais uma oportunidade para alterar. Temos 90 minutos para ganhar outro encontro. Essa ansiedade de ganhar o jogo e controlar isso acabou por trair-nos um pouco em termos de jogo jogado.»

«Ataques» a João Neves: «Tivemos a oportunidade de falar sobre este cenário antes do Mundial. Quando tens o Cris no grupo, tens de estar preparado o alarido fora do normal. Essa preparação fez parte do processo e é por isso que dizemos que o grupo está blindado. Já esperávamos que algo deste género acontecesse e, de certa forma, acabou por se confirmar. O lado positivo é que surgiu cedo, permitindo-nos encarar o assunto de frente e avançar sem distrações.»

Concorrência nas laterais: «Sou o primeiro a querer jogar, seja no clube ou na seleção. Sempre que tive oportunidade, sublinhe-se, consigo ajudar, ainda para mais numa competição como esta. Só podem jogar 11 jogadores, mas é muito complicado não haver oportunidades para toda a gente. Estarei pronto, com sangue na guelra.»

«Surpresas» no Mundial: «Seria ingénuo da nossa parte chegar aqui e pensar que a parte teórica ganharia jogos. Para chegarem aqui tiveram de ter mérito. Convivemos com isso mesmo, pois uma seleção não forte conseguiu criar dificuldades. É o que também torna bonito uma competição destas, assistir ao jogo e não saber o que irá acontecer. Enquanto fã do futebol é o que quero, mas quando é contra mim prefiro que os outros não façam grandes jogos.»

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