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·24 de setembro de 2026

Das mãos de Xavi e Klopp, Holanda e Alemanha iniciam novas eras na Nations League

Imagem do artigo:Das mãos de Xavi e Klopp, Holanda e Alemanha iniciam novas eras na Nations League

Holanda e Alemanha voltam a campo nesta quinta-feira (24), alguns meses depois da eliminação na Copa do Mundo, e com novos treinadores. Enquanto Xavi Hernández assumiu o cargo dos neerlandeses, Jurgen Klopp voltou da aposentadoria para treinar os alemães.

O confronto será válido pelo Grupo A2 da Liga das Nações, mas representa mais do que isso. É o início de dois novos trabalhos em uma Holanda que visa manter uma sequência de presenças em Copas após ficar de fora em 2018 e 2022, e em uma Alemanha que mira voltar aos tempos de glória.


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Resgatar memórias do "Carrossel Holandês"

Xavi Hernández assumiu o comando da Holanda após dois anos sem clube, desde o tempo que deixou o Barcelona. A ideia é repaginar o estilo da seleção. O futebol baseado na aproximação dos meias e na movimentação constante dará espaço ao tiki-taka, adaptado ao estilo do país.

Ao ser apresentado no novo cargo, o treinador ex-Barcelona falou em "recuperar a identidade da seleção", visando o ciclo para a próxima Copa do Mundo, em 2030 em Portugal, Espanha e Marrocos. A ideia é resgatar a memória dos tempos áureos da Holanda, do "Carrossel Holandês" durante os anos 70.

Xavi é um fã declarado de Johan Cruyff e, na casa do camisa 14, promete um futebol ofensivo, com uma equipe que jogue com a posse de bola. O próprio comandante destacou sua relação com o futebol holandês, pela influência de Cruyff no Barcelona durante os anos 90.

Dentro das quatro linhas, a base da equipe é a mesma. Por mais que nomes como Memphis, Frenkie de Jong e Xavi Simons não tenham sido chamado para os próximos duelos, Van Dijk, Dumfries e Gakpo seguirão na equipe nacional, entre outros, pelo menos por agora.

Paralelamente, atletas mais jovens surgem para fortalecerem a equipe. São os casos de Brobbey, que vem chamando a atenção no ataque do Sunderland, Zechiël, jovem meia do Feyenoord, van de Ven, zagueiro do Tottenham que se recupera de lesão, e outros nomes.

Pressão pós-perda com jovens

Quem comanda o processo de renovação na Alemanha é Jurgen Klopp, um velho conhecido do futebol local que trará mudanças. Enquanto com Nagelsmann a ideia era ter uma base mais móvel e trabalhar a posse, com o ex-Liverpool a pressão pós-perda da posse somada à estrutura fixa devem dar as caras.

A intensidade máxima e as transições verticais rápidas pelas laterais serão marca registrada do estilo tático da Alemanha nos próximos tempos. Com uma base tradicional, no 4-3-3, e exigindo muito vigor físico dos meio campistas, que são literalmente o coração do time.

Klopp assume uma equipe com várias feridas abertas em necessidade de reformulação, cenário que havia encontrado em 2001 em uma esfera menor, no Mainz. E em busca de formar uma base estável que se torne "autossuficiente", como o que fez no Borussia. Pode-se esperar, portanto, que ele construa um sistema estável de olho no próximo Mundial.

Para essa "Super data Fifa", o alemão convocou 44 jogadores divididos em duas listas, uma para os dois primeiros jogos e outra para os dois últimos. Nomes já consagrados como ter-Stegen, Kimmich, Jamal Musiala Havertz estão na primeira, enquanto Adeyemi, Wirtz e Pavlovic marcam presença na segunda.

Ansiosa para relembrar seus melhores momentos, a Alemanha também passa por uma renovação. Neuer, Rudiger, Goretzka, Undav e Sané, por exemplo, estiveram na Copa e não foram convocados por Klopp. Por outro lado, Tom Bischof, Bisseck, Baku e Janelt são alguns nomes que foram ausência no Mundial e jogarão a Nations.

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