Jogada10
·13 de junho de 2026
Das superstições ao fator Ancelotti: cinco motivos para acreditar no hexa

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·13 de junho de 2026

Depois de mais um ciclo, o Brasil tem uma nova chance de conquistar o hexa a partir deste sábado, às 19h, quando a bola rolar para o jogo contra o Marrocos, em Nova Jersey. Mas a fase da Seleção não é das melhores, e a desconfiança é grande entre torcedores e especialistas do mundo todo. Há, afinal, motivos para crer no título da Copa do Mundo em 2026? O Jogada10 mostra que sim e traz cinco aspectos relevantes.
A começar pelo número de superstições, algo que o brasileiro adora, que envolvem esta edição. Faz 24 anos que vencemos o Mundial pela última vez – o mesmo período de jejum entre 1970 e 1994, quando Romário e companhia conquistaram o tetra e tiraram o país da fila.
Além disso, não ser o principal favorito e trazer na bagagem um ciclo conturbado costuma ser sinônimo de volta por cima na Copa. Foi assim em 1994 e em 2002. Em ambas as ocasiões, por sinal, a Seleção Brasileira foi alvo de críticas, trocou de treinador e somou derrotas surpreendentes no ciclo.
Há ainda a questão do ambiente e dos palcos dos jogos. Afinal, jogar nos Estados Unidos também remonta ao tetra, já que o país norte-americano volta a sediar a competição após 32 anos e nos traz ótimas memórias.

Romário liderou o Brasil ao tetra, quebrando jejum de 24 anos sem titulo – Foto: Reprodução / FIFA
O técnico italiano é o mais vitorioso entre os 48 que estarão na Copa. Pela primeira vez em sua carreira, assumiu uma seleção depois de mais de duas décadas recheadas de títulos por grandes clubes europeus. Carlo Ancelotti, aliás, sempre foi o sonho da CBF para este ciclo. Porém, o acordo só saiu em maio de 2025. Assim, o tempo de trabalho pode não ter sido o ideal, mas foi suficiente para fazer a equipe melhorar nas Eliminatórias e se classificar sem sustos.
Na história dos Mundiais, o Brasil sempre teve um comandante nascido no país. Mas os recentes fracassos e a falta de uma opção unânime reacenderam o debate para abrir espaço para um treinador estrangeiro, que trouxesse ideias diferentes. Desde então, a adaptação de Ancelotti com o grupo de jogadores e a relação com a torcida brasileira têm sido positiva. Afinal, o respeito de ter um multicampeão no banco de reservas tem tudo para ser um fator importante.
O Brasil é reconhecido por sempre ter ataques muito fortes. Em 2026, no entanto, é a defesa que chama a atenção. Isso porque, Marquinhos e Gabriel Magalhães são considerados dois dos melhores zagueiros do mundo atualmente. Soma-se a isso a origem italiana de Ancelotti, um berço de defesas fortes e bem protegidas.
Tanto é que as laterais terão titulares com características mais defensivas nesta Copa do Mundo, principalmente após o corte por lesão de Wesley. A expectativa é de que a Seleção sofra poucos gols e se exponha menos do que em outras Copas.

O trabalho e a estrela de Carlo Ancelotti são trunfos do Brasil no Mundial – Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Alguns dos principais jogadores brasileiros vão para o seu segundo ou terceiro Mundial e vivem fase de mais maturidade e experiência, como Marquinhos, Bruno Guimarães, Vini Jr e Raphinha, tidos como pilares do time.
Na Copa de 2022, o Brasil vacilou no momento crucial das quartas de final, contra a Croácia, levou um gol no fim e desperdiçou duas cobranças de pênaltis. Já em 2018, na mesma fase, o time fez um péssimo primeiro tempo e acabou perdendo para a Bélgica.
Inclusive, desta vez a Seleção leva 15 remanescentes do último Mundial e deve repetir oito titulares na estreia contra o Marrocos. A média de idade dos convocados de Ancelotti é a sexta mais alta entre os 48 participantes.
De acordo com o chaveamento, o Brasil não vai enfrentar Espanha ou França até a final. Ou seja, o fantasma das quartas está livre dos principais favoritos nas casas de apostas, e a equipe terá mais tempo para embalar e ganhar confiança. E, em finais, a Seleção venceu 5 de 7 na história. Mas é bom ficarmos atentos, afinal fortes rivais como Portugal, Argentina e Holanda podem estar no caminho.

Raphinha e Vini vão para a segunda Copa do Mundo de suas carreiras – Foto: Rafael Ribeiro / CBF







































