RTI Esporte
·04 de setembro de 2026
De Clarinha a Kennedy Fuller: 10 jogadoras para acompanhar no Mundial Sub-20

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·04 de setembro de 2026

A nova geração do futebol feminino mundial está prestes a ganhar palco. A Copa do Mundo Feminina Sub-20 de 2026 começa no próximo sábado, 5 de setembro, na Polônia, e reúne 24 seleções naquela que será a segunda edição com este formato. A final está marcada para 27 de setembro, em Łódź.
Mais do que definir a campeã, o Mundial permitirá observar jogadoras que podem ganhar protagonismo nos próximos anos. Entre brasileiras, portuguesas e talentos de grandes potências, há vários nomes para acompanhar.
É impossível começar por outro nome quando se olha para o momento recente da meio-campista do Benfica. Clarinha, por exemplo, chega à Polônia depois de uma ascensão impressionante na Seleção Brasileira Sub-20.
Mais impressionante ainda: foi chamada por Arthur Elias para um período de treinamento com a Seleção Principal. A meia, que atua no Benfica desde 2020 e fez toda a formação no clube português, é uma das jogadoras brasileiras que pode sair deste Mundial ainda mais valorizada.
Outra jogadora brasileira que chega com enorme expectativa é Evelin, atacante do Santos. Natural de Peruíbe, a jovem foi descoberta pelo clube em 2023 e teve uma ascensão rápida até ao futebol profissional.
Pelas Sereias da Vila, já soma 21 partidas, três gols e três assistências, além de ter sido eleita revelação do Campeonato Paulista na última temporada. É uma atacante de apenas 18 anos e representa uma das principais apostas da nova geração brasileira.
Também merece atenção Brendha, do Flamengo. A atacante aparece entre as principais opções ofensivas da equipe de Camilla Orlando e chega ao Mundial depois de ter sido uma das artilheiras da Seleção Brasileira Sub-20 em 2026.
A competição poderá ser particularmente importante para ela porque o Brasil procura encontrar novas referências ofensivas depois de uma geração que deixou nomes como Priscila e Aline Gomes já muito próximos da Seleção Principal.
Outra brasileira para acompanhar é Vitorinha, do São Paulo. A meia-atacante tem sido uma presença importante nas convocações de Camilla Orlando e combina capacidade de construção com chegada ao ataque.
Foi, inclusive, decisiva no amistoso diante de Portugal, em junho, ao participar diretamente de dois gols brasileiros, incluindo a assistência para o primeiro gol de Clarinha. O Brasil estreia diante da Tanzânia em 5 de setembro, antes de enfrentar Canadá e Inglaterra.
Portugal fará história ao disputar pela primeira vez o Mundial Feminino Sub-20. Diana Costa, do Benfica, é um dos destaques e marcou no empate por 1 a 1 com a Itália. A seleção estreia em 7 de setembro contra a Coreia do Norte, atual campeã, antes de enfrentar Colômbia e Costa Rica.
A atacante do Sporting é outro nome português que pode ganhar destaque. Maísa Correia faz parte de uma geração que já conseguiu levar Portugal ao seu primeiro Mundial da categoria depois da histórica presença nas semifinais do Europeu Sub-19 de 2025.
Com velocidade e capacidade para jogar no último terço, será uma das jogadoras responsáveis por tentar desequilibrar uma seleção portuguesa que terá uma estreia particularmente exigente na Copa do Mundo Sub-20.
A Espanha chega novamente entre as candidatas ao título e conta com uma geração recheada de jogadoras provenientes de Barcelona e Real Madrid. Entre elas está Alba Cerrato, atacante da Fiorentina, da Itália.
A espanhola representa uma opção ofensiva interessante e já acumula experiência fora do país, algo que poderá ser importante num torneio de elevada exigência. A Espanha venceu o Mundial Sub-20 em 2022 e pretende regressar ao topo depois de ter sido eliminada nas quartas de final em 2024.
Kennedy Fuller é provavelmente um dos nomes mais interessantes da seleção norte-americana. A meia, que recentemente trocou o Angel City pelo Bay FC, chega ao Mundial com experiência na NWSL e também com uma história importante nas seleções jovens dos Estados Unidos.
Foi apontada como uma das jogadoras para acompanhar por analistas da própria equipe norte-americana. A mistura entre experiência profissional e formação internacional pode fazer dela uma das líderes dos Estados Unidos na Polônia.
O Japão tem uma das escolas mais técnicas do futebol feminino, e Mao Itamura surge como nome para acompanhar. A atacante trocou o futebol neerlandês pelo Liverpool e chega com experiência internacional. A capacidade de finalização pode colocá-la entre os destaques ofensivos do torneio.
Por fim, uma jogadora que chega com uma responsabilidade especial: Kim Yon-a. A norte-coreana é a única integrante da seleção campeã mundial Sub-17 de 2025 que regressa agora para disputar o Mundial Sub-20.
Isso significa que já conhece o que é ganhar uma competição mundial e terá pela frente a missão de ajudar a Coreia do Norte a defender o título conquistado em 2024 na categoria Sub-20. A equipe, aliás, chega à Polônia depois de também ter conquistado os Mundiais Sub-17 de 2024 e 2025.
De Clarinha a Kim Yon-a, passando por Evelin, Diana Costa e Kennedy Fuller, o Mundial Sub-20 terá vários nomes que podem deixar de ser promessas e começar a construir, na Polônia, o caminho para o futebol feminino de elite.
*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal







































