Coluna do Fla
·14 de maio de 2026
De doce memória contra o Vitória ao doce dos brownies: ex-Flamengo relembra ‘decisão’ com time baiano na Copa do Brasil

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·14 de maio de 2026

O duelo mais importante entre Flamengo e Vitória na Copa do Brasil aconteceu em 2004, quando os times se enfrentaram na semifinal. Para esquentar o confronto desta quinta-feira (14), o Coluna do Fla bateu um papo com exclusividade com o ex-goleiro Diego, integrante daquele elenco. Dono de doces memórias contra os baianos há 22 anos, o ex-camisa 1 agora vive de outro doce, os brownies.
Revelado nas categorias de base do Flamengo, Diego viu Julio Cesar ser titular nos dos jogos da Copa do Brasil. Na ida, no Barradão, o Mengão venceu por 1 a 0, gol de Fabiano Eller. Na volta, o Mais Querido selou a vaga, com o 2 a 0 no Maracanã, tentos de Ibson e Nenê (contra). O ex-goleiro relembrou como foi em entrevista ao Coluna.
— O Vitória, naquela época que eu estava subindo, sempre fazia times bons, times fortes, tinha jogadores renomados no time. Um dos jogos contra o Vitória, o Julio Cesar não pôde jogar e eu joguei (no Brasileirão). E tenho boas recordações desse jogo (da Copa do Brasil) —, iniciou Diego.
— Mas sempre é difícil, acredito que na quinta não vai ser um jogo fácil para o Flamengo, porque o Vitória está com total seriedade, pois não temos uma grande vantagem. Mas sem dúvida nenhuma, somos favoritos e temos que demonstrar isso aí dentro de campo —, acrescentou.
Aposentado dos gramados desde 2017, Diego largou totalmente o futebol. Atualmente, o ex-goleiro atua no ramo empresarial, vendendo brownies e gerindo um restaurante. Hoje como torcedor do Flamengo, o cria da Gávea espera que o Mengão tenha uma saborosa classificação às oitavas.
— Tenho a fábrica de brownies, que é a ‘Doce mais Doce’, na qual a gente faz entregas para estabelecimentos em todo o Rio de Janeiro e também produtos de festa, como os mini brownies bem-casados e tortas. Então, meio que me desliguei (do futebol) e tenho um restaurante lá em Itaboraí também —, contou.
Apesar da classificação para a final após eliminar o Vitória, a Copa do Brasil de 2004 não traz boas lembranças para o torcedor rubro-negro. Isso porque, o Flamengo perdeu a decisão para o Santo André, no Maracanã. No entanto, Diego conseguiu dar a volta por cima dois anos depois, sendo campeão da competição no mesmo estádio e contra o maior rival.
— Uma das grandes recordações que eu tenho é justamente a final, né? A final sendo o Maracanã, contra o Vasco, um rival nosso do Estado, e a gente só pensava em recolocar o Flamengo numa competição internacional (Libertadores), né? Fazia algum tempinho que ficava de fora e as últimas participações não tinham sido muito agradáveis —, relembrou Diego.
— Em relação à importância dessa Copa do Brasil, a gente escuta muito falar que quando você ganha um título, uma competição, você não tem noção da dimensão que você acabou de fazer. Quanto mais tempo passa, quanto mais a gente fica longe do futebol, as pessoas estão sempre ali lembrando desse título, dessa competição, final contra o Vasco. A importância na época foi muito grande, mas um legado, você fica marcado na história, então, sem dúvida nenhuma, não tinha noção da representatividade que ia ter durante toda a minha vida —, pontuou.
Em 2006, Diego era titular do Flamengo. De dentro de campo, viu o Mengão vencer as duas partidas contra o Vasco. Na ida, 2 a 0, com gols de Luizão e Obina. Na volta, 1 a 0, tento de Juan. O placar foi ‘tranquilo’ graças a atuação decisiva do goleiro.
— Aquela final foi muito importante, nós passamos dois jogos com baliza zero, um termo que se usa muito hoje. E teve um chute do Andrade, um volante que batia muito bem de fora da área, no primeiro jogo, e uma bola bastante decisiva. Também teve uma que o Abedi entra cara a cara, me dribla, mas eu consigo me recuperar e tirar a bola com a pontinha do dedo dos pés dele. Se faz o gol, poderia complicar o nosso jogo —, recordou o goleiro.
No dia de Flamengo x Vitória, Diego também falou sobre o peso atual da Copa do Brasil, a falta de espaço para garotos da base, como ele, e analisou o momento de Agustín Rossi, titular da meta do Mengão. Portanto, confira, abaixo, outros pontos da entrevista, que esquenta o duelo desta quinta-feira (14), a partir das 21h30 (de Brasília), no Barradão.
“A Copa do Brasil é uma competição onde os times que não têm os melhores elencos têm uma possibilidade de chegar na final e conquistar. Naquela época, os times de São Paulo tinham não só um elenco melhor, mas também tinha uma estrutura de treinamento que o Rio não tinha ideia do que era. E hoje você vê o Flamengo com um centro de treinamento maravilhoso, que colhe totalmente os frutos, por essa reorganização, não só financeira, mas totalmente de estrutura. Então, é uma salvação para os times que não têm um elenco, não tem uma organização muito grande que o Campeonato Brasileiro de ponto corrido é bastante difícil chegar. Então, se torna uma competição nacional onde você pode e tem condição de ser campeão”.
“Em relação a jogadores de base nesse time, principalmente atuando, cada vez vai se tornando mais difícil justamente por esse potencial econômico que é o Flamengo. Você tem toda janela um valor, uma quantia exorbitante e acaba trazendo jogadores de muita qualidade, com mais experiência e acaba dificultando um pouco o acesso da categoria de base. Então, quando a categoria de base chega um menino como o Evertton Araújo, está tendo essa oportunidade agora e está demonstrando em campo, tem que ser bem diferenciado e aproveitar. Outros não conseguem ter uma sequência no time principal, porque hoje a competitividade dentro do elenco é muito grande. Você vê hoje saindo lista de pré-convocados, onde o Flamengo tem praticamente mais de um time pré-convocado para a Copa do Mundo, então acaba ficando mais difícil para os jogadores de base jogar no elenco profissional logo de cara”.
“Gosto muito dele, tem uma qualidade imensa, jogando com os pés. É um goleiro que cresce em decisões, jogos importantes quando o Flamengo precisa de estar lá, assim como aconteceu na Libertadores do ano passado. Então, acredito que ele já está na história do Flamengo, mas tem tudo para construir uma história ainda mais bonita”.
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