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·13 de março de 2026

De orgias a temores internos: as denúncias citadas por moradores no caso de Carlos Alberto

Imagem do artigo:De orgias a temores internos: as denúncias citadas por moradores no caso de Carlos Alberto

Os episódios que levaram a Justiça do Rio a determinar a expulsão do ex-jogador Carlos Alberto do Alphaland Residence Club, no Rio de Janeiro, não surgiram de um único conflito. Assinada no dia 06 de março pela 1ª Vara Cível da Regional da Barra da Tijuca, a decisão se baseia em um histórico de ocorrências relatadas por moradores ao longo de anos.

A sentença menciona ao menos 52 ocorrências atribuídas ao ex-jogador entre junho de 2019 e março de 2023 nesse condomínio na Barra da Tijuca. Os relatos descrevem festas com música alta em horários variados, episódios de gritaria, ofensas e uso inadequado de áreas comuns.


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Moradores registraram, por exemplo, danos ao patrimônio e outras situações consideradas incompatíveis com a convivência condominial. Entre os relatos reunidos no processo aparecem menções a agressões, ameaça de tiro e episódios descritos como “orgias sexuais na varanda”, além de urina em corredor.

O condomínio apresentou a ação por meio do escritório Bragança & Feijó Sociedade de Advogados.

Processo ampliou acusações

Um dos processos ligados ao caso, registrado em 2024, reuniu mais de 300 páginas de registros. No documento, moradores voltaram a relatar episódios de lesões corporais, ameaças e orgias em público. Carlos Alberto já já acumulava mais de 50 reclamações relacionadas ao comportamento dentro do condomínio àquela altura.

Outro episódio citado na ocasião envolve a depredação do carro de uma ex-namorada. Flagrado quebrando retrovisores do veículo após uma briga, o ex-jogador se complicou ainda mais internamente, e o caso aumentou a pressão de moradores por uma solução judicial.

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Ex-jogador aborda sobre seu estilo de vida durante entrevista – Foto: Reprodução

Clima de temor no condomínio

Ainda de acordo com a reportagem do O Globo à época, funcionários demonstravam receio em lidar com o ex-jogador. Um porteiro chegou a relatar e descrever apreensão ao tratar das reclamações apresentadas por moradores. Outras declarações nesse tom ocorreram no mesmo período da ação judicial da época, em abril de 2024.

A mesma reportagem recordou sobre a demissão de Carlos Alberto da Band, ocorrida em 2023, sob acusação de agressão contra um torcedor do Flamengo.

Defesa de Carlos Alberto

Em sua versão, o ex-jogador afirmou sofrer perseguição dentro do condomínio. Ele reconheceu excessos relacionados ao volume da música, mas negou acusações mais graves, como atos de natureza sexual em áreas comuns. O ex-jogador também pediu indenização por danos morais.

A juíza Erica Batista de Castro concluiu que as provas indicam “conduta antissocial reiterada e incompatível com a convivência no condomínio” ao analisar o caso. Segundo a magistrada, as multas aplicadas anteriormente não alteraram o comportamento atribuído ao ex-atleta.

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