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·27 de maio de 2026

Defesa de Andrés Sanchez anuncia recurso contra expulsão do Corinthians

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Por Larissa Beppler | Redação da Central do Timão

A defesa do ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez informou que irá recorrer à Justiça contra a decisão do Conselho Deliberativo do clube que determinou sua expulsão do quadro associativo. A medida foi aprovada na última segunda-feira (25), com base em parecer favorável da Comissão de Ética e Disciplina, que apontou o uso indevido do cartão corporativo do clube para despesas de caráter pessoal durante sua gestão. A mesma irregularidade também motivou denúncias apresentadas pelo Ministério Público à Justiça contra o ex-mandatário.

Em nota oficial, o escritório Fernando José da Costa Advogados afirmou receber a deliberação com “absoluto inconformismo” e alegou que o procedimento foi conduzido com “graves irregularidades”. A notícia foi divulgada pelo jornalista Tiago Salazar e confirmada pela Central do Timão.


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Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Entre os principais argumentos apresentados pela defesa está a atuação de Leonardo Pantaleão no processo disciplinar. Os advogados consideram “inadmissível” que o dirigente tenha presidido simultaneamente a Comissão de Ética responsável pela elaboração do parecer que recomendou a expulsão e, posteriormente, conduzido a sessão do Conselho Deliberativo que submeteu o documento à votação. Pantaleão assumiu interinamente a presidência do Conselho Deliberativo após o afastamento temporário de Romeu Tuma Júnior, em abril.

Outro questionamento apresentado diz respeito ao modelo de votação adotado durante a reunião. De acordo com a defesa, o Estatuto Social do clube previa escrutínio secreto, enquanto a deliberação ocorreu de forma aberta e nominal.

Ainda segundo a nota, as supostas irregularidades chegaram a ser alvo de manifestações de conselheiros durante a própria sessão do Conselho Deliberativo. Para os representantes de Andrés Sanchez, a condução do caso ultrapassa a esfera individual do ex-presidente e cria um “precedente preocupante” dentro do clube ao, na visão da defesa, fragilizar garantias mínimas de defesa previstas estatutariamente.

Diante disso, os advogados afirmaram que serão adotadas “as medidas judiciais cabíveis” para buscar o reconhecimento das nulidades do procedimento e assegurar a observância do devido processo legal.

A expulsão de Andrés Sanchez foi aprovada pelo Conselho Deliberativo do Corinthians após análise do parecer elaborado pela Comissão de Ética e Disciplina. Segundo as investigações, os gastos irregulares no cartão corporativo do clube teriam alcançado cerca de R$ 480 mil, em valores corrigidos pela inflação e com juros, entre os anos de 2018 e 2021.

Nome influente da política corinthiana nas últimas décadas, Andrés comandou o clube em dois períodos: entre 2007 e 2011 e, posteriormente, de 2018 a 2020. Em entrevista concedida à ESPN na última terça-feira (26), o ex-dirigente afirmou que não pretende voltar a frequentar o Parque São Jorge e demonstrou desilusão com o ambiente do futebol. “Não quero (voltar). Aliás, quero distância. Futebol está caro, chato e perigoso”, declarou.

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Torcedores protestaram em frente ao Parque São Jorge pedindo a expulsão de Andrés Sanchez do Corinthians. Foto: Michael Anjos/Gaviões da Fiel

Confira na íntegra a nota enviada pela defesa de Andrés Sanchez:

O escritório Fernando José da Costa – Advogados, que representa Andrés Navarro Sánchez, manifesta absoluto inconformismo com a deliberação aprovada pelo Conselho Deliberativo do Sport Club Corinthians Paulista, que determinou a expulsão de seu cliente do quadro associativo do clube.

A decisão foi proferida em procedimento marcado por graves irregularidades, sendo inadmissível que o Dr. Leonardo Pantaleão tenha presidido a Comissão de Ética responsável pela elaboração do parecer de expulsão e, posteriormente, presidido a sessão do Conselho Deliberativo que submeteu esse mesmo parecer à votação.

Também é grave a realização de votação aberta e nominal, em desconformidade com o dispositivo do rito previsto no Estatuto Social do clube, indicado no edital de convocação, que prevê expressamente o escrutínio secreto.

As irregularidades foram tão evidentes que suscitaram questionamentos por conselheiros durante a própria sessão.

As violações constatadas não se limitam ao caso de Andrés Sánchez, mas representam um precedente preocupante para todos os associados, dirigentes e conselheiros do clube, ao fragilizar garantias mínimas de defesa previstas no próprio Estatuto Social.

Diante desse cenário, a defesa adotará as medidas judiciais cabíveis para o reconhecimento das nulidades do procedimento e a plena observância do devido processo legal.

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