Jogada10
·10 de julho de 2026
Defesa de Julio Casares rebate suspeitas sobre contas do São Paulo

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A defesa do ex-presidente do São Paulo, Julio Casares, divulgou uma nota oficial para rebater as suspeitas de irregularidades envolvendo movimentações financeiras durante sua gestão no clube, entre 2021 e 2026. Os advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine afirmam que todas as operações possuem “origem lícita e legítima”. Além disso, sustentaram que os valores movimentados estavam devidamente registrados na contabilidade da instituição.
O posicionamento foi divulgado após o vazamento de depoimentos prestados à Polícia Civil e ao Ministério Público. As declarações de testemunhas apontam que Casares realizava retiradas mensais de aproximadamente R$ 100 mil em espécie. Segundo os relatos, os recursos estavam sendo justificados internamente como despesas com ações promocionais e aquisição de ingressos.
As testemunhas também afirmaram à força-tarefa que o dinheiro era colocado em envelopes e entregue na sala da presidência. Depois, acabava sendo retirado por Casares em uma sacola. Além disso, as investigações apontam o envolvimento de Marcio Carlomagno, ex-integrante da gestão, que seria responsável por assinar os recibos das quantias entregues.
Atualmente, o São Paulo figura como possível vítima em três inquéritos que apuram suspeitas de lavagem de capitais, corrupção no clube social e um suposto esquema de exploração clandestina de camarote no MorumBIS.

Defesa de Casares contesta acusações sobre gestão no São Paulo – Foto: Reprodução/instagram
Na nota, a defesa sustenta que os recursos classificados como “ações promocionais” tiveram destinação específica. Além disso, estavam regularmente registrados pela Diretoria Financeira e pela Contadoria do clube.
“A defesa de Julio Casares, representada pelos advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, com vistas a restabelecer a verdade, reitera que todas as movimentações financeiras de Julio Casares possuem origem lícita e legítima.”
Os advogados também explicam a utilização da rubrica contábil mencionada na investigação.
“No tocante a rubrica ‘ações promocionais’, reitera que tudo se acha regularmente acautelado na Contadoria do Clube. O numerário, que transitou pela conta contábil do SPFC, alocado nas movimentações financeiras em jogos e constante da pasta contábil ‘adiantamentos em jogos’, foram disponibilizados pela Diretoria Financeira e Contadoria do Clube para serem utilizados em despesas recorrentes de, no mínimo, 172 jogos do SPFC em diversas competições. Ou seja, tudo com destinação certa, específica e formalmente contabilizada.”
Contudo, sobre a utilização de ingressos, a defesa argumenta que a prática faz parte da política institucional do clube e não representa benefício financeiro.
“Com relação a ingressos, esclarece que todos os diretores, conselheiros, coordenadores de grupos políticos, atletas e familiares têm quota determinada de ingressos cortesia para eventos que são sediados no Estádio do São Paulo Futebol Clube. Referidos ingressos, também disponibilizados para fins de relacionamento institucional e comercial, acabam sendo permitidos pela política do Clube e não possuem valor financeiro.”
Além disso, os advogados criticaram o vazamento de informações protegidas por segredo de Justiça. Aliás, segundo a defesa, houve divulgação seletiva de documentos da investigação.
“Por fim, a defesa repudia de forma veemente o seletivo vazamento do conteúdo de investigações que tramitam, por determinação do Poder Judiciário, sob sigilo. Causa estranheza e inquietação que a parcial inobservância do sigilo decretado pelo Poder Judiciário ocorra após o compartilhamento de peças selecionadas com o São Paulo Futebol Clube. De toda sorte, a defesa e seu constituinte confiam na seriedade das instituições e autoridades, que certamente apurarão – e responsabilizarão – os envolvidos.”
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