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·19 de agosto de 2026

Deivid cita bastidores de Arrascaeta antes de idolatria no Flamengo

Imagem do artigo:Deivid cita bastidores de Arrascaeta antes de idolatria no Flamengo

Foi durante a passagem de Deivid pela comissão técnica do Cruzeiro que o ex-atacante acompanhou os primeiros passos de Giorgian De Arrascaeta no futebol brasileiro. Com 20 anos à época, o meia desembarcou na Toca da Raposa como uma das maiores promessas do continente após uma passagem de destaque pelo Defensor Sporting. O uruguaio correspondeu às expectativas e, hoje, segue o legado de camisas 10 do Flamengo como ídolo incontestável do clube.

Deivid recordou que, apesar de sempre ter visto muito potencial no meia, sua adaptação ao Brasil exigiu tempo. O ex-jogador entendeu logo de cara que a partir da aclimatação, Giorgian teria competência suficiente para se tornar um dos grandes estrangeiros do cenário nacional.


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“Eu sempre o via como um baita de um talento. Fui auxiliar dele através do Mano [Menezes], através do Vanderlei [Luxemburgo], depois virei treinador dele. A capacidade técnica dele era muito grande. Então, eu não tinha dúvida que ele ia virar um jogador, depois que se adaptasse bem no Brasil, um baita de um jogador”, declarou à ESPN.

A passagem do meia durou três temporadas, entre 2015 e 2018, e seu status em Belo Horizonte despertou atenção do Flamengo. No Rio, construiu uma carreira que o transformou no maior estrangeiro da história do Rubro-Negro e com concorrência ao mesmo status nível nacional.

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Camisa 10 ganhará um busto na Gávea – Foto: Reprodução / Flamengo TV

Da evolução à consagração no Flamengo

A trajetória começou a ganhar força ainda no Cruzeiro, segundo Deivid. Depois do início complicado, o meia assumiu papel decisivo na equipe de Mano Menezes e liderou as conquistas da Copa do Brasil de 2017 e 2018. Esse desempenho o colocou como um dos principais nomes do elenco à época.

Tamanho sucesso na Toca fez com que o Rubro-Negro investisse cerca de R$ 63,7 milhões à vista em 2019 para tê-lo no elenco. Com empurrãozinho do próprio jogador, o negócio deu certo e ele se transferiu na primeira janela de transferências daquela temporada. Uma ida que, para Deivid, foi determinante para evolução que o consolidou no país.

“Ele era muito tímido no Cruzeiro. Eu acredito que ele se soltou muito mais no Rio, no Flamengo. Acho também a confiança de estar aqui no Brasil, do familiares de vir mais, ter gente aqui morando com ele, acho que mudou muito”, e completou:

“Eu conversava muito com ele porque via muito os jogos dele no Defensor. E via que ele atuava como um falso nove. Ele jogava ali atrás do nove, solto. Ele não se adaptou aqui na ponta direita, na ponta esquerda e nem como meia. Então, ficava de falso nove, jogando solto, sem aquela obrigação de marcar”.

Reencontro decisivo para Arrascaeta

À época do Cruzeiro, Arrascaeta decidiu um jogo de mata-mata para os mineiros diante do Flamengo em pleno Maracanã. O contexto agora, porém, é outro. Tricampeão da Libertadores com o Rubro-Negro, o camisa 10 da Gávea quer reescrever essa história e protagonizar a classificação carioca às quartas de final da edição 2026 do torneio.

Flamengo e Cruzeiro se reencontram na noite desta quarta-feira (19), às 21h30, no Maracanã, após o empate em 1 a 1 na ida. Uma vitória simples garante classificação na próxima fase, enquanto nova igualdade levará a decisão aos pênaltis.

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