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·04 de março de 2026
Demissão de Filipe Luís no Flamengo quebra padrão de José Boto na carreira

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·04 de março de 2026

A demissão de Filipe Luís no Flamengo quebrou um padrão histórico na carreira de José Boto. O diretor executivo rubro-negro nunca havia participado da interrupção do trabalho de um treinador no meio de uma temporada em nenhum dos clubes por onde passou anteriormente, mantendo uma trajetória de continuidade contratual.
Antes de chegar ao Ninho do Urubu, Boto acumulou passagens por equipes como Benfica, Shakhtar Donetsk, PAOK e NK Osijek. Em todas as experiências, os técnicos, entre eles nomes como Paulo Fonseca, Luís Castro e Roberto De Zerbi, cumpriram seus vínculos até o fim ou saíram apenas ao término das competições.
No clube croata Osijek, seu último trabalho antes do Brasil, a saída do então técnico Zoran Zekic foi comunicada apenas após o encerramento da temporada 2023/24.
De acordo com apuração do colunista PVC, o diretor executivo teria manifestado internamente ser contrário à saída de Filipe Luís antes da final do Carioca. Boto teria garantido ao ex-treinador, ainda nos vestiários do Maracanã, que sua opinião técnica era pela manutenção do trabalho, versão na qual o ex-lateral rubro-negro acredita.
Ao optar pela troca na véspera da grande final, a cúpula do Flamengo repetiu um movimento drástico, assemelhando-se ao que fez o Vasco de Eurico Miranda na decisão do Brasileirão de 2000. Por outro lado, mostra que a diretoria rubro-negra segue velhos padrões do futebol nacional, independente do resultado da troca.
O clima no Ninho do Urubu é de "guerra fria" entre os jogadores e o diretor executivo. A tensão escalou após a demissão de Filipe Luís, com o grupo de atletas demonstrando forte incômodo com a postura do dirigente português.
Na terça-feira, Boto cobrou duramente o plantel, responsabilizando-os pela saída do treinador e afirmando que os atletas não souberam gerir a liberdade concedida pela antiga comissão técnica. A fala do executivo não foi bem recebida no vestiário e intensificou a pressão interna pela sua saída.
No entanto, o presidente Bap mantém total respaldo ao diretor e reforçou essa posição ao apresentar o novo técnico, Leonardo Jardim, como um nome de perfil "linha dura" para enquadrar o comportamento dos jogadores e retomar o controle disciplinar do cotidiano no CT.









































