Trétis
·10 de março de 2026
Dentro de sua limitação, Dantas seria bom reforço para o banco do Athletico

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·10 de março de 2026

Em alta após a final campeonato paulista perdida pelo Novorizontino contra o Palmeiras, Dantas pode ser tratado como mudança de patamar para a zaga atleticana, mas não é. Tem velocidade e inteligência para cobrir as costas da zaga, mas não mostra nível acima nas bolas pelo alto e raramente quebra linhas na construção ofensiva. Ajuda – muito – o banco atleticano. Mas não chegaria ao Furacão para ser peça chave.
O Athletico se livrará de Léo Pelé, criticado de maneira exagerada, mas abaixo do nível necessário para compor o elenco. Dantas cumprirá essa lacuna: a peça reserva necessária para que se possa formar um trio contra determinados adversários e ainda “guardar” opção de bom nível para o decorrer das partidas.
Dantas não está à frente de Arthur Dias, expoente jovem desse sistema defensivo. Não está em igualdade a Carlos Terán, nem ao início de 2026 de Aguirre, acima da expectativa – tratado assim, inclusive, internamente pela comissão técnica rubro-negra.
Fato que não o torna em mal jogador. Apenas não está no nível de Dias na construção do jogo e não tem a imposição pelo alto e nas disputas por baixo que se encontra em Terán. Há disputa com Aguirre, mas o colombiano no início de temporada tem conseguido silenciar as críticas à sua mobilidade e capacidade de duelos por cima.
Conforme análise profunda da útlima amostra do zagueiro que fez boa dupla com Patrick, no Novorizontino, Dantas mostra problemas quando precisa disputar por cima contra jogadores de maior estatura e impulsão, como no lance que gera o primeiro gol palmeirense, em que Flaco Lopez ganha com facilidade para dar a casquinha. Lance nos mesmos moldes aconteceu também no jogo da ida.
Em 59% nos duelos pelo alto na disputa estadual e 62% na última Série B, jogador não está em nível baixo, mas vive em uma média. O que não necessariamente é algo negativo, mas está abaixo dos 67% de Arthur Dias e 69% de Terán neste Brasileirão. Aguirre, reserva quando se pensa em linha de quatro que tende a ser utilizada por Odair Hellmann, está em 50%, nível abaixo.
Dantas ainda mostra dificuldade de romper primeira linha de pressão. Nos últimos cinco jogos do Novorizontino, apenas em uma oportunidade zagueiro conseguiu progredir por dentro, em vitória por 4 a 0 contra o Nacional-AM, pela Copa do Brasil. Seus passes consistem nos pouco produtivos lançamentos para o lado, para seu companheiro de zaga e, quando muito, fatiadas de virada de corredor, positivas, mas não exatamente criativas.
Uma das evoluções mais relevantes do início do trabalho de Hellmann em 2026 está na capacidade de invadir o corredor central, principalmente com as chegadas de Luiz Gustavo e Juan Portilla. Treinador precisará lapidar Dantas neste sentido, caso o Athletico feche contratação.
Destaco, aqui, a ressalva de que o Novorizontino de Enderson Moreira tende a buscar muito o lado do campo para avançar, por isso, talvez, essa tendência no jogo de Dantas.
Zagueiro tem o melhor ponto de seu jogo na cobertura das costas da zaga. É muito rápido para a posição e tem lucidez para se posicionar e cortar linhas de passe. No contexto atleticano de, em muitos momentos, linhas mais altas, pode potencializar o cenário da zaga.
Dantas tem pontos a evoluir e não chegaria para ser titular, imediatamente, do Athletico. A paciência será grande virtude para o desenvolvimento do jogador.









































