Esporte News Mundo
·19 de fevereiro de 2026
Denúncias apontam extermínio de cães em Marrocos às vésperas da Copa do Mundo de 2030

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·19 de fevereiro de 2026

Marrocos enfrenta uma onda de pressão internacional após denúncias de que o país estaria promovendo uma campanha de extermínio de cães de rua como parte dos preparativos para a Copa do Mundo de 2030, que será organizada entre Marrocos, Espanha e Portugal. As informações são do jornal O Globo.
Organizações de proteção animal afirmam que até três milhões de cães poderiam ser abatidos com o objetivo de “limpar” áreas urbanas e turísticas antes do torneio.
As denúncias provocaram pedidos de boicote nas redes sociais e mobilização de diversas pessoas ao redor do mundo, se posicionando contra essa suposta ação do país.
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A International Animal Welfare and Protection Coalition (IAWPC) afirma que, mesmo antes da confirmação da Copa, cerca de 300 mil animais já eram mortos anualmente no país por diferentes métodos. Após o anúncio oficial do Mundial, em 2023, o número de casos teria aumentado de forma significativa.
De acordo com os relatórios citados, há registros de execuções sistemáticas em diversas cidades. Entre os métodos denunciados estão envenenamento com estricnina e disparos de arma de fogo.

(Photo by Rodrigo Valle/Getty Images)
Uma reportagem do The Athletic apontou ainda para a existência de um suposto centro de abate nos arredores de Marrakech. Segundo ativistas, as ações estariam acontecendo inclusive à vista de moradores e turistas, o que aumentou ainda mais a repercussão do caso.
Essas ações ainda estariam, supostamente, ocorrendo à vista de moradores e turistas, o que ampliou a repercussão internacional do caso. As denúncias rapidamente ultrapassaram as fronteiras de Marrocos e ganharam repercussão global. Nas redes sociais, surgiram pedidos de boicote ao torneio.
Figuras públicas começaram a se manifestar diante do ocorrido. O ator Mark Ruffalo classificou as denúncias como uma “falha moral” e afirmou que “matar milhões de cães para se preparar para um evento esportivo global não é progresso”, defendendo soluções humanitárias de controle populacional.
A repercussão também chegou na FIFA e a entidade informou que acompanha o caso e que está em contato com autoridades marroquinas e com a própria IAWPC para garantir que compromissos relacionados ao bem-estar animal sejam cumpridos.
Segundo a FIFA, durante o processo de candidatura, Marrocos destacou programas de captura, esterilização, vacinação e soltura de animais iniciados em 2019 como parte de sua política de gestão populacional.
Em nota, a embaixada de Marrocos em Londres negou que exista qualquer plano de abate em massa antes da Copa. O governo sustenta que mantém compromisso com políticas de gestão animal “humanas e sustentáveis”.
Um porta-voz afirmou ser “totalmente falso” que haja preparação para eliminar cães de rua como parte dos preparativos para o torneio.
Apesar da negativa oficial, as organizações de proteção animal afirmam continuar coletando registros e sustentam que as mortes não cessaram. Enquanto isso, cresce a pressão para que o país amplie programas de esterilização e vacinação em larga escala como política permanente, em vez de recorrer a medidas letais.









































