Jogada10
·10 de julho de 2026
Deputado propõe restringir Seleção a jogadores do futebol brasileiro

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O deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) apresentou um projeto de lei para limitar as convocações das seleções brasileiras a jogadores que atuem em clubes sediados no Brasil. A proposta vale para equipes masculinas, femininas e de base. Além disso, exige que os atletas disputem competições nacionais.
Pelo texto do deputado, a regra também alcançaria as comissões técnicas. Treinadores, auxiliares, preparadores físicos e demais profissionais precisariam ser brasileiros e trabalhar em clubes ou entidades esportivas instaladas no país. No entanto, o projeto prevê exceção para amistosos e eventos promocionais, desde que haja autorização do órgão competente.
Hauly justifica a medida com críticas à saída precoce de jogadores para o exterior. Segundo o parlamentar, esse movimento “reduziu a competitividade dos campeonatos brasileiros”. Ele também sustenta que a proposta busca fortalecer clubes nacionais e valorizar profissionais que atuam no país.
A medida, se avançar no Congresso, teria impacto direto sobre a Seleção Brasileira principal. Atualmente, boa parte dos convocados atua fora do Brasil, especialmente em clubes da Europa. Assim, a aprovação mudaria de forma profunda os critérios usados pela CBF em convocações para competições oficiais.

Seleção foi eliminada nas oitavas de final da Copa e encerrou a competição no 11º lugar – Foto: Robert Cianflone/Getty Images
O texto apresentado por Hauly também inclui outro ponto sensível no futebol brasileiro. A proposta proíbe clubes, federações, confederações e demais entidades esportivas de manter contratos de patrocínio, publicidade, naming rights ou qualquer parceria comercial com empresas de apostas esportivas e jogos de azar.
A vedação alcançaria uniformes, estádios, centros de treinamento, transmissões, entrevistas, redes sociais e eventos esportivos. Dessa forma, o projeto tenta impedir a exposição de marcas de apostas em diferentes espaços ligados ao esporte.
Caso a proposta seja aprovada, contratos já em vigor teriam prazo de 180 dias para serem encerrados. Além disso, as entidades não poderiam renovar os acordos. Quem descumprisse a regra poderia perder acesso a recursos públicos federais, incentivos fiscais, convênios e outros benefícios.
O projeto ainda precisa começar a tramitar na Câmara dos Deputados. Para isso, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve encaminhar o texto às comissões responsáveis. Só depois dessa etapa a proposta passará pela análise dos parlamentares.







































