Papo na Colina
·17 de julho de 2026
Derrota na estreia de Pedro Emanuel liga o alerta para o futuro do Vasco em 2026

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·17 de julho de 2026

O Vasco decepcionou o seu torcedor na retomada do Campeonato Brasileiro após o período de paralisação do calendário nacional. No confronto que marcou a estreia oficial do técnico português Pedro Emanuel no comando da equipe, o clube carioca foi superado pelo Vitória pelo placar de 1 a 0 no Barradão. O resultado negativo manteve a agremiação estagnada com 20 pontos conquistados, encerrando a primeira metade da competição nacional dentro da zona de rebaixamento.
A equipe apresentou baixíssima intensidade competitiva em Salvador e repetiu os mesmos problemas de transição ofensiva vistos antes da pausa do torneio. A falta de ritmo e a insegurança na saída de bola ditaram o ritmo de uma atuação melancólica longe do Rio de Janeiro. A comissão técnica estrangeira teve apenas três dias de treinamentos em campo antes do jogo e optou por preservar a estrutura tática que vinha sendo utilizada no primeiro semestre.
O sistema defensivo vinha demonstrando um posicionamento mais rígido até que um erro individual comprometeu a estratégia traçada para pontuar fora de casa. Aos 23 minutos da etapa complementar, o volante Barros demorou para tomar uma decisão na entrada da área e acabou desarmado por Renato Kayzer, que estufou as redes. O gol sofrido castigou o Vasco justamente no momento em que o time tentava crescer no ataque com as entradas de Andrés Gómez e Brenner.
A produção coletiva no meio-campo encontrou sérias barreiras para furar as linhas de marcação do adversário baiano. O trio composto por Nuno Moreira, Rojas e Adson acumulou erros técnicos de passe e não conseguiu dar dinâmica às jogadas de velocidade. O atacante Spinelli ficou isolado na frente e levou a pior na maioria das disputas físicas contra os defensores rivais.

Jogo foi ruim tecnicamente tanto para Vitória quanto pro Vasco – Foto: Márcio José/AGIF
Na entrevista coletiva após o confronto, o novo treinador buscou blindar o grupo de atletas e minimizou o peso da pressão pelo fantasma da degola. O comandante ressaltou que o elenco assimilou bem as poucas instruções passadas e projetou uma evolução gradativa através do dia a dia no centro de treinamento. O profissional português também evitou dar detalhes sobre a busca por novos reforços na janela de transferências europeia.
“Não é um momento muito ruim, é um momento menos bom da temporada. O que nos alimenta é olhar pra tabela e ver que o campeonato é muito competitivo e equilibrado. Uma ou duas vitórias já mudam. Agora também sabemos que o Vasco é um time gigante. Isso pra nós também é uma responsabilidade. E precisamos saber lidar com isso, temos que saber viver com essa pressão, ela faz parte do futebol. Com o tempo, vamos superar isso com trabalho, rigor, critério e competência”, analisou o comandante.
A delegação cruz-maltina já iniciou a preparação para mudar a chave e focar na disputa do torneio continental. A equipe viaja na próxima semana para enfrentar o Independiente Medellín, na Colômbia, pela partida de ida da segunda fase da Copa Sul-Americana. A comissão técnica espera utilizar os dias restantes para recuperar o condicionamento físico dos atletas titulares e corrigir os erros de posicionamento.
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