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·04 de outubro de 2026
Derrota para o Santos aproxima São Paulo da meta de 45 pontos que o clube tentou negar o ano inteiro

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Derrota para o Santos aproxima São Paulo da meta de 45 pontos que o clube tentou negar o ano inteiro
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O São Paulo precisava vencer o Santos, no Morumbis, para chegar aos 40 pontos e assumir a oitava colocação do Campeonato Brasileiro. Em vez disso, saiu na frente com Luciano, sofreu a virada e foi derrotado por 2 a 1 — resultado que manteve o time de Dorival Júnior na 11ª posição, a dez pontos do Bahia, primeiro clube na zona de classificação à Libertadores, e que reacende um fantasma específico da temporada são-paulina: a meta mínima de 45 pontos, estabelecida ainda no início do ano pelo então técnico Crespo.
A derrota carrega um contexto importante: o São Paulo entrou em campo sem três peças que vinham sendo titulares. Domingos Duarte está fora de toda a temporada por uma ruptura no ligamento cruzado anterior do joelho direito; Calleri cumpriu suspensão por acúmulo de cartões; e Rafael, auto do gol, sentiu dores na lombar ainda durante o aquecimento e se tornou desfalque de última hora. Diante dessas ausências, Dorival Júnior promoveu as entradas de Carlos Coronel no gol, Pablo Maia na defesa e Ryan Francisco no ataque — um time, portanto, parcialmente improvisado diante de um Santos empolgado com os próprios reforços recentes.
O São Paulo começou o jogo no ataque e foi recompensado rapidamente: Ryan Francisco, justamente uma das apostas de Dorival Júnior entre os jogadores improvisados, sofreu o pênalti que Luciano converteu para abrir o placar — um indício inicial de que as escolhas do técnico, mesmo sob pressão dos desfalques, poderiam funcionar.
O problema, porém, apareceu do outro lado do campo. Pouco depois do gol são-paulino, Toloi perdeu Gabigol de vista dentro da própria área, permitindo que o atacante santista cabeceasse completamente sozinho — bola que Coronel não teve a menor chance de alcançar, resultando no empate.
A equipe não conseguiu se recompor depois disso. Logo na volta do intervalo, Gabigol novamente desequilibrou a defesa são-paulina: fez boa jogada dentro da grande área, aplicou uma finta desconcertante em cima do próprio Toloi e consumou a virada com um gol de bela factura.
A sequência de erros cobrou seu preço emocional. Toloi foi substituído logo depois do lance da virada, saiu visivelmente insatisfeito e chegou a desferir um chute nos copos de água posicionados em direção ao banco de reservas — episódio que resume bem o nervosismo de uma equipe que não conseguiu se reencontrar depois de um início de jogo auspicioso.
Nos minutos finais, Dorival Júnior promoveu mudanças, conseguiu empurrar o Santos para o campo defensivo e criou algumas boas chances, mas esbarrou em boas defesas do goleiro Diógenes. Luciano, que já vinha sentindo dores na virilha, precisou seguir em campo no sacrifício depois que o técnico já havia esgotado as cinco substituições permitidas — cenário que ampliou ainda mais a lista de preocupações físicas do elenco até o fim da temporada, já que Marcos Antônio e Wendell também terminaram a partida reclamando de dores.
Restam dez rodadas até o fim do Campeonato Brasileiro, e o objetivo de 45 pontos — meta mínima estabelecida ainda no início da temporada pelo então técnico Crespo, em declaração que gerou forte repercussão negativa à época — parece, cada vez mais, caminhar para se tornar o desfecho real de um ano que, em determinados momentos, chegou a oferecer esperanças maiores ao torcedor são-paulino. A ironia do momento é evidente: a meta que soou pessimista demais quando foi dita publicamente, meses atrás, hoje se aproxima perigosamente de ser simplesmente… a meta.
O São Paulo volta a campo já na próxima quarta-feira, diante do Cruzeiro, no Mineirão, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro — partida que ganha contornos de urgência diante do momento delicado da equipe.







































