Esporte News Mundo
·12 de maio de 2026
‘Desculpa, eu errei’: Tite faz revelação surpreendente sobre clube que recusou e expõe bastidores de crise pessoal

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·12 de maio de 2026

Tite não tem medo de olhar para os próprios erros. Em entrevista ao canal Abre Aspas, o técnico gaúcho pediu desculpas publicamente ao Corinthians por ter recusado o clube mais de uma vez, revelou uma crise de ansiedade que o impediu de assinar com o Timão em 2025 e abriu o coração sobre mágoas guardadas do período no Flamengo. Para completar, garantiu que a passagem relâmpago pelo Cruzeiro, de apenas 90 dias, reacendeu sua vontade de trabalhar.
O episódio mais delicado envolve a recusa ao Corinthians em 2025. Tite conta que já havia decidido aceitar o convite, abraçou a esposa Rose e confirmou que iria. Na madrugada seguinte, acordou às 1h da manhã sem conseguir voltar a dormir. A crise de ansiedade foi intensa o suficiente para fazê-lo recuar. Semanas antes, em apenas cinco dias, havia recebido propostas do Grêmio, do Santos e de outro clube que pediu para não ser identificado.

(Foto: Agência Corinthians)
A decisão de não ir ao Corinthians não é a primeira. Em 2023, antes de assinar com o Flamengo, Tite recusou o Timão duas vezes. O arrependimento, agora, é explícito. O técnico admite que errou e que, se pudesse voltar atrás, teria aceitado o convite, especialmente porque, naquele momento, simplesmente não queria trabalhar.
No Flamengo, Tite conquistou o título carioca de 2024, mas deixou o clube com uma mágoa específica. Ao ser demitido, foi orientado a não se despedir dos funcionários e dos jogadores. Só teve esse contato um ano e meio depois, quando as equipes se enfrentaram em campo. O técnico classifica a situação como falta de respeito humano, mas ressalta que o clube em si é extraordinário. A incompatibilidade com parte da torcida, ele admite, foi real e natural.

Tite no comando técnico na partida contra o Galo (Foto de Wagner Meier/Getty Images)
O Cruzeiro veio logo depois e durou menos de três meses. Tite chegou, enfrentou oito jogos no início com cinco derrotas (incluindo um clássico contra o Atlético-MG), virou a chave, ganhou nove dos jogos seguintes e saiu campeão mineiro. A torcida celeste, no entanto, pediu sua saída praticamente do início ao fim. Mesmo assim, o técnico saiu de Belo Horizonte empolgado.
A experiência no clube mineiro tocou Tite pelo lado humano. Em um momento de crise interna, convocou toda a equipe para uma reunião, contou histórias de suas próprias cicatrizes na carreira e terminou comemorando junto com os funcionários dentro do campo. A festa do título mineiro, com famílias de jogadores, funcionários e dirigentes misturadas na comemoração, ficou gravada na memória.
A briga que aconteceu durante a final do Campeonato Mineiro também ganhou explicação. Tite reconhece que a cena não serve de exemplo para ninguém, nem para os jovens presentes, nem para os próprios netos, mas contextualiza o episódio como o estopim de provocações e rivalidades acumuladas ao longo do tempo. Afirma que foi uma reação, não uma ação.
Aos 63 anos, Tite segue sem clube, mas longe de pensar em aposentadoria. A passagem pelo Cruzeiro, paradoxalmente, foi o combustível que faltava. O futuro da carreira ainda é incerto, mas o técnico deixa claro que o prazer pelo trabalho voltou e que, desta vez, pretende honrar os convites que merecem ser honrados.
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