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·21 de julho de 2026
Destaque holandês na Copa rechaça progressão na Europa e vira maior investimento no futebol saudita para a próxima temporada

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Uma boa atuação na Copa do Mundo costuma ser um divisor de águas na carreira de alguns jogadores e um trampolim natural para uma progressão para um grande clube. Crys Summerville conseguiu a valorização necessária para despertar um leilão pela sua contratação, mas optou por um caminho alternativo e preferiu uma aventura no futebol árabe.
O holandês, de 24 anos, virou alvo de desejo de Manchester United e Roma, provocando uma disputa entre os dois clubes. Os Red Devils acenaram com uma proposta de 35 milhões de euros (R$ 206 milhões), mas o West Ham aproveitou a valorização do atacante para fazer jogo duro, rejeitando a sinalização.
A Roma, então, entrou na briga com uma oferta de 46 milhões de euros, aproximadamente R$ 267 milhões, agradando o clube inglês com a proposta. Com a sinalização positiva de Summerville, a capital italiana parecia o destino mais provável para o jogador dar o novo passo na carreira, até a entrada da concorrência saudita.
O Al Hilal entrou na briga, dobrou o valor e elevou a disputa pelo atacante com uma proposta acima do valor projetado pelos Hammers antes da Copa do Mundo. Segundo a imprensa inglesa, o clube saudita apresentou uma proposta de 80 milhões de euros (70 milhões fixos e 10 por metas), quase R$ 450 milhões, e superou os valores dos rivais europeus.
Com proposta de quase meio bilhão, Summerville está de malas prontas para desembarcar na Arábia Saudita e assinar um longo contrato.
Apesar do rebaixamento do West Ham e da eliminação precoce da Holanda no Mundial, Summerville fez uma temporada individualmente consistente e conseguiu se destacar mesmo diante do desempenho coletivo decepcionante das equipes que defendeu.
Há seis anos na Premier League, o holandês chegou na temporada 2024/25 nos Hammers, contratado por quase 30 milhões de euros, junto ao Leeds United. Na primeira experiência na capital inglesa, o atacante não conseguiu deslanchar e participou de apenas três gols (2 bolas na rede e uma assistência) em 22 jogos.
A recuperação veio na temporada passada com o protagonismo no setor ofensivo do West Ham embalado pelos sete gols e três assistências na temporada. Apesar de não conseguir evitar a queda do time inglês para a Championship, o holandês mostrou potencial para se transferir para outro clube e seguir na elite.
A consolidação nos Hammers também atraiu os olhares de Ronald Koeman. O técnico da seleção holandesa, que não testou o atacante em nenhum momento do ciclo, decidiu levar Summerville para estrear com a camisa laranja na Copa do Mundo.
Titular nos amistosos finais contra Argélia e Uzbequistão, o atacante convenceu o treinador e garantiu um lugar de prestígio com Koeman no Mundial.
A aposta de Koeman se pagou logo nos primeiros jogos. Com um belo gol de fora da área, Summerville colocou a Holanda em vantagem contra o Japão, na partida em que os europeus deixariam o resultado escapar nos acréscimos.
Na segunda rodada, o holandês precisou de 45 minutos em campo para marcar um gol e dar uma assistência para Cody Gakpo na goleada contra a Suécia. Summerville ainda viria a dar mais um passe decisivo ao companheiro no gol que abriu o placar contra Marrocos na noite da eliminação, assim, se despedindo da Copa com dois gols e duas assistências.
Embora a queda precoce, o atacante deixou uma boa impressão na sua primeira oportunidade com a seleção e intensificou a briga pela sua contratação.
O caminho natural para a sequência da sua temporada parecia uma valorização no futebol europeu, com uma oportunidade nas primeiras prateleiras. O holandês, no entanto, também virou o desejo dos sauditas e se tornou a maior contratação, até então, do futebol árabe nesta janela.







































