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·11 de agosto de 2026
Dez anos de águia ao peito: Stevan Manuel renova e não escondeu o sonho maior

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E que história. Campeão Nacional de Iniciados em 2022/23, depois Juvenis e Juniores na mesma temporada, 2024/25, um feito que não é para qualquer um. Este ano ainda ajudou o Benfica a chegar às meias-finais da UEFA Youth League. Títulos a acumularem-se desde os Sub-14, com paragens vitoriosas nos Sub-15, Sub-17 e Sub-19. “Foram anos em que ganhámos vários títulos”, recordou o próprio, sem grande necessidade de exagerar, os números falam por ele.
A temporada 2025/26 tem sido de rodagem a sério. Trinta e três jogos, dois golos, repartidos entre os Sub-23, uma estreia pela Equipa B e cinco partidas na Youth League. Ainda com idade de júnior, já treina com gente mais crescida, e isso não o assusta. “A partir dos Sub-17, sempre joguei com mais velhos”, contou, deixando claro que a adaptação ao Benfica B conta com a ajuda de colegas mais rodados na Liga 2. “Já trabalhei com alguns deles, é sempre muito bom”, reconheceu.
E é aqui que a renovação ganha outro peso, além da história bonita de menino que cresceu na Luz. Um médio que já estreou pela Equipa B, que soma cinco jogos na Youth League e que ainda joga como júnior não é caso para deixar em aberto muito tempo. Quando um jogador jovem começa a acumular minutos com seniores e, ao mesmo tempo, se torna campeão europeu e mundial de escalões jovens, o mercado começa a olhar. O Benfica sabe isso melhor do que ninguém, já perdeu jogadores de formação por não se antecipar. Renovar agora, com o jogador ainda no início desse salto para o futebol sénior, é a jogada de quem quer decidir o futuro de Stevan Manuel dentro de casa, e não ver outros a decidirem por ele.
O currículo internacional também impressiona. Cinquenta e cinco internacionalizações e oito golos pelas seleções jovens portuguesas, dos Sub-15 aos Sub-19, com honras de campeão europeu e mundial de Sub-17 em 2025. Um médio que o Benfica lançou e a Seleção Nacional não deixou escapar. “Sabemos que o Benfica é um grande clube, dá-nos oportunidades para nos mostrarmos e, sendo assim, chamam-nos à Seleção”, explicou.
E agora, o que falta? Só o topo. “O meu objetivo é conseguir chegar à equipa A e jogar lá”, assumiu, sem rodeios. A promessa aos benfiquistas ficou registada com a mesma clareza direta que tem marcado a sua carreira: “Vou dar tudo, vou fazer tudo para dar alegrias.” Dez anos de águia ao peito e o sonho continua intacto, agora com mais um contrato a dar-lhe tempo para o cumprir.







































