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·29 de maio de 2026
Dez anos depois, Benfica e Vieira ficam definitivamente absolvidos

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O caso Saco Azul chegou ao fim sem mais sobressaltos judiciais. O Ministério Público deixou expirar o prazo para recorrer da absolvição do Benfica e de todos os restantes arguidos, colocando um ponto final num processo que se arrastou por uma década.
A confirmação chegou através de fonte ligada ao processo, citada pela Lusa, que esclareceu que o MP optou por não impugnar o acórdão que absolveu a Benfica SAD, a Benfica Estádio, o ex-presidente Luís Filipe Vieira, o antigo CEO da SAD Domingos Soares de Oliveira, o ex-diretor financeiro Miguel Moreira, bem como José Bernardes, José Raposo e Paulo Silva. Com esta decisão, a absolvição coletiva torna-se definitiva.
A acusação sustentava que, entre 2015 e 2018, os arguidos terão utilizado contratos fictícios de consultadoria informática para retirar do Benfica mais de 1,8 milhões de euros, parte dos quais teria regressado ao clube em numerário. Em 23 de abril, o Tribunal Central Criminal de Lisboa absolveu todos os visados, invocando dúvidas que o julgamento não conseguiu dissipar.
Na leitura do acórdão, o presidente do coletivo de juízes admitiu que «somente com uma perícia técnica forense é que conseguimos saber quem fez o quê, quem entrou no sistema e que problemas informáticos foram criados», sublinhando ser impossível realizá-la dez anos após os factos. O tribunal reconheceu que existiam argumentos em sentido contrário ao da acusação quanto ao papel do empresário José Bernardes, proprietário da empresa Questãoflexível, envolvida nos alegados contratos simulados, mas que a prova recolhida não permitiu uma conclusão isenta de dúvidas.
À saída do tribunal, em abril, o presidente do Benfica, Rui Costa, não escondeu o alívio. Reconheceu que o processo causou danos à imagem do clube ao longo de dez anos, mas considerou que a absolvição devolveu o orgulho aos adeptos. «Mais uma vez o Benfica foi ilibado», afirmou, reconhecendo que a suspeita prolongada prejudicou a instituição de forma significativa.
Com o MP a abdicar do recurso, encerra-se definitivamente um dos processos judiciais mais mediáticos do futebol português dos últimos anos, sem qualquer condenação para os arguidos envolvidos.







































