Central do Timão
·22 de abril de 2026
Diniz analisa vitória do Corinthians e destaca evolução defensiva após quinto jogo sem sofrer gols

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Após a vitória do Corinthians por 1 x 0 sobre o Barra-SC, na noite da última terça-feira (21), na Ressacada, pela partida de ida da quinta fase da Copa do Brasil, o técnico Fernando Diniz concedeu entrevista coletiva e avaliou o desempenho da equipe, além de comentar aspectos físicos, táticos e individuais do elenco alvinegro.
Ao iniciar sua análise, o treinador destacou a postura competitiva da equipe e avaliou o desempenho nos dois tempos da partida.

Fotos: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
“O time teve vontade de lutar e de vencer o jogo, acho que isso o time teve. Na partida, achei que o primeiro tempo a gente jogou pior, mas fizemos o 1 a 0. Segundo tempo melhorou na questão tática e técnica também com um pouco mais de ritmo, mais chegadas, com finalizações e cruzamentos perigosos. Mas eu acho que o time, de maneira geral, fez um bom trabalho. E aí o serviço no tempo é uma boa partida, muitas mudanças. A gente fez um treino com esse time ontem. Eu acho que eles se esforçaram e foi uma vitória justa. É um adversário difícil. Uma equipe nova, que às vezes no cenário nacional é desconhecido, mas é o atual campeão catarinense, que ganhou da Chapecoense na final; eliminou o Volta Redonda e eliminou também o América Mineiro, que está toda hora tá aí de série B e série A. A gente encarou com máxima seriedade o nosso adversário”, disse o treinador.
Na sequência, Diniz reconheceu dificuldades ofensivas, especialmente na etapa inicial, e apontou pontos de evolução observados após o intervalo.
“Acho que o time jogou muito mal o primeiro tempo em questão de situação ofensiva. O time estava marcando bem, o time bem protegido e isso é uma coisa que a gente tem que procurar e aprimorar. Não é que está perfeito, mas a gente com a sequência de jogos, e por ser um time muito modificado hoje, o sistema defensivo funcionou muito bem. E a ausência de finalização, eu concordo com a análise, a gente enxergou muito pouco. Praticamente não teve finalização no primeiro tempo. Mas no segundo tempo o time foi melhor. Eu gostei do segundo tempo. A postura, não o time faz jogar contra, e aqui o campo também é um campo diferente do nosso. Eu acho que não é melhorado. Um dia que a gente teve de treino e que eles conseguiram produzir um segundo tempo gostei. Primeiro tempo eu achei que foi meio abaixo da questão de produção ofensiva”, comentou.
O treinador também comentou o momento defensivo da equipe, que alcançou cinco partidas consecutivas sem sofrer gols na temporada.
“Eu acho que não é questão de planejamento, é uma questão de vontade, de desejo, de trabalhar para que a gente consiga ainda melhorar. O sistema defensivo ofereceu algumas situações que a gente não precisava. Mas é um número importante e o time está muito consciente. Eu acho que os jogadores estão muito dedicados na questão defensiva. Os quatro defensores e o volante, o time como um todo. E é a maneira que eu gosto, que eu compreendo o futebol, que todos têm que colaborar. E aqui está tendo uma entrega muito grande, que começa hoje com o Jesse e com o Pedro Raul, como foi com o Yuri e com o Garro nos outros jogos. E ele sabe que isso é importante para a equipe, para ter essa consistência, para facilitar lá para os nossos defensores, para o nosso goleiro”, disse.
Durante a coletiva, Diniz foi questionado sobre a situação do atacante Kayke, que deixou o gramado ainda no primeiro tempo com dores no joelho.
“Ele saiu e fez alguns exames preliminares, mas eu acho que é muito prematuro a gente falar. Eles são tipo, quando sai um jogador com torção no joelho, a gente tem que esperar os exames de imagem para a gente não se precipitar nem para um lado nem para o outro. A torcida é muito grande para que não tenha nada grave ali”, completou.
O treinador também explicou a escolha por uma equipe alternativa, destacando o desgaste físico e a necessidade de preservação dos atletas.
“Eu falei depois do jogo contra o Santa Fé que o jogador não é apenas ‘músculo e osso’, mas também é isso. juntando todos os componentes. dados fisiológicos. do nosso departamento, que é muito atuante. e conversando com os jogadores, e a percepção, principalmente do que eu tive do jogo do Vitória, eu achei que era muito importante para a gente preservar os jogadores. No fundo, a gente jogou solto e o titular jogando o jogo todo foi o Gustavo Henrique; hoje que seria o Kayke, o Matheuzinho que não tinha jogado contra o Vitória, quando na expulsão, contra o Palmeiras. Então era um time muito mesclado, era um time praticamente todo modificado, só um time.
Diria que acabou jogando só um jogador, nessa sequência do que foi o Gustavo Henrique. E acho que foi a somatória de todos os fatores, fatores fisiológicos e biológicos e da percepção que eu tive dos jogadores. E dá conversa também com os outros componentes do Corinthians. Eu sou um cara aberto. Gosto de conversar e botar as minhas decisões. Acho que foi um acerto hoje. tirar o pé. para que os jogadores pudessem se recuperar bem. E também porque a gente tem um time para montar. Os jogadores têm um nível muito parecido com aqueles que estão jogando. Às vezes a manutenção se dá porque conforme o time vai jogando sequencialmente, está ganhando um outro tipo de entrosamento e acaba ficando mais chance de ganhar os jogos. Mas o nível dele é um nível bastante homogêneo e um nível alto”, complementou.
Além disso, Diniz analisou a evolução física e técnica de jogadores como Jesse Lingard e Zakaria Labyad, que vêm ganhando mais espaço.
“Eu acho que eles estão melhorando. O Jesse fazia muito tempo que eu não via jogar. E estou conhecendo ele de perto agora, está evoluindo, e o Zakaria também. Eu estou gostando daquilo que eu estou vendo. E hoje eu botei aquilo que eu achei que era melhor pra botar lá. nessa condição, e não era ela que estava premeditado, entrar um e sair outro. Eu achei que naquele momento o jogo pedia uma troca e eu acho que tanto o Jesse foi bem como o Zakarias aproveitou bem”.
“Têm trabalhado no dia a dia. Tenho gostado do que eu tenho visto. São dois jogadores que jogam tecnicamente em um nível bastante alto. E estou avaliando eles e todo o elenco. e vou procurar sempre colocar os jogadores que eu acho que naquele momento tem mais chance de fazer o Corinthians ganhar. Os dois jogadores, assim, eles estão de uma maneira, gradativamente, cada vez mais, entregando mais em todos os sentidos”, complementou.
O apoio da torcida também foi citado pelo treinador, especialmente pela presença marcante na Ressacada.
“Acho que beneficia. O benefício, ele é evidente, porque o corinthiano que eu sou turista sempre é bom. A gente agradece muito o apoio do nosso torcedor aqui hoje. É muito bom contar com o apoio da nossa torcida e a gente sabe que principalmente a torcida do Corinthians não faz diferença. Então foi um contexto para nós muito positivo.”
Por fim, Diniz abordou a evolução do seu estilo de jogo ao longo da carreira e a adaptação às diferentes estratégias dos adversários.
“Eu acompanhava isso daí, pra mim foi, eu acompanhei essa evolução. para mim foi muito importante. essa emoção tenha acontecido. porque ele faz você criar novas formas de sair jogando. Isso vai aumentando o teu repertório. Pergunta muito interessante. E vai continuar. As pessoas vão criando um jeito de pressionar, mas para mim estimula criar um jeito de sair jogando. Lembrando sempre que nunca será proibido jogar com bola longa. Esse Corinthians, pelo menos por hora, tem um time que sai bastante com bola longa, sabe sair jogando, mas sabe usar o difícil. Às vezes você tem os jogadores, tem o Pedro Raul, tem o Yuri na frente. Então vamos te ver aqui. que sabe o que faz sair curto e sair longo. E, pessoalmente, eu também, o repertório vai aumentando. A gente tem que ir aumentando. E eu acho que essa evolução faz um bem danado para o estilo brasileiro.”
Ao encerrar, o técnico também ressaltou o nível de concentração do elenco e a importância da postura mental nas competições eliminatórias.
“Eu gostaria de ressaltar que o time do Corinthians é um time muito consciente das coisas. Os jogadores são jogadores experimentados, jogadores que sabem o que é estar no Corinthians. Eu já tinha um discurso interno dos jogadores de cobrança. para que todo mundo entrasse ligado. E aí eu reforcei muito isso. que é um bom time. É um time atual campeão catarinense, campeão da Série D. Vinha de conseguir duas eliminações. O Volta Redonda é um time hoje tradicional do Rio de Janeiro, que ano passado estava na Série D. E o América é mineiro mais tradicional ainda. E vocês sabem tanto quanto eu que na Copa do Brasil vira e mexe, tem um time. Eles deram disputa na divisão nacional, eliminando um time de cabeça, um time tradicional. Então a gente encarou o jogo com o máximo de seriedade possível”, finalizou.
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