Central do Timão
·10 de setembro de 2026
Diniz exalta reação do Corinthians na Argentina, elogia convocados e projeta decisão na Libertadores

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·10 de setembro de 2026

O Corinthians voltou da Argentina com um empate por 1 x 1 diante do Estudiantes, na noite desta quarta-feira (9), pelo jogo de ida das quartas de final da Conmebol Libertadores. Após sair atrás no placar ainda no início da partida, o Timão reagiu na segunda etapa e buscou a igualdade com Kaio César, mantendo aberta a disputa por uma vaga na semifinal.
Depois do confronto, o técnico Fernando Diniz concedeu entrevista coletiva e valorizou a postura da equipe em La Plata. O treinador destacou a consistência defensiva apresentada pelo Corinthians, apontou uma evolução em relação às últimas atuações e afirmou que o time demonstrou o espírito competitivo que deseja ver até o fim da temporada.

Fotos: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Diniz aprova atuação e vê Corinthians superior após intervalo
Apesar do resultado, Fernando Diniz avaliou positivamente o desempenho da equipe. O treinador afirmou que o Corinthians teve dificuldades para explorar todo o seu potencial ofensivo no primeiro tempo, mas elogiou a organização tática e a dedicação coletiva durante os 90 minutos.
“Antes do gol, eu sinceramente achei que foi falta no lance do escanteio deles. Em relação à postura do time, eu gostei do jogo todo. Achei que, no primeiro tempo, faltou acreditar mais naquilo que a gente poderia produzir. Mas, olhando o conjunto da marcação e da construção, defensivamente a gente foi muito bem. É um time difícil de enfrentar aqui. Eles têm um jogo elaborado, uma ideia muito clara de atacar e jogadores bem distribuídos no campo. A gente foi muito obediente na parte tática e teve um comportamento muito diferente daquele contra a Chapecoense. Todo mundo se dedicou bastante.”
O comandante alvinegro explicou que alguns ajustes feitos no intervalo ajudaram a equipe a ganhar confiança e agressividade para buscar o empate.
“No segundo tempo, fizemos alguns ajustes, mas os jogadores tiveram mais agressividade e se sentiram mais livres para jogar. O potencial para produzir já existia no primeiro tempo. Faltava a gente se soltar mais. Estávamos marcando muito bem, mas faltava confiança para jogar aquilo que podíamos jogar. Se conseguíssemos manter o ritmo por mais tempo, talvez pudéssemos até sair com a vitória. Depois dos 30 minutos, o ritmo caiu um pouco e tivemos que fazer algumas trocas, mas gostei do jogo do começo ao fim.”
Técnico destaca mudança de postura após sequência negativa
O empate veio em um momento delicado para o Corinthians, que atravessa uma sequência de resultados negativos no Campeonato Brasileiro. Para Diniz, a principal diferença da atuação na Argentina esteve no comprometimento coletivo sem a bola.
“Em relação à mudança de comportamento, ela foi nítida. Não é apenas jogar bem com a bola no pé. Contra a Chapecoense, por exemplo, criamos sete ou oito chances claras de gol. A reclamação do torcedor, que é legítima, passa por essa falta de comprometimento que hoje não existiu. Tivemos isso também contra o Rosario. O time foi muito comprometido, muito dedicado. Se não jogássemos dessa maneira, não conseguiríamos sair daqui com esse empate.”
O treinador ainda comparou a atuação diante do Estudiantes com algumas das melhores apresentações da equipe sob seu comando.
“Pareceu um pouco com aqueles jogos do começo do meu trabalho, contra o Platense e contra o Palmeiras, quando empatamos em 0 x 0 com dois jogadores a menos. Os jogadores foram muito dedicados. Acho que esse é o espírito que temos que levar até o final da temporada.”
Convocações para a Seleção são motivo de orgulho
Horas antes da partida, Carlo Ancelotti anunciou a convocação da Seleção Brasileira para a próxima Data Fifa. Hugo Souza, Breno Bidon e Matheuzinho foram chamados, enquanto outros atletas do elenco também chegaram a aparecer no radar da comissão técnica.
Diniz afirmou que a presença dos corinthianos na lista não foi surpresa.
“Para mim, não foi uma surpresa em relação aos convocados. Foi apenas uma confirmação. Tem mais gente que poderia estar na lista. O Bidu é um deles. Acho que o André estava pré-convocado e, talvez, se estivesse jogando, poderia ter sido confirmado. São jogadores que vêm se destacando. É muito bom quando o clube volta a ter jogadores na Seleção Brasileira. Que isso vire uma rotina.”
O treinador também comentou individualmente o momento dos convocados.
“O Matheuzinho, na minha opinião, já poderia ter disputado a Copa do Mundo. É um jogador muito sólido, que cresce temporada após temporada. Desde que cheguei, ele é um dos grandes destaques da equipe. O Bidon também merece muito essa oportunidade. E o Hugo já era praticamente uma carta marcada nesse processo de renovação.”
Segundo Diniz, o anúncio da convocação teve impacto positivo no ambiente do grupo.
“Eles reagiram muito bem. O grupo também reagiu muito bem. Foi uma comemoração coletiva que trouxe coisas positivas para o nosso time e para o jogo de hoje. Está todo mundo muito feliz com o que aconteceu.”
Yuri Alberto segue como esperança para a decisão
Durante a entrevista, Fernando Diniz também comentou a situação física de Yuri Alberto. O atacante segue em recuperação de uma lesão muscular na coxa direita e ainda não tem presença garantida na partida de volta contra o Estudiantes.
O treinador reconheceu a importância do camisa 9 e revelou que o clube aguarda uma evolução nos próximos dias.
“O Yuri faz falta. Faria falta em qualquer time do futebol brasileiro. É outro jogador que poderia estar convocado para a Seleção. Acho até que estaria. Ele vem fazendo grandes temporadas. Estamos esperando ansiosamente pelo retorno dele. O departamento médico fez um trabalho muito bom, mas depois surgiu o problema da fibrose, algo que às vezes acontece. Existe uma possibilidade de retorno, mas eu não consigo cravar. Se pudermos contar com ele, vai ser muito bom.”
Garro recebe elogios por entrega e participação
Outro jogador citado por Diniz foi Rodrigo Garro. Mesmo sem o brilho habitual, o argentino participou da jogada que resultou no gol de empate e recebeu elogios do treinador.
“Eu acho que o salto dele comigo é muito positivo desde que cheguei. No começo, ele participou muito diretamente dos gols. Depois teve alguma oscilação, mas também fez grandes jogos. Hoje eu gostei muito da atuação dele. Foi uma partida difícil de jogar. O Garro não é apenas um criador. Hoje ele participa muito mais do processo defensivo.”
Diniz também destacou a dedicação de Memphis Depay e do próprio Garro sem a bola.
“Tanto ele quanto o Memphis contribuíram muito para termos um sistema defensivo sólido. Espero que ele volte a ter os números de assistências do começo, porque isso vai nos ajudar bastante. Mas estou muito contente com a entrega que ele teve hoje.”
Técnico evita definir estratégia para o Flamengo
Antes da decisão contra o Estudiantes, o Corinthians terá um compromisso importante pelo Campeonato Brasileiro. No domingo (13), às 16h, a equipe visita o Flamengo, no Maracanã, pela 27ª rodada.
Questionado sobre a possibilidade de priorizar a Libertadores, Diniz preferiu não antecipar decisões.
“Eu não consigo responder isso agora. Vamos chegar de madrugada, os jogadores se reapresentam na sexta-feira e ainda teremos o sábado para avaliar tudo. É um momento delicado, porque temos um dos jogos mais importantes da história recente do clube na quarta-feira, mas também um jogo muito importante contra o Flamengo pela situação na tabela. Precisamos voltar a pontuar no Brasileiro. São duas coisas muito importantes e vamos quebrar a cabeça para tomar a melhor decisão.”
Com o empate na Argentina, Corinthians e Estudiantes decidirão a vaga nas semifinais da Libertadores na próxima quarta-feira (16), às 21h30, na Neo Química Arena. Quem vencer avança. Em caso de nova igualdade, a classificação será definida nos pênaltis.
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