Esporte News Mundo
·30 de maio de 2026
Diretor da Globo chama de “misógino” público que rejeita narradoras e rebate críticas a mulheres no esporte

In partnership with
Yahoo sportsEsporte News Mundo
·30 de maio de 2026

Durante o painel “Copas do Mundo: Mídia, Cultura e o Futuro do Futebol”, realizado na Rio2C, o diretor de Esportes da Globo, Renato Ribeiro, fez duras críticas à resistência enfrentada por mulheres que atuam nas transmissões esportivas e classificou parte desse comportamento como fruto de preconceito e até de falta de visão de mercado.

Renato Ribeiro, de preto, no evento nesta sexta-feira (Foto: Mario Freire/ENM)
Segundo o executivo, o futebol feminino ainda enfrenta barreiras construídas por um ambiente historicamente machista. “O futebol feminino enfrenta uma resistência que é fruto de um preconceito, do ambiente machista do futebol”, afirmou.
Renato destacou que a Globo acompanha diariamente ataques direcionados a narradoras e comentaristas esportivas, especialmente nas redes sociais. “A gente vive isso. Ao aumentarmos o número de narradoras e comentaristas, elas sofrem uma barbaridade com a parte misógina das redes sociais”, disse.
Na avaliação do diretor, parte da resistência ocorre porque alguns torcedores não aceitam ver mulheres ocupando espaços tradicionalmente dominados por homens.
“É como se o último bastião machista estivesse caindo. Com homens que não admitem uma mulher narrando, comentando futebol, tendo voz ativa no futebol e jogando futebol”, indagou Renato.
O executivo foi além e afirmou que a exclusão das mulheres também representa um erro estratégico para a indústria do futebol.
“Aí vai além da misoginia. Vai um pouco de burrice também, porque se trata de negócio.”
Para Renato Ribeiro, o crescimento do futebol passa necessariamente pela ampliação da participação feminina como público consumidor.
“Se você quer ampliar o público do futebol, vender mais ingressos, mais camisas, aumentar audiência e consumo, você precisa conquistar o público feminino.”
Ele concluiu dizendo que o mercado já percebeu essa transformação. “As mulheres são o futuro do consumo do futebol. Isso é um negócio. Para quem é misógino e preconceituoso, está prejudicando até o próprio bolso”, afirmou.







































