Central do Timão
·13 de setembro de 2026
Diretor de TI detalha combate do Corinthians ao cambismo e explica bloqueios na Neo Química Arena

In partnership with
Yahoo sportsCentral do Timão
·13 de setembro de 2026

O Corinthians tem intensificado o uso de ferramentas tecnológicas para identificar possíveis práticas de cambismo envolvendo ingressos para partidas na Neo Química Arena. Marcelo Munhoes, diretor de Tecnologia da Informação do clube, em entrevista a Rádio Coringão, explicou como funciona o monitoramento e revelou que algumas pessoas ligadas a um volume elevado de bilhetes já foram identificadas.
Recentemente, o Timão realizou ações específicas antes dos confrontos contra Santos e Chapecoense, ambos pelo Campeonato Brasileiro. Segundo o dirigente, porém, o trabalho não fica restrito a partidas determinadas. A análise acontece de maneira contínua, enquanto o departamento busca acompanhar novas formas utilizadas para tentar burlar o sistema de venda de entradas.

Foto: Júlio César Costa/Ag.Paulistão
Trabalho contínuo contra o cambismo
Munhoes explicou que, em determinados jogos, o Corinthians amplia a quantidade de dados analisados para realizar operações direcionadas ao combate da revenda irregular. Para ele, trata-se de um processo que precisa ser constantemente atualizado, principalmente diante do surgimento de novas tecnologias.
“Bom, na verdade, esse é um trabalho contínuo e, em algumas partidas, a gente resolve pegar uma amostragem maior para fazer uma ação anticambismo, mas isso é um trabalho que nunca vai acabar. O cambista descobre, os fraudadores descobrem brechas com novas tecnologias, e o Corinthians vai fechando. A gente vai criando também novas ferramentas para coibir essa prática.”
O diretor também foi questionado sobre a identificação dos responsáveis pelos casos encontrados pelo clube. De acordo com ele, o Corinthians já conseguiu chegar a pessoas relacionadas aos maiores volumes de ingressos bloqueados.
Corinthians adota bloqueios de forma gradativa
Além de identificar casos considerados mais relevantes, o departamento monitora outros torcedores que aparecem nas análises. Munhoes destacou que algumas pessoas podem acabar envolvidas mesmo sem saber que estão participando do processo de cambismo.
O dirigente explicou ainda que o clube evita realizar todos os bloqueios simultaneamente. A estratégia é agir de maneira gradual para reduzir a prática sem comprometer a operação de acesso ao estádio.
“Sim, nós já conseguimos levantar algumas pessoas responsáveis pelos maiores números de ingressos que a gente bloqueou. Mas, independentemente disso, todos os torcedores que, de fato, têm alguma participação, mesmo sem saber, de uma forma passiva, a gente já consegue identificar, mesmo os que a gente não bloqueia. Porque a gente faz uma amostragem, como eu disse. Se a gente, de repente, bloqueia todos que a gente tem levantado, pode dar algum problema na operação. Então, a gente vai, de uma maneira gradativa, bloqueando, de uma forma que vai reduzindo o cambismo sem afetar a operação.”
Dessa forma, o Corinthians mantém o acompanhamento das movimentações relacionadas aos ingressos e trabalha no desenvolvimento de mecanismos para fechar possíveis brechas identificadas no sistema. A intenção, segundo Munhoes, é tornar o combate ao cambismo um processo permanente, com adaptações conforme novas formas de fraude sejam detectadas.







































