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·22 de agosto de 2026

Dívida do São Paulo ultrapassou R$ 1 bilhão admite Dirigente

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Olten Ayres revela que endividamento do Tricolor passou de R$ 900 milhões para mais de R$ 1 bilhão e defende captação no mercado para reverter crise financeira

A situação financeira do São Paulo voltou a ganhar destaque nesta semana após uma declaração contundente de Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo do clube. Em entrevista ao programa CNN Esportes S/A, o dirigente afirmou que a dívida do Tricolor já ultrapassa a marca de R$ 1 bilhão.

Segundo Ayres, o endividamento girava em torno de R$ 900 milhões até o fim do ano passado, mas aumentou desde então em razão do cenário financeiro e dos custos relacionados às obrigações do clube.

“Girava até o final do ano passado em torno de R$ 900 milhões. Hoje, nós devemos estar já acima de R$ 1 bilhão”, afirmou o presidente do Conselho.

A declaração coloca novamente a situação econômica do São Paulo no centro do debate justamente em um momento em que o clube busca alternativas para equilibrar o caixa, reduzir despesas e administrar compromissos financeiros acumulados.

Presidente do Conselho defende captação de dinheiro

Para Olten Ayres, o São Paulo precisa buscar recursos no mercado financeiro para conseguir alterar a trajetória da dívida.

O dirigente considera que o atual patamar dos juros torna o processo mais difícil, mas avalia que a captação de recursos é necessária para reorganizar as finanças no médio e longo prazo.

Segundo Ayres, a solução passa por uma estratégia capaz de substituir dívidas caras por estruturas financeiras mais adequadas.

“A única maneira de a gente conseguir mudar, reverter esse quadro, é captando dinheiro no mercado”, declarou.

A fala ocorre em meio a outras iniciativas financeiras adotadas pelo São Paulo recentemente, incluindo negociações para antecipação de receitas e operações destinadas a aliviar o fluxo de caixa do clube.

‘São Paulo é dirigido por pessoas absolutamente amadoras’, diz Ayres

Durante a entrevista, o presidente do Conselho Deliberativo também fez uma forte crítica à forma como o clube é administrado.

Ayres defendeu uma profissionalização da gestão como caminho para aumentar o valor do São Paulo e torná-lo mais atrativo para possíveis investidores.

“Eu sou presidido e dirigido por pessoas absolutamente amadoras”, afirmou.

Na avaliação do dirigente, uma estrutura profissional poderia melhorar a capacidade de geração de receitas e, consequentemente, aumentar o valor econômico do clube.

A declaração abre novamente a discussão sobre mudanças no modelo de administração do São Paulo, tema que frequentemente aparece nos debates políticos internos do clube.

Patrimônio do São Paulo seria muito superior à dívida

Apesar de reconhecer a gravidade do endividamento, Ayres ressaltou que o São Paulo possui um patrimônio relevante.

O presidente do Conselho citou especificamente o Morumbis e a força da marca São Paulo como ativos capazes de tornar o clube mais interessante para investidores.

Segundo ele, considerando o valor patrimonial — e não necessariamente a liquidez imediata dos ativos — o patrimônio do Tricolor poderia representar múltiplas vezes o tamanho da dívida.

“O valor do patrimônio do São Paulo, não de liquidez, mas o valor do patrimônio do São Paulo, deve ser cinco ou seis vezes superior ao valor da sua dívida.”

Ayres também destacou o estádio:

“O São Paulo, diferentemente de muitos clubes aí, tem um estádio que vale bilhões e tem uma marca.”

Dívida bilionária aumenta pressão por novas receitas

A confirmação de uma dívida superior a R$ 1 bilhão aumenta a pressão sobre a atual administração para encontrar novas fontes de receita e reduzir o custo financeiro das obrigações.

O São Paulo já vem adotando medidas para antecipar receitas, renegociar compromissos e diminuir sua estrutura de custos. A escolha de novos parceiros comerciais e operações envolvendo receitas futuras também fazem parte desse processo.

Ao mesmo tempo, o clube precisa manter investimentos no futebol para permanecer competitivo em competições como o Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana.

O desafio é justamente equilibrar as duas necessidades: fortalecer o elenco sem ampliar de maneira descontrolada o endividamento.

R$ 1 bilhão: o tamanho do desafio do São Paulo

A declaração de Olten Ayres oferece uma dimensão preocupante do cenário financeiro do Tricolor.

Se a dívida realmente já supera R$ 1 bilhão, o São Paulo terá pela frente um processo complexo de reorganização financeira, especialmente diante do elevado custo do crédito no Brasil.

Por outro lado, o clube possui ativos importantes, entre eles o Morumbis, o Centro de Formação de Atletas de Cotia e uma das marcas mais conhecidas do futebol brasileiro.

A questão central será transformar esse patrimônio em capacidade de geração de caixa, sem comprometer ativos estratégicos e sem colocar em risco a sustentabilidade financeira futura.

O que muda para o São Paulo?

  • Dívida: superior a R$ 1 bilhão, segundo Olten Ayres.
  • Fim de 2025: dívida estimada pelo dirigente em aproximadamente R$ 900 milhões.
  • Solução defendida: captação de recursos no mercado.
  • Problema: elevado custo dos juros.
  • Estratégia estrutural: profissionalização da gestão.
  • Ativos destacados: Morumbis, patrimônio e força da marca São Paulo.
  • Desafio: reduzir o endividamento sem comprometer a competitividade do futebol.
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