Esporte News Mundo
·09 de junho de 2026
Donald Trump é duramente vaiado em jogo 3 da final da NBA

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·09 de junho de 2026

A presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou forte reação do público na noite de segunda-feira (8), durante sua ida ao Madison Square Garden, em Nova York, para acompanhar o terceiro confronto das finais da NBA entre New York Knicks e San Antonio Spurs.
Desde o momento em que a comitiva presidencial chegou ao local, manifestações contrárias foram ouvidas do lado de fora da arena. O clima de reprovação ganhou ainda mais força durante a execução do hino nacional norte-americano, quando a imagem de Trump foi exibida no telão, intensificando as vaias vindas das arquibancadas.
Curiosamente, a reação negativa ao presidente superou até mesmo a hostilidade direcionada aos jogadores do Spurs no início da partida. Após o protoloco oficial, torcedores voltaram a entoar gritos de incentivo a time da casa, com o tradicional “Go Knicks!”.
A visita presidencial alterou significativamente a dinâmica de acesso ao ginásio. Um aparato de segurança reforçado, comparável ao de aeroportos, foi montado para o evento, provocando longas filas e atrasos na entrada do público.
Relatos indicam que torcedores enfrentaram espera em filas que se estendiam por mais de dois quarteirões. Muitos já demonstravam insatisfação antes mesmo de entrar na arena, reagindo com vaias enquanto aguardavam do lado de fora.
Com a ida ao jogo, Trump se tornou o primeiro chefe de Estado em exercício a assistir a uma partida das finais da NBA, o que motivou um controle ainda mais rigoroso no entorno do local.
ATRASOS E CADEIRAS VAZIAS ÀS VÉSPERAS DO JOGO
Mesmo próximo ao início da partida, marcada para 21h30 (horário de Brasília), o Madison Square Garden ainda apresentava muitos assentos desocupados. A lentidão no acesso, causada pelas barreiras de segurança, dificultou a entrada de parte dos torcedores.
A região ao redor da arena, localizada em Manhattan, foi cercada por grades metálicas, criando um percurso limitado para pedestres. O esquema impactou tanto moradores quando turistas que circulavam pela área.
Dentro de quadra, o cenário esportivo era favorável ao Knicks, que iniciaram o Jogo 3 com vantagem de 2 a 0 na série melhor de sete contra o Spurs.
REVOLTA CRESCE COM CHEGADA DA COMITIVA PRESIDENCIAL
O descontentamento aumentou ainda mais quando os veículos que transportavam Trump chegaram ao local. Torcedores reagiram imediatamente com vaias, reforçando o clima tenso nas imediações da arena.
A expectativa pelo confronto, considerado um dos mais importantes da história recente da franquia nova-iorquina, acabou dividindo espaço com a repercussão da presença do presidente, que se tornou um dos principais assuntos da noite.
OPERAÇÃO ESPECIAL COMEÇOU HORAS ANTES DA PARTIDA
As autoridades locais já haviam anunciado restrições de circulação desde a tarde de segunda-feira. A polícia informou que apenas pessoas autorizadas poderiam acessar a área de segurança montada nas proximidades do ginásio.
O bloqueio abrangeu trechos entre as ruas West 30th e 35th e as avenidas Sixth e Eighth, iniciando cerca de quatro horas e meia antes do jogo. Para entrar no perímetro, era necessário passar por inspeções rigorosas e utilizar acessos específicos.
As medidas alteraram a rotina da região central e impactaram diretamente o fluxo ao redor da Penn Station, principal centro de transporte do país, localizado abaixo da arena.
Além disso, a tradicional festa de torcedores realizada na área externa durante os playoffs foi cancelada por motivos de segurança.
TORCEDORES CRITICAM TRANSTORNOS E PROTAGONISMO POLÍTICO
Parte do público demonstrou incômodo com os efeitos da visita presidencial. O empresário Errol Ismail, morador do Brooklyn, afirmou que a situação prejudicou a experiência dos fãs.
“Eu gostaria que ele não estivesse aqui. Ele não é um torcedor de verdade e só está tornando tudo pior”, declarou. Em seguida, completou: “Esperamos a vida inteira por esse momento, e ele acabou transformando tudo em algo sobre ele mesmo”.
O Serviço Secreto recomendou que os espectadores chegassem com pelo menos duas horas de antecedência, o que não impediu as críticas às dificuldades de acesso.
RELAÇÃO DE TRUMP COM NOVA YORK VOLTA AO DEBATE
Antes do compromisso, Trump passou parte do dia em seu clube de golfe em Bedminster, no estado de Nova Jersey. Ele foi convidado para o evento por James Dolan, proprietário dos Knicks.
A relação do presidente com a cidade de Nova York segue marcada por episódios de divisão de opiniões. Situação semelhante ocorreu durante a final masculina do US Open, no ano anterior, quando Trump recebeu tanto aplausos quanto vaias, além de também causar atrasos no acesso ao evento.
O prefeito da cidade, Zohran Mamdani, também era esperado no jogo. Ele revelou ter adquirido um ingresso diretamente com o ginásio por cerca de US$ 1.000. Apesar de divergências políticas públicas, encontros recentes entre ele e Trump foram descritos como surpreendentemente cordiais.







































