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·16 de janeiro de 2026
Dono de recorde na Inglaterra, Igor Thiago revela infância difícil e mira Seleção

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Igor Thiago chegou à marca de 16 gols em uma única edição do Campeonato Inglês, feito inédito para um brasileiro na competição. O recorde anterior era de Gabriel Martinelli, Roberto Firmino e Matheus Cunha, com 15 tentos. O atacante do Brentford atingiu o número em 21 jogos. Ou seja, ainda restam 17 para o fim da temporada.
“Eu descreveria como muito trabalho duro. Acho que tudo o que Deus planejou para a minha vida, tudo o que me deu este ano no Brentford, é algo que eu ainda não tinha experimentado na minha carreira”, disse o atleta para o jornal britânico The Guardian.
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Em sua primeira temporada no Brentford, Igor ficou fora da maioria dos jogos por lesões no joelho.
“Fiquei muito chateado porque não entendia por que isso estava acontecendo comigo. Cheguei a pensar: ‘Meu Deus, será que algum dia voltarei a ser eu mesmo?’ Até a pré-temporada deste ano, eu ficava pensando: ‘Será que vou conseguir voltar?’ Eu sentia isso com muita frequência. Meu corpo nunca tinha passado por isso antes”, relembrou.
“Mas, no fim das contas, foi uma coisa boa para mim. Também trabalhei em outras coisas. Em outras fraquezas também. Eu tinha algo que me faltava um pouco, algo que talvez eu não tivesse tido tempo de trabalhar se não tivesse sofrido aquela lesão. Então, me esforcei mais. Aquela lesão me ensinou muito”, completou.
O período longe dos gramados o aproximou ainda mais de sua família. “Aprendi a valorizar muito a minha família. A encarar a vida de forma diferente, a curtir o futebol, a curtir estar em campo. A jogar com mais amor, a não pensar tanto nos erros. Percebi que precisava aproveitar mais a minha vida como jogador de futebol, curtir cada minuto em campo, não deixar que as pequenas coisas me frustrassem ou me tirassem do jogo mentalmente. Precisava curtir cada momento, tanto os bons quanto os ruins, porque são eles que nos fazem crescer”.
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Igor vem de uma infância pobre, e a morte precoce de seu pai, quando ele tinha apenas 13 anos, o fez trabalhar desde muito jovem para ajudar a família. Antes de ser atleta profissional, trabalhou como ajudante de pedreiro, carregador de frutas na feira e lavador de carro.
“Também me tornei pai muito jovem. Tive que amadurecer cedo. Então, com todo o período da perda do meu pai, a vida me fez entender que eu precisava ser um homem. Ser pai é diferente de ter um pai. Enquanto meu pai era vivo, eu tinha muitas boas lembranças com ele. Ele era alcoólatra, mas nunca foi um pai agressivo. Ele sempre foi muito amoroso e carinhoso. Por causa da perda do meu pai, eu tive que amadurecer mentalmente. Depois da morte dele, muitas coisas começaram a fazer falta. Isso me motivou ainda mais a trabalhar”, contou o brasileiro.
Igor agora é detentor de uma marca histórica em uma das principais ligas do mundo e o destaque pode ajudá-lo a realizar um sonho de infância: a Seleção Brasileira.
“Essa sensação de Copa do Mundo é muito emocionante. Estou muito esperançoso de fazer parte disso, sempre sonhei em jogar uma Copa do Mundo. É algo que eu só via outras pessoas vivenciando pela televisão, mas agora estou perto de vivenciar isso eu mesmo”, disse.
“Deus tem um propósito na vida de cada um. Se for da vontade de Deus e da vontade de (Carlo) Ancelotti, será um prazer, uma honra, representar meu país. É uma sensação indescritível representar meu país, poder vivenciar este momento. Será algo que não consigo explicar. Ninguém da CBF jamais entrou em contato comigo, mas tenho essa expectativa”, completou.
Uma das posições em aberto na Seleção é justamente a de camisa 9.
“Acredito que estou pronto. A única coisa que sei fazer na vida é marcar gols. Deus me preparou para este momento e, se Ele permitir, traremos o sexto título da Copa do Mundo para o Brasil”, finalizou.









































