Gazeta Esportiva.com
·13 de janeiro de 2026
Dória prioriza preparo físico em meio a calendário extenso e se vê mais maduro em retorno ao São Paulo

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Matheus Dória retornou ao São Paulo após 11 anos. Depois de experiências no futebol da Espanha, Turquia, França e México, o zagueiro adotou um discurso de maturidade nesta nova trajetória e destacou uma de suas prioridades no retorno ao futebol brasileiro: o preparo físico.
O novo camisa 4 do São Paulo se vê bem fisicamente e revelou as diferenças entre o futebol brasileiro e o mexicano, onde esteve nos últimos oito anos de carreira. Diante do calendário extenso, com jogos a cada três dias, o defensor já revelou um de seus planos para manter a forma física e ajudar o clube ao longo da temporada. O Tricolor, vale lembrar, sofreu com muitas lesões no ano passado.
“Uma das coisas que conversei com meu estafe, com o pessoal que cuida de mim, é a diferença maior que tem entre o futebol brasileiro e o do México. Lá, é trabalhar para ter muita intensidade nos jogos. Como tem a semana cheia de trabalhos, buscam muito a intensidade. Quando você está bem, acontece muito que, no minuto 80 pra frente, saem dois, três gols, porque o time está bem fisicamente. Essa é a diferença de um time para o outro lá. Aqui, sinto que é a recuperação, porque tem jogo a cada três dias. Chega quem está melhor fisicamente e recuperado”, afirmou.
“Tenho planejado trazer meu fisioterapeuta para ser meu vizinho e me cuidar a temporada inteira. A comida do clube é perfeita. A alimentação tem que estar sempre em dia, e o descanso, dormir cedo, cochilinho da tarde salva [risos]. Essa é a diferença de uma liga para outra. Já estou ciente da situação e vou trabalhar muito”, completou o zagueiro.
O São Paulo disputará quatro competições na atual temporada. O Campeonato Paulista já teve início, mas o Tricolor também briga pelo Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Copa Sul-Americana.
Nascido em São Gonçalo, no Rio de Janeiro (RJ), Dória foi revelado nas categorias de base do Botafogo, em 2012. O zagueiro teve contato com o mundo do futebol desde muito novo e precisou conciliar atividades familiares com a rotina de treino e jogos. Rapidamente, foi amadurecendo e pegando experiência com jogadores de ponta.
Já em 2015, foi para o Olympique de Marseille, que posteriormente o emprestou para o São Paulo. Pelo Tricolor do Morumbi, atuou em 18 jogos e marcou dois gols. Após passagens por clubes de Espanha e Turquia, Dória se estabeleceu no futebol mexicano, onde passou por Santos Laguna (2018 a 2024) e Atlas FC (2024 a 2025). As experiências mundo afora fizeram com que retornasse muito mais maduro à equipe são-paulina.
“Eu acho que isso vai um pouco da minha educação familiar. Estreei com 17 anos, peguei jogadores que me ajudaram muito. No time que eu estreei, tinha o Jefferson [goleiro], Seedorf, Loco Abreu, Bolívar, pessoas que tinham muita experiência. Um tinha ganhado Mundial, outro três Ligas dos Campeões, o outro era o goleiro da Seleção no momento. Fui observando e pegando um pouquinho de cada um”, disse o zagueiro.
“Foi um pouco da minha educação familiar também. Desde os 16 anos, ajudo meu pai a cuidar da minha mãe e do meu irmão. Tive uma educação bem rigorosa e tive que ser adulto antes de qualquer pessoa da minha idade. Com 17 anos, muita gente está t

Eduardo Carmim/Photo Premium/GPress
erminando o colégio, e eu estava treinando, jogando, e às vezes tinha aula no dia seguinte. Tive que amadurecer antes do tempo. Me sinto velho antes dos outros, mas ainda tenho 31 anos [risos]”, concluiu.









































