Portal dos Dragões
·17 de julho de 2026
Duarte Cunha vive “um sonho que começa a ser realidade”

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No estágio de pré-temporada do FC Porto, em Inglaterra, João Teixeira e Duarte Cunha surgem entre os jovens chamados a trabalhar sob observação de Francesco Farioli. O médio e o extremo descrevem um grupo principal disponível para integrar a formação, mas também um contexto de exigência máxima, em linha com a mensagem deixada por André Villas-Boas no arranque dos trabalhos. João Teixeira resumiu a mentalidade instalada e garantiu: “tudo o que se faça é para ganhar e dar o máximo.”
Em St. George’s Park, a pré-época funciona também como palco de aproximação entre gerações. João Teixeira e Duarte Cunha, ambos oriundos da formação, vivem de perto uma oportunidade que traduz a responsabilidade atribuída aos jogadores mais experientes: ajudar os mais novos a crescer sem baixar a fasquia competitiva.
Questionado sobre a convivência com o grupo principal, João Teixeira destacou a disponibilidade dos colegas e a cultura que encontra no estágio. Nas suas palavras, a integração não se limita à adaptação: transporta uma ideia clara de ambição.
“Os jogadores também são tranquilos connosco, tentam-nos ajudar sempre e adaptar-nos da melhor forma. A mentalidade que nos tentam incutir é que tudo o que se faça é para ganhar e dar o máximo.”
A leitura do médio coincide com a mensagem que André Villas-Boas dirigiu ao grupo no primeiro dia da pré-época. Para o presidente do FC Porto, os seniores têm um papel determinante na construção do caminho dos jovens.
“Os seniores têm um papel a jogar com a formação. Devem ajudar estes miúdos a crescer, a integrá-los, porque eles são o futuro do nosso clube e cada um de vocês tem uma responsabilidade maior sobre esse caminho”, disse o presidente ao grupo, no arranque da pré-época.
Além de João Teixeira e Duarte Cunha, João Afonso, Granaas, Gonçalo Ribeiro, Gabriel Brás, Luís Gomes, Yoan Pereira, Tiago Silva, Mide, André Miranda e Eduardo Ferreira também fazem a pré-época com a equipa principal. O estágio reúne, assim, reforços e jovens jogadores num ambiente em que cada treino pode contar como resposta à exigência lançada pela estrutura.
Duarte Cunha reforçou essa ideia ao falar das vantagens de trabalhar diariamente com jogadores mais experientes. O extremo apontou a aprendizagem como uma das marcas mais evidentes desta presença no grupo.
“Nós, miúdos, ao estarmos aqui com este grupo muito forte de jogadores, aprendemos muito mais.”
O contacto com a equipa principal surge, para os jovens, como uma oportunidade de crescimento dentro de um contexto mais intenso. E essa intensidade é também o terreno em que João Teixeira procura mostrar que está pronto.
Médio de 20 anos, João Teixeira teve na equipa B o principal palco competitivo em 2025/26 e sagrou-se também campeão de sub-19. Agora, no estágio orientado por Francesco Farioli, assume a preparação física como uma das bases para responder à oportunidade.
“Quando a exigência é grande, como é na equipa A, estamos sempre preparados para o que possa acontecer durante a época. Aqueles treinos que tivemos no início ajudaram-nos bastante para chegar aqui com uma boa capacidade física”, assegurou.
O médio partilha a experiência com outros colegas da equipa B e apresenta-se sem deslumbramento perante a mudança de patamar. A exigência é maior, mas é precisamente nela que encontra a medida da preparação necessária.
Duarte Cunha, extremo de 18 anos, chega ao estágio depois de se ter sagrado campeão sub-19 em 2025/26 e de ter participado numa dúzia de jogos da equipa B. Para o jovem, a chamada à equipa principal concretiza uma ambição que foi crescendo ao longo da época.
“Estar aqui como a equipa principal é um sonho que começa a ser realidade”, afirmou.
O extremo reconheceu que a diferença de contexto é grande, mas frisou que encarava a dureza dos trabalhos como parte natural do desafio. A confiança no percurso feito e no apoio da equipa técnica acompanha-lhe o discurso.
“Ao longo do ano fui acreditando que era possível estar aqui na pré-época. Sabia que ia ser muito duro, mas também sabia que ia estar preparado.”, considerou. “O mister também ajuda muito, a equipa técnica toda ajuda muito. E estar neste contexto, que é o contexto máximo em Portugal, acabamos sempre por. sair muito beneficiados tanto fisicamente como mentalmente”
Entre a ambição de quem chega e a responsabilidade de quem recebe, a pré-temporada do FC Porto vai deixando uma mensagem coerente: a formação é chamada a crescer junto dos mais experientes, mas sem atalhos perante a exigência.
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