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·14 de setembro de 2026
Dudu recorre da condenação e muda o argumento; entenda

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·14 de setembro de 2026

Dudu recorreu da condenação que o obriga a indenizar Leila Pereira em R$ 50 mil por danos morais e apresentou uma linha de defesa diferente da que usou no primeiro julgamento. Em vez de sustentar apenas o significado da sigla publicada nas redes, a defesa agora afirma que ele reagiu a uma provocação e que abriu mão de cerca de R$ 25 milhões para deixar o Palmeiras.
A tese está no recurso apresentado contra a sentença da 11ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, que em maio condenou o atacante. A presidente do Palmeiras havia pedido R$ 500 mil, e o juiz fixou o valor em um décimo do pedido.
Segundo a defesa, o jogador aceitou a proposta de rescisão contratual e renunciou à indenização a que teria direito, estimada em cerca de R$ 25 milhões, valor superior à oferta que recebeu para acertar com o Cruzeiro, de aproximadamente R$ 21 milhões. O argumento serve para contestar a versão de que ele teria causado prejuízo ao clube e saído pela porta dos fundos.
O recurso também sustenta que a publicação foi resposta a declarações anteriores da dirigente, e não um ataque espontâneo, e que a sentença reconheceu o conflito prévio sem examinar essa parte com o mesmo rigor. O pedido é de anulação da condenação ou, alternativamente, de redução do valor.
Confirmado Atualizado 14 de setembro de 2026
A condenação em primeira instância existe e é de R$ 50 mil por danos morais. O recurso foi protocolado e ainda não há julgamento em segunda instância. Enquanto o tribunal não decide, o valor não é devido em definitivo.
A ação de danos morais em São Paulo corre separada do processo criminal em Minas Gerais. Em agosto, a 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais acolheu recurso da presidente e tornou Dudu réu por injúria e difamação. São instâncias, estados e naturezas diferentes: uma discute reparação em dinheiro, a outra, responsabilidade criminal.
Dudu passou por Cruzeiro e hoje está no Atlético-MG. No Palmeiras, foi peça central do time que reconstruiu o clube e saiu depois de uma década com status de ídolo, o que torna a disputa judicial ainda mais indigesta para a torcida.







































