Papo na Colina
·16 de setembro de 2026
“É a nossa segunda casa”: Pedro Emanuel bate o pé pelo Maracanã e abre o jogo no Vasco

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·16 de setembro de 2026

O Vasco carimbou a classificação para a semifinal da Copa Sul-Americana ao vencer o Santa Fe por 2 a 0 em São Januário, e o técnico Pedro Emanuel fez questão de bater o pé sobre o palco da próxima fase. Ao analisar a impossibilidade de atuar na Colina Histórica em razão da capacidade mínima de 30 mil torcedores exigida pela Conmebol, o treinador foi taxativo:
“Se me perguntassem onde quero jogar a semifinal, diria São Januário. É importante para nós. Não ganhamos nada em uma competição, mas estamos próximos de atingir algo que pode ser marcante. Acho que nossa torcida merecia ter isso no nosso estádio. Não sendo possível, seguimos com a opção do Maracanã. Mais do que isso não posso responder, porque acho que ainda está bem presente a opção B. Não vou para a opção C se quero a B”.
O comandante português rechaçou qualquer hipótese de mandar a partida em outro local antes de esgotar as tentativas pela principal arena carioca, ressaltando o sentimento das arquibancadas.
“Não vamos discutir aquilo que nesse momento não faz sentido para mim. Outras questões terão que ser feitas com a diretoria para ver as possibilidades. Neste momento queria São Januário. Não pode pela lotação, muito bem, é o Maracanã. Temos direito a isso, é nossa segunda casa, nossos torcedores se sentem bem lá, estamos identificados. Então é ali que vamos lutar para jogar”, declarou o profissional de 51 anos.
Ao projetar a sequência da temporada, Pedro Emanuel fez questão de alertar que o Vasco precisa mudar o foco rapidamente para deixar a zona de rebaixamento da Série A. Questionado sobre a divisão de forças entre os mata-matas e a tabela de pontos corridos, o técnico foi enfático:
“Nós desligamos o modo campeonato quando entramos no modo copas. Neste momento, estamos um pouco mais próximos do sonho que queremos realizar, mas ainda não conquistamos nada. Essa é a verdade. Seja da Sul-Americana, da Copa do Brasil, do Campeonato. Nada está conquistado. O trabalho está encaminhado, mas ainda falta muito para conseguirmos. A minha prioridade neste momento é o Coritiba, no próximo sábado”.
A gestão física do grupo e as mudanças na escalação também ganharam explicação direta do chefe do vestiário da Colina, que abordou o gramado pesado e o desgaste físico.
“Não repeti até agora e não me parece que, nos próximos tempos, vá repetir um 11 inicial. A minha avaliação é sempre em função do adversário, das características do adversário e das características que eu preciso dos nossos jogadores para cada jogo, além da disponibilidade física que eles apresentam. O gramado estava bem pesado, choveu muito nos últimos dias, e temos que tentar manter a nossa equipe competitiva”, pontuou o líder da equipe técnica.
A volta por cima de Saldivia, titular de última hora na vaga de Carlos Cuesta e garçom do primeiro gol após cometer uma falha no início, rendeu elogios de Pedro Emanuel nos bastidores do Vasco.
“Não gosto muito de particularizar os jogadores, mas sem dúvidas o Saldivia, quando cheguei, era um dos jogadores que tinha tido atuações não tão boas. Tirando esse momento, ele, entre outros, fez uma exibição quase imaculada, perfeita. Essa tem que ser a satisfação dele. Foi chamado, não é fácil. Temos tido uma dupla atrás que tem sido bastante consistente desde que eu cheguei, o Carlos e o Robert. Hoje não podia jogar o Cuesta, por isso mesmo foi chamado e correspondeu dentro do que eu esperava”, afirmou o treinador.
Por fim, o comandante abordou sem rodeios o fechamento da janela de transferências e o desafio de gerir um grupo com mais gringos do que o limite permitido por partida.
“Estamos buscando reequilibrar o nosso plantel, dar mais soluções ao nosso elenco em diferentes posições. Temos mais estrangeiros do que podem ser utilizados, e eles já sabem, neste momento, que alguns vão ficar tristes ao longo das semanas. Vai haver oportunidades para todos, mas alguns durante as semanas também vão ficar de fora. Isso é cruel, é difícil porque todos trabalham bem e dão o seu máximo, mas eu tenho que tomar decisões”, encerrou o comandante cruz-maltino.

Pedro Emanuel em coletiva após classificação do Vasco – Foto: Bruno Murito/ge
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