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JB Filho Repórter

·03 de agosto de 2026

É nisso que todo gremista deve se apegar depois do primeiro jogo contra o Mirassol

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  • O empate com o Mirassol não resolve praticamente nenhum dos problemas do Grêmio, mas, dentro do contexto atual, acaba sendo um resultado melhor do que a atuação. Em outro momento da temporada, um 1 a 1 contra o Mirassol poderia ser tratado como tropeço. Hoje, com o time eliminado da Sul-Americana, na zona de rebaixamento e vivendo uma crise de confiança, a classificação ficou totalmente aberta para a Arena, e esse é o principal aspecto positivo.
  • O problema é que, mais uma vez, o desempenho ficou abaixo do esperado. Luís Castro manteve a estrutura que vem tentando consolidar, mas o Grêmio continua produzindo pouco. A equipe até criou oportunidades, principalmente com Carlos Vinícius, mas quando o principal atacante desperdiça duas chances claras, o time paga um preço alto. Desta vez, quem normalmente decide acabou sendo um dos responsáveis pelo resultado não ter sido melhor.
  • Na defesa, o roteiro se repetiu. O Grêmio sofreu um gol em uma jogada absolutamente evitável, num cruzamento de média distância em que a marcação falhou de maneira básica. Não foi um lance de grande construção do adversário. Foi erro de posicionamento, falta de atenção e mais um exemplo de como o sistema defensivo segue cometendo falhas que comprometem qualquer evolução coletiva.
  • Esse talvez seja o maior dilema do momento. É justo criticar Luís Castro pelo futebol apresentado, mas também é impossível ignorar que os jogadores continuam errando fundamentos simples. O treinador tem responsabilidade pela organização da equipe, porém não pode ser responsabilizado quando um atacante perde gols feitos ou quando a defesa permite um cabeceio praticamente sem oposição dentro da área.
  • Individualmente, poucos escaparam. Amuzu fez o gol do empate, mas esteve longe de fazer uma grande partida. Tetê participou da jogada do gol, porém também oscilou bastante. As mudanças promovidas durante o jogo praticamente não surtiram efeito, e o Grêmio terminou a partida mais preocupado em preservar o empate do que em buscar a vitória.
  • O lado positivo é justamente esse: pela primeira vez em algum tempo, o time soube administrar um resultado fora de casa em um jogo de mata-mata. Não brilhou, não convenceu, mas também não se desorganizou depois do empate. Considerando o momento emocional da equipe, isso já representa um pequeno avanço.
  • Agora, a pressão aumenta para o jogo da volta. A classificação na Arena virou praticamente uma obrigação. Não apenas pela Copa do Brasil, mas porque o Grêmio precisa desesperadamente de uma resposta. A promessa de que a parada serviria para ajustar o time definitivamente não se confirmou. O desempenho continua irregular e o futebol apresentado ainda está muito distante do que se esperava de um elenco reformulado.
  • Se conseguir eliminar o Mirassol, o Grêmio ganha confiança e, principalmente, tempo para tentar reagir no Campeonato Brasileiro. Mas se repetir o desempenho visto no interior paulista, a classificação estará longe de ser garantida. Hoje, o torcedor não espera espetáculo. Espera apenas que o time volte a ser competitivo. E isso, até agora, Luís Castro ainda não conseguiu entregar de forma consistente.
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