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·26 de setembro de 2026
E o São Paulo? BNDES nega linha de crédito para clubes após proibição das bets

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O BNDES descartou, neste momento, a criação de uma linha de crédito específica para ajudar clubes de futebol afetados pela proibição das bets no Brasil.
O banco afirmou que não participou das discussões com o Governo Federal e que seu estatuto não permite uma operação criada exclusivamente para socorrer clubes das Séries A e B.
A negativa elimina, por enquanto, uma das principais alternativas discutidas para compensar a perda de receitas com patrocínios de empresas de apostas.
Clubes das Séries A e B negociavam com o Governo Federal medidas de apoio depois do anúncio que proibiu as apostas esportivas e os jogos virtuais online no país.
Uma das possibilidades era criar uma linha de crédito com juros menores para ajudar as equipes a pagar dívidas e atravessar o período de transição.
A proposta ganhou força porque as casas de apostas se tornaram patrocinadoras máster de grande parte dos clubes da Série A.
O BNDES, porém, informou que não participou das conversas e não disponibilizará uma linha com essa finalidade.
A justificativa do banco é que seu estatuto não permite a criação de uma operação específica para socorrer clubes de futebol atingidos pela perda de patrocínios.
Isso significa que o BNDES não poderá oferecer um programa desenhado apenas para compensar o impacto da proibição das bets.
O banco pode manter linhas gerais de financiamento para projetos que se enquadrem em suas regras, mas não há, neste momento, um crédito destinado diretamente ao futebol profissional.
A negativa ocorre em um momento de forte incerteza financeira no futebol brasileiro.
Treze dos 20 clubes da Série A têm atualmente empresas de apostas como patrocinadoras máster.
O setor movimenta aproximadamente R$ 1,1 bilhão em receitas de patrocínio para clubes em 2026, segundo as informações divulgadas.
Com a proibição das bets, as equipes podem perder:
O São Paulo está entre os clubes diretamente atingidos.
A Superbet, patrocinadora máster do Tricolor, notificou o clube sobre a possibilidade de encerramento do contrato caso a proibição inviabilize a operação da empresa no país.
A rescisão ainda não foi formalizada, mas representa uma ameaça significativa ao caixa são-paulino.
O clube já enfrenta dívidas com atletas, outros clubes e fornecedores, além de dificuldades para manter compromissos financeiros em dia.
A linha do BNDES poderia ajudar o São Paulo a:
Com a negativa do banco, o clube terá de buscar outras fontes de financiamento ou negociar diretamente com credores e patrocinadores.
A situação fica ainda mais delicada porque o São Paulo também tenta substituir ou preservar o contrato máster com a Superbet.
Apesar da negativa do BNDES, o Governo Federal ainda avalia outras formas de apoio ao futebol.
Não há, porém, definição sobre:
Os clubes não podem simplesmente compensar a perda dos patrocínios aumentando dívidas ou antecipando receitas sem controle.
O sistema de Fair Play Financeiro da CBF prevê monitoramento de passivos, despesas e compromissos assumidos.
Por isso, qualquer eventual programa de auxílio precisaria estabelecer regras de governança e transparência.
A CBF ainda pode participar da articulação de uma alternativa, mas não há confirmação de um novo mecanismo.
A proibição das bets poderá causar uma reestruturação no mercado de patrocínios esportivos.
Com vários clubes buscando novas marcas ao mesmo tempo, a concorrência por empresas de outros setores pode reduzir os valores dos contratos.
Os clubes também podem ter de aceitar acordos mais curtos ou com valores inferiores aos pagos pelas casas de apostas.
Para equipes endividadas, a transição pode comprometer planejamento esportivo e investimentos no elenco.
O São Paulo deverá concentrar esforços em três frentes:
A diretoria também poderá procurar bancos privados, fundos de investimento ou antecipação de receitas.
Essas alternativas, contudo, tendem a ter custos maiores do que uma linha subsidiada pelo BNDES.
A negativa do BNDES não impede que o Governo Federal crie outra forma de apoio.
O Executivo ainda pode propor:
Por enquanto, porém, não existe uma solução aprovada.








































