Zerozero
·17 de agosto de 2026
E se o novo Chuchu for um central?

In partnership with
Yahoo sportsZerozero
·17 de agosto de 2026

A saída de Chuchu Ramírez - um nome histórico do clube - neste mercado de verão deixou um enorme vazio na frente de ataque do Nacional, e a turma insular tem estado, desde então, em busca do seu substituto. Até ver, parece que a solução pode passar por… um central.
Não estamos aqui, obviamente, a dizer que um defesa central pode fazer o mesmo papel que um ponta de lança, embora seja possível (mas difícil), especialmente um com um peso tão grande no clube. Afinal, Chuchu Ramírez foi o melhor marcador da equipa em duas das últimas três temporadas.
Contudo, há um pormenor que salta à vista, especialmente depois da vitória do conjunto madeirense, este domingo, frente ao Estoril Praia (2-0). Ambos os golos do triunfo foram apontados por centrais e um deles é caso sério nesse capítulo da finalização.
Falamos de Zé Vitor.
O central brasileiro, de 25 anos, chegou a Portugal e à Madeira em 2024, proveniente do Tombense, e foi determinante logo na primeira época, em 2024/25, para a manutenção na Primeira Liga. No entanto, foi na segunda, em 2025/26, que mais se destacou, com ajuda do capítulo… da finalização.
É que, mesmo sendo central - foi o 3º jogador mais utilizado por Tiago Margarido na temporada -, foi, a par do avançado Paulinho Bóia, o 2º melhor marcador da equipa na época, com quatro golos apontados. Naturalmente, a distância para o recordista, Chuchu (19 golos), foi grande e falamos de uma equipa pouco concretizadora - 42 golos em todas as provas -, mas não deixa de ser um marco para um central.
E engane-se quem pense que, como tanto acontece em jogadores da sua posição, todos esses quatro tentos vieram da sua cabeça - apesar da boa estampa física, com 1,89 metros. Todos vieram de bola parada, é verdade, mas Zé Vítor mostra ter pés e faro para o golo - dois de cabeça e dois com os pés.
Ora, esta época, 2026/27, já começou em grande para o central canarinho. Depois de ser titular ante o Santa Clara (2-2), na 1ª jornada, repetiu a façanha nesta 2ª jornada - como é habitual na sua estadia no Nacional - e o seu faro de golo foi decisivo.
Já havia ameaçado um par de vezes ao longo do jogo, testando a atenção de Joel Robles, mas acabou por ser feliz - até porque a bola desvia em Antef Tsoungui - e, aos 68', num potente remate de fora da área, deixou Joel Robles pregado ao chão e fez o primeiro da partida.
Com João Gião ainda à procura do substituto de Chuchu - Pablo Ruan tem sido adaptado ao lugar -, vai sendo o coletivo a ser valorizado.







































