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·17 de setembro de 2026
Em nova função, Renier se reinventa no Galo e vive melhor temporada da carreira

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Com dois gols, mesmo atuando apenas o primeiro tempo, Reinier conseguiu impulsionar a classificação do Atlético sobre o Santos, na Arena MRV, com vitória nos pênaltis após um 4 a 2 no tempo normal. Aos 24 anos, o atacante, cria do Flamengo e com passagens por clubes como Borussia Dortmund e Real Madrid, se reinventou em nova função e vive a melhor temporada da carreira, espelhando o potencial que se esperava dele no início.
Antes de rumar para a Europa com 18 anos, Reinier viveu seus primeiros meses como profissional recebendo os holofotes. Foram 6 gols e 2 assistências em 15 partidas, e um número de participações diretas que só seria alcançado em Belo Horizonte, sete anos depois...
Se somarmos desde a estreia profissional de Renier pelo Fla, no final de julho de 2019, com os jogos que o atacante fez na temporada 2019/20 com o Real Madrid Castilla, chegamos a 10 participações diretas em gols, a única vez que alcançou dígitos duplos como profissional... Até chegar no Atlético.
Após ter passado em branco no Galo em 20 jogos em 2025, Renier já soma 9 gols e 3 assistências na atual temporada em 38 jogos, superando o número de participações de seu primeiro ano como profissional (o melhor até então). Reinier soma também o ano com mais jogos, mais partidas como titular (23) e maior minutagem (1906).
A maior regularidade em campo, em números frios e performance, acontece no momento em que o jogador se adapta a uma nova função. Formado como um meia clássico, Reinier jogou a maior parte da carreira como um camisa 10, seja no Borussia Dortmund, atrás de Haaland (ou Reus) e ao lado de Jude Bellingham, no Girona, com Taty Castellanos como referência, ou no Frosinone, tendo que municiar Kaio Jorge.
No Atlético, em 2025, jogou muitas vezes com a referência de Hulk, e às vezes como segundo atacante. Mas com Eduardo Domínguez, se tornou a referência na área. Como um 9, apareceu na área com oportunismo para fazer os dois gols nesta quarta.
Apesar de oferecer uma opção ofensiva diferente de Cassierra, que é um centroavante de menos mobilidade e maior presença física, Reinier cresceu justamente quando passou a jogar centralizado. Já havia marcado no fim de semana contra o Fluminense, balançando as redes em dois jogos seguidos pela primeira vez em sete anos. São cinco participações diretas nos últimos seis jogos, enquanto Cassierra não marca há 19 partidas.
O Galo encontrou uma nova saída para balançar as redes, e Reinier se reinventou em nova função.







































