Portal dos Dragões
·02 de outubro de 2026
“Em Portugal, estão todos a rir-se por Froholdt não ser titular na Dinamarca”

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Bo Henriksen, ex-treinador do Mainz, contestou no programa de antevisão da TV 2 a utilização de Victor Froholdt na seleção da Dinamarca. O técnico apontou problemas de posicionamento, mas considerou que a responsabilidade também está na forma como a equipa procura o médio do FC Porto. Perante a ausência do jogador do onze, garantiu: “É uma autêntica catástrofe não termos espaço para um jogador deste calibre”.
Victor Froholdt tem estado em plano de destaque no FC Porto, mas esse momento não encontrou correspondência imediata na seleção dinamarquesa. Suplente utilizado diante do País de Gales, no triunfo por 2-0, voltou a entrar apenas na segunda parte frente a Portugal, na derrota por 4-2. Foi neste contexto que Bo Henriksen analisou a dificuldade em integrar um jogador que soma 15 internacionalizações pela seleção principal.
Ao rever encontros anteriores da Dinamarca, Henriksen considerou que Froholdt se tem, por vezes, “escondido” em campo. A crítica incidiu sobretudo nos espaços ocupados pelo médio e na dificuldade dos companheiros em lhe fazer chegar a bola.
“Vê-se que ele está permanentemente no ângulo morto. Há sempre um jogador [adversário] à frente dele. Ele nunca consegue receber a bola.”, analisou. “Ou então posiciona-se na última linha. O problema reside aí. Eles [os colegas de equipa] não conseguem encontrá-lo!”
O antigo treinador na Bundesliga foi ainda mais longe, lamentando que a seleção não tenha encontrado espaço para aproveitar as qualidades do jogador do FC Porto.
“É uma pena tremenda para a seleção da Dinamarca. Ele tem tanto para dar.”, explicou. “Vale 87 milhões de euros! (€50 M, segundo o Transfermarkt) Em Portugal, estão todos a rir-se por ele não estar a jogar hoje. É uma autêntica catástrofe não termos espaço para um jogador deste calibre”
A mensagem de Henriksen não deixa margem para equívocos: o problema não está naquilo que Froholdt pode oferecer, mas na incapacidade da Dinamarca para o enquadrar e potenciar. Entre o rendimento no FC Porto e o estatuto de suplente na seleção, o contraste tornou-se, para o antigo técnico, impossível de ignorar.







































