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·02 de setembro de 2026
Em tempos de mercado inflacionado e loucuras globais, Barça não abre mão da essência

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La Liga foi a quarta liga da Europa em valores investidos nesta janela de transferências. Enquanto os clubes ingleses brincaram de quebrar os recordes de transferências, os italianos, pelo terceiro ano seguido, ultrapassaram a barreira de 1 bilhão de euros em investimentos e os alemães fecharam o pódio, o futebol espanhol manteve os investimentos bem longe dos tempos pré-pandemia. Em um mercado de valores astronômicos e onde as loucuras foram banalizadas, o Barcelona segue achando respostas em sua essência, que atende pelo nome de La Masia.
É claro que o cenário poderia ter sido outro, pelo menos em termos mercadológicos, se o Atlético de Madrid tivesse aceitado a oferta de mais de 100 milhões de euros dos Culés por Julián Álvarez. E também vale considerar a chegada de Rodri, capitão da Fúria campeã mundial e que custou 76 milhões de euros. Mas ainda assim seriam pontos fora da curva se olharmos de perto a realidade catalã.
Se o rival da capital prefere vender suas promessas e comprar as dos outros, como fez nos últimos anos no Brasil e como mostram contratações nesta janela como Diomande e Espí, o Barça mantém seu DNA revelador. A base continua a ser a resposta para as perguntas que trazem o campo.
Na atual temporada de La Liga, o Real Madrid já usou 18 jogadores. O único que passou pelas divisões de base do clube é Álvaro Carreras, que se mudou ainda no sub-18 para o Manchester United e foi contratado pelos Merengues junto ao Benfica por 50 milhões de euros.
Vamos, agora, para o Camp Nou. 19 jogadores foram utilizados por Hansi Flick. Olmo é um caso similar ao de Carreras, entretanto: passou por La Masia na adolescência, mas começou a carreira na Croácia e voltou ao Barça por 61 milhões de euros. Mas além dele, são mais oito jogadores com passagens nas divisões de base do clube: Abdelkarim (chegou do Al Ahly para o sub-19), Gavi, Eric García (que chegou a sair para jogar no City ainda na base), Cubarsí, Fermín, Bernal, Yamal e Xavi Espart. Isso sem contar Gerard Martín, que jogou no time B, e Pedri, que estreou pelo clube com 17 anos após ter vindo do Las Palmas.
Na atual temporada, só um jogador de linha atuou em todos os minutos do Barça em La Liga: Xavi Espart. O lateral esquerdo foi um dos destaques do título europeu sub-19 da Espanha em julho, foi incorporado por Flick na equipe principal e já soma duas assistências em três partidas. A nova promessa de La Masia vem assumindo o posto de Álex Baldé, também formado no clube.
"É bom para o clube buscar jogadores em La Masia, é nossa maneira de fazer as coisas", disse Hansi Flick em entrevista recente. O técnico alemão é um dos entusiastas do uso da base no time principal.
O problema na lateral esquerda do Barcelona, resolvido por Espart, deu chances no elenco também para Jordi Pesquer, considerado um dos melhores defensores de sua geração. Aos 17 anos, o lateral já foi relacionado por Flick em La Liga depois de ter mostrado maturidade na pré-temporada.
Brian Fariñas também impressionou o alemão durante a pré-temporada. O jovem meia tinha saída encaminhada do clube, mas Flick interveio, pediu sua sequência e o jovem recebeu a camisa 4. Fariñas já foi relacionado para três jogos de La Liga e deve estrear na equipe principal em breve.
Campeão de La Liga na temporada passada e líder na atual temporada, o Barcelona não fecha os olhos para o mercado. Mas sabe bem onde buscar soluções. Barça més que un club significa que La Masia é uma prioridade...







































