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·19 de junho de 2026

Emerson Ferretti esclarece trâmite caso o Grupo City proponha novo escudo ao Bahia Associação

Imagem do artigo:Emerson Ferretti esclarece trâmite caso o Grupo City proponha novo escudo ao Bahia Associação

O presidente do Bahia Associação, Emerson Ferretti, concedeu uma entrevista à Rádio Sociedade na qual detalhou formalmente a posição do clube a respeito das especulações sobre a modernização do escudo tricolor.

O mandatário confirmou que, até o presente momento, a Diretoria Executiva da Associação não recebeu nenhuma notificação ou projeto oficial vindo por parte dos gestores da SAF para alterar as insígnias do clube, assegurando que o controle sobre o patrimônio histórico permanece sob o domínio dos torcedores.


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Ferretti ponderou que o movimento de atualização de marca é uma prática comum dentro do Grupo City ao redor do mundo, o que torna o debate legítimo, mas relembrou as amarras contratuais e estatutárias para proteger o patrimônio cultural do Esquadrão e que devem ser preservadas justamente pela Associação.

Como seria o trâmite para mudança de escudo do Bahia?

O ex-goleiro e atual presidente do Esquadrão pontuou que os símbolos tradicionais do clube foram inteiramente preservados no momento da assinatura do acordo com o conglomerado estrangeiro e que requer um longo processo dentro da Associação para uma possível mudança no escudo..

“É bom esclarecer todo esse trâmite. Não chegou nada formal do Bahia SAF para o Bahia Associação. Não há nenhum trâmite interno relacionado à mudança de escudo“. “Qualquer proposição nesse sentido, e que pode acontecer em algum momento, inclusive já aconteceu em outros clubes do Grupo City, e pode acontecer aqui. As conversas acontecem de modernização de marca, mas, para que todo esse caso aconteça, precisa passar por todo um rito dentro do Bahia Associação. Tenho que deixar bem claro que o Bahia vendeu 90% das ações do Bahia SAF para o Grupo City, mas não vendeu a história. A história continua sendo do Esporte Clube Bahia, do qual eu sou o presidente, do qual temos por obrigação de cuidar dessa história, dos símbolos do clube, garantido legalmente e através do acordo de acionista feito com o Grupo City.”

Grupo City pode propor mudança de escudo, mas debate será longo

O dirigente da Associação detalhou o longo caminho burocrático que uma proposta de rebranding precisará percorrer obrigatoriamente caso o Grupo City decida formalizar a ideia no futuro. Segundo o gestor, o projeto necessita de validação em múltiplas instâncias internas.

Além de um longo debate interno, é necessário haver aprovação entre conselheiros e, em seguida, dos sócios do Bahia Associação.

“Qualquer mudança nesse sentido precisa ter, primeiro, uma provocação formal do Bahia SAF para a Diretoria Executiva do Bahia Associação, que, logicamente vai encaminhar para o Conselho Deliberativo do clube, onde haverá uma discussão bastante ampla sobre o tema; o Estatuto precisa ser respeitado em questão de mudança de símbolos, que inclusive é algo que já aconteceu em outros momentos da história do clube. Depois de debatido internamente no Conselho, há uma votação interna entre os conselheiros que precisa chegar a um quórum para poder ir à última instância, que é a Assembleia Geral de Sócios – nesse caso, sócios do Bahia Associação –, que vão poder votar aprovando ou não qualquer tipo de mudança.”

Autonomia da Associação sobre símbolos do clube

Finalizando o seu posicionamento sobre o tema que vem movimentando os debates e as redes sociais nesta semana, Emerson Ferretti enfatizou que a vontade soberana das arquibancadas será o principal norteador para qualquer alteração visual nos símbolos do clube.

“Isso significa que o City pode, é legítimo, querer alguma mudança, mas quem decide é o Bahia Associação, que vai ouvir sempre o seu torcedor.”

Uma possível votação para mudança de escudo caberia decisão dos sócios do Bahia Associação. Ou seja, nesse caso os mais de 70 mil associados da SAF não possuem direito ao voto nesse caso, tendo em vista que são instituições separadas.

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