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·24 de agosto de 2026

Emily Lima analisa derrota do Corinthians, projeta duelo com Cruzeiro e comenta pedido para jogar na Neo Química Arena

Imagem do artigo:Emily Lima analisa derrota do Corinthians, projeta duelo com Cruzeiro e comenta pedido para jogar na Neo Química Arena
  1. Por Mirella Ramos / Redação da Central do Timão

O Corinthians encerrou a primeira fase do Campeonato Brasileiro Feminino de 2026 com uma derrota. Na tarde do último sábado (22), as Brabas receberam o Internacional, no Estádio Alfredo Schürig, a Fazendinha, pela 17ª rodada, e foram superadas por 3 x 1. Após a partida, a técnica Emily Lima analisou o desempenho da equipe e projetou o confronto contra o Cruzeiro nas quartas de final da competição.

Apesar do resultado negativo, a treinadora discordou da avaliação de que o Corinthians tenha apresentado um desempenho abaixo do esperado. Emily destacou a posse de bola e o número de finalizações da equipe, mas reconheceu que faltou eficiência para transformar as oportunidades criadas em gols. A comandante também comentou as cobranças vindas das arquibancadas.


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Foto: Rodrigo Gazzanel Ag. Corinthians

“Eu acho que faltou gol, não acho que foi abaixo. Se você olhar os números do jogo, a gente teve a maior parte de posse de bola. Elas encaixaram bem as transições ofensivas delas e foram felizes, em mérito delas, pela proposta de jogo. Eu não tenho os números exatos agora, mas a gente finalizou muito em gol e a bola não entrou. A gente precisa caprichar e colocar ela dentro do gol, no futebol, você tem que colocar a redondinha ali para dentro, senão você acaba sofrendo. Quanto à torcida, eu acho que eu tenho que responder ao clube, ao Corinthians, à minha diretora, ao meu presidente, a torcida está no direito dela de cobrança, e a gente, como pessoas que estão dispostas a isso, vai estar aberto a escutar qualquer tipo de coisa. Mas eu não me preocupo, nunca me preocupei em relação a isso, eu sei o que eu faço durante a semana, o nosso grupo faz durante a semana em relação ao trabalho. O futebol, muitas vezes, acontece disso, então, não tem muito o que dizer em relação a isso, é continuar o trabalho e agora enfrentar, nas quartas, o Cruzeiro, e trabalhar para que a gente possa passar das quartas.”

Emily avalia os gols sofridos diante do Internacional

Questionada sobre os três gols sofridos na Fazendinha, Emily evitou individualizar os erros. A treinadora avaliou que o Corinthians apresentou problemas coletivos, principalmente no momento de transição defensiva e nas coberturas quando estava no campo de ataque.

“Eu acho que coletivo, a gente não pode pontuar alguém pelos gols. Elas vieram com uma proposta muito clara, a gente já sabia o que nós íamos enfrentar hoje e acabou que a gente não foi feliz na nossa transição defensiva. Então, as nossas coberturas ofensivas não foram as melhores e elas conseguiram encaixar as bolas de transição na Valeria e na Solis. E acabaram as coisas acontecendo. A bola parada é uma infelicidade do grupo. A gente não pode sofrer um gol daquele de bola parada, que não toque ninguém, a bola entra no nosso gol. Mas eu acho que, coletivamente, incluindo todos nós da comissão técnica, tem que refletir por tudo o que aconteceu, o que a gente pode fazer para melhorar e colocar essa bola dentro do gol.”

Corinthians reencontrará o Cruzeiro nas quartas de final

Com o encerramento da primeira fase, o Corinthians agora concentra suas atenções no mata-mata do Brasileirão Feminino. O adversário será o Cruzeiro, equipe que já derrotou as Brabas nesta edição da competição.

Emily relembrou o encontro anterior e ressaltou que o contexto será diferente nas quartas de final. Para a treinadora, evitar os erros apresentados naquele duelo será fundamental, principalmente por se tratar de uma eliminatória.

“Eu acho que foi uma derrota muito pontual. As equipes que vêm jogar com o Corinthians são muito reativas. E a gente tentou melhorar e acredito que nós melhoramos na nossa transição. Mas agora é um jogo de mata-mata. Então, a gente não pode ter os mesmos erros que nós tivemos lá. Foi muito parecido com o de hoje. A gente começa o jogo muito bem lá e, em uma falha de um passe mal dado para a nossa goleira, a gente acaba sofrendo gol e tudo muda. A gente estava fora de casa lá e as coisas aconteceram de uma forma não esperada. E a gente tenta reagir em relação ao jogo. E agora, falando de mata-mata, é um outro jogo, uma outra realidade. O bom é que a gente define em casa. A gente faz um jogo lá e a gente define em casa. Isso é um ponto positivo. E preparar bem para esse primeiro jogo. Primeiro jogo de mata-mata é sempre muito importante. E a gente vai fazer de tudo para jogar o jogo da vida nesse primeiro jogo do mata-mata contra o Cruzeiro.”

A definição do confronto como mandante também levou Emily a comentar a possibilidade de o Corinthians utilizar a Neo Química Arena. Segundo a treinadora, a comissão já solicitou ao clube que o duelo de volta seja realizado no estádio.

“Eu acho que isso faz parte do trabalho da diretoria. A gente fez o pedido já para que esse jogo de volta, a partir da segunda fase, seja na Neo Química. E agora o clube, a diretoria, o presidente têm que ver qual a importância que eles dão para o futebol feminino. Então, eu acredito muito que a gente tem que fazer a nossa parte, que é solicitar e acatar a decisão que for decidida por parte deles. Independente de qualquer coisa, se joga lá ou não, a gente tem que fazer a nossa parte e fazer um bom primeiro jogo fora e um bom primeiro jogo em casa.”

Treinadora aponta ajustes necessários para o mata-mata

Ao abordar o que precisa mudar para as quartas de final, Emily voltou a destacar a falta de aproveitamento das oportunidades. A técnica também chamou atenção para o posicionamento da equipe quando perde a posse no campo ofensivo e para a necessidade de melhorar as coberturas.

“Os erros de hoje foram as falhas de não fazer os gols. A gente dar possibilidade para o adversário acreditar que pode ganhar do Corinthians. E elas foram felizes na transição ofensiva delas. Isso foi muito claro. A gente, em 10 minutos de jogo, teve três chances que a gente não pode deixar de fazer. E a equipe vai ganhando força, expectativa. Encaixa uma bola de transição, uma bola longa. Às vezes, não é nem uma bola direcionada, mas é uma bola de transição. A gente está em bloco alto. A gente acaba, às vezes, não tendo a leitura de uma bola longa. A bola está descoberta, a gente tem que correr um pouco mais para trás. Enfim, são N fatores dentro de uma ação que acabou fazendo com que a gente fosse muito prejudicado. E agora é o que você falou.

O que fazer para a gente ir para esse mata-mata é tentar virar a página mesmo. Pegar tudo o que foi bom do primeiro semestre. Fazer as correções, principalmente na nossa transição, na nossa cobertura ofensiva, que é quando a gente está com a bola e a gente perde. A gente acaba passando muito da bola e sofrendo muito com isso. Tentar ajustar esses pontos e ir para cima do Cruzeiro. O Corinthians é o Corinthians e o futebol feminino vem mudando. As coisas vêm acontecendo de formas que eu acho que o futebol tem que evoluir. E a gente tem que mostrar a força do Corinthians ali dentro. E colocando as bolas para dentro e fazendo um bom papel, um bom trabalho.”

Emily comenta oscilação após a Copa do Mundo

A treinadora também foi questionada sobre o desempenho apresentado pelo Corinthians desde a retomada do calendário após a Copa do Mundo. Emily reconheceu uma oscilação e afirmou que a eliminação diante da Ferroviária na Copa do Brasil teve impacto sobre a equipe.

Por outro lado, a comandante disse não enxergar grandes problemas táticos e voltou a colocar a eficiência no último terço do campo como um dos principais aspectos a serem aprimorados.

“Oscilou e essa derrota para a Copa do Brasil fez com que a equipe oscilasse ainda mais. E falar taticamente do time, eu acredito que… Se vocês analisarem bem, eu acho que vocês são repórteres e não torcedores. Se vocês fizerem uma análise, eu acho que, taticamente, a equipe… Eu não vejo tanto problema, mas sim na hora de conclusão, na hora de último terço. A gente tem muita dificuldade ainda de ter a bola no último terço. De girar a bola de um lado para o outro, de um corredor para o outro. Sempre quando a gente tira a bola da zona de recuperação, ou na hora que a gente está trabalhando a bola com a circulação, o time adversário está fazendo a vasculação de um lado para o outro. E a gente gira corredor de lado oposto, a gente sempre consegue algo muito positivo e muito bom.

Que isso é um ajuste que a gente vai precisar fazer. Foi falado isso essa semana também com as jogadoras. E acho que é insistir no que a gente precisa, que é ter a qualidade que a gente tem tecnicamente com a bola. E, na conclusão, a gente tem que ser matadora nessa fase. Se a gente continuar falhando, se a gente continuar desperdiçando possibilidades, a gente pode vir a sofrer e até mesmo a eliminação pode acontecer, porque a gente precisa fazer gol, a gente precisa de gol. E, se isso não acontece, as coisas ficam bem complicadas.”

Formação alternativa segue como opção

Por fim, Emily explicou uma mudança utilizada durante o confronto. A treinadora revelou que o Corinthians trabalhou com uma estrutura em 3-3-4 para aumentar a presença na última linha do Internacional, utilizando Belén Aquino e Gisela Robledo nas extremidades. Segundo ela, a alternativa vem sendo trabalhada nos treinamentos e poderá voltar a ser utilizada durante os confrontos eliminatórios.

“Eu acho que a gente tem que trabalhar as situações nos treinamentos para, no momento adequado, a gente poder utilizar. Quem sabe a gente possa utilizar nos mata-mata, eu não sei. Então, a situação do jogo foi uma situação onde a gente quis povoar mais a última linha delas com quatro jogadoras. A gente fez um 3-3-4 com um tripé no meio, com uma volante e duas meias. E ganhar a extremidade com a Aquino e com a Robledo. E a gente precisa ter um 1 x 1 na última linha. Se a gente não tiver a quebra de linha num 1 x 1 com elas, fica difícil. E a gente acabou conseguindo com a Jaquinha, com ela quando a Jaquinha lateralizava. E a conclusão acabou não acontecendo. Mas é um sistema onde a gente vem trabalhando para que, se for necessário utilizar, a gente utilizar.”

Com a primeira fase encerrada, o Corinthians passa a direcionar suas atenções às quartas de final do Campeonato Brasileiro Feminino. As Brabas terão o Cruzeiro pela frente e decidirão a classificação como mandantes.

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