Central do Timão
·23 de setembro de 2026
Emily Lima critica horário de jogo do Corinthians e defende maior exposição ao futebol feminino

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·23 de setembro de 2026

O Corinthians está na decisão do Campeonato Brasileiro Feminino. Na última segunda-feira, as Brabas derrotaram o Bahia por 1 a 0 e garantiram a classificação para a final da competição. Depois da partida, a técnica Emily Lima aproveitou a entrevista para comentar alguns dos desafios que ainda cercam o futebol feminino no país.
Um dos pontos abordados pela treinadora foi o horário escolhido para o confronto. A partida aconteceu às 21h30 de uma segunda-feira, situação que, na avaliação de Emily, mostra que a modalidade ainda precisa conquistar maior espaço e exposição. Para ela, existe um esforço contínuo para demonstrar ao público e aos responsáveis pela organização das competições o potencial do futebol feminino.

Foto: Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians
“É um tema de exposição total. Todos nós que estamos aqui hoje sabemos que não é ideal jogar esse horário. O que a gente tem que fazer ainda no futebol feminino é convencer, é estar convencendo o tempo inteiro que isso é um produto interessante, que isso é um produto bom. A Copa do Mundo vai mostrar isso absurdamente, como o brasileiro está gostando cada vez mais do futebol feminino. A torcida do Corinthians já mostrou várias vezes o quão importante eles entendem que é o futebol feminino”, disse.
Emily também explicou que existe uma preocupação em relação à maneira como as dificuldades da modalidade são expostas publicamente. Segundo a comandante corintiana, manifestações de jogadoras, integrantes da comissão técnica ou dirigentes sobre determinados problemas podem acabar trazendo consequências para os próprios envolvidos.
Na visão da treinadora, o caminho passa por manter o foco no desempenho esportivo e, paralelamente, levar as reivindicações para os espaços de discussão entre clubes e responsáveis pela organização do futebol feminino.
“Falar sobre o tema é complicado, porque eu falando, acho que só vai prejudicar a gente. As jogadoras falando, só vai prejudicar a gente e elas. A diretora falando, só vai ter prejuízo. Você entende que a gente tem que ser mais inteligente do que isso? Então, eu falo para elas, falar para expor não vai mudar nada e a gente vai estar se expondo o tempo inteiro. Futebol feminino já não tem mais que expor nada. A gente tem que vir trabalhar, fazer o nosso papel e fazer com que eles entendam em reuniões técnicas que eles precisam nos ajudar um pouquinho”, afirmou.
Em outro momento da entrevista, Emily reconheceu o esforço realizado pelos clubes para manter suas equipes femininas e defendeu uma participação coletiva no processo de crescimento da modalidade. Para a técnica, o aumento do público nos estádios pode representar não apenas maior visibilidade, mas também uma oportunidade de geração de receita para as próprias equipes.
“Então, a gente vem evoluindo, os clubes vêm fazendo muito esforço por ter o futebol feminino, mas também todo mundo tem que fazer esforço. Porque hoje se colocar aqui 30, 40 mil é um ponto positivo para o Corinthians. É uma renda para o Corinthians. Então, se é para ajudar, vamos todo mundo ajudar, não só uma parte ajudar. Então, a gente vem batendo muito nessa tecla, no sentido de de estarmos juntas para fazer um bom trabalho, um bom papel, passar uma boa imagem, continuar passando uma boa imagem para o torcedor e deixar depois, na parte técnica, eles lá em cima brigarem um pouco mais”, concluiu.
Dentro de campo, o Corinthians chega à final depois de vencer os dois confrontos da semifinal. Agora, as Brabas terão o São Paulo pela frente na disputa pelo título. O rival garantiu a outra vaga na decisão após eliminar o Flamengo. A primeira partida da final está programada para este sábado, às 16h30, na Neo Química Arena.























