Central do Timão
·10 de maio de 2026
Emily Lima explica rodízio no elenco e lamenta derrota do Corinthians na estreia do Paulista Feminino

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·10 de maio de 2026

O Corinthians foi derrotado pelo São Paulo por 2 x 1 na noite do último sabádo (9), no Estádio Alfredo Schürig, conhecido como a Fazendinha, pela primeira rodada do Campeonato Paulista Feminino. Após a partida, a técnica Emily Lima concedeu entrevista coletiva e avaliou o desempenho das Brabas, destacando o volume ofensivo da equipe e explicando a estratégia de utilizar um time alternativo.
A treinadora ressaltou que o jogo serviu para observar atletas com menos minutagem e afirmou que, apesar do resultado negativo, a atuação trouxe aspectos importantes para a comissão técnica. Antes de comentar sobre o rodízio no elenco, Emily analisou a partida e lamentou as oportunidades desperdiçadas.

Foto: ©Rodrigo Gazzanel / Ag. Corinthians
“Além disso, acho que, de um modo geral, jogadoras que têm menos minutagem, dentro dos dois treinos que nós fizemos focados nesse jogo, deram uma resposta positiva. Isso faz com que a gente possa entender qual é o nosso caminho referente ao Campeonato Paulista e qual é o nosso caminho referente ao Brasileiro. Acredito muito que tivemos, sim, mais volume de jogo, principalmente no segundo tempo. A gente não pode perdoar dentro de casa, mas acontecem situações em que, às vezes, a bola não entra. Eu não gosto de falar de arbitragem, mas houve critérios utilizados em um momento e não em outro.”
“No modo geral, tivemos a bola e, em alguns momentos, poderíamos ter tido um pouco mais de paciência para rodar, fazer mudança de corredor, quebrar linhas e buscar passes em profundidade, algo que usamos bastante. Quando utilizamos isso, conseguimos ganhar profundidade e criar situações de gol. Acho que o saldo é positivo pelo fato de as jogadoras terem poucos minutos. O lado negativo é sair com a derrota em um clássico contra o São Paulo. Mas segunda-feira retornamos, é outra oportunidade, outra competição, e espero que tudo saia bem”, complementou.
Emily também comentou a situação da meio-campista Agostina, que voltou recentemente aos treinamentos e apresentou desconforto físico.
“Ela sentiu um desconforto na panturrilha, mas isso é normal no retorno. Não houve uma nova lesão. Foi muito tempo parada e estamos tendo cautela com a Agostina. É dar tempo ao tempo, e logo ela estará novamente com a gente.”
A técnica explicou que a escalação alternativa foi planejada em conjunto com os departamentos físico e de fisiologia, visando preservar atletas e ampliar a observação do elenco.
“A gente sempre vai pensar nas nossas atletas como um todo. Elas não são máquinas. E não foi só o Corinthians que entrou com time alternativo, o São Paulo também utilizou várias jogadoras que não vinham atuando. Infelizmente, ainda temos que lidar com isso no futebol feminino: jogar hoje contra o São Paulo e jogar novamente contra o São Paulo na segunda-feira. Isso já aconteceu em outros anos e faz parte do calendário. A ideia foi colocar jogadoras que têm poucos minutos para que a gente possa entendê-las melhor. Muitas vezes não conseguimos utilizá-las no Brasileiro. No Campeonato Brasileiro temos cinco substituições; no Paulista, sete. Isso permite uma rotatividade muito maior. O Paulista não deixa de ser importante. No Corinthians, a gente tem que ganhar tudo. Mas também precisamos dar minutagem para equilibrar o elenco e chegar às fases decisivas com um grupo preparado.”
Emily citou como exemplo o trabalho gradual com atletas mais jovens.
“A Rafa é uma menina que ainda não pode e não deve ser colocada no Brasileiro. Hoje ela mostrou um pouco disso. A gente não pode queimar a jogadora. Precisamos trabalhar para ajudá-la. A Manu também é uma atleta em desenvolvimento. Temos que entender o momento de cada uma para não prejudicar e, sim, fazer com que evoluam.”
Projetando o reencontro com o São Paulo pelo Campeonato Brasileiro Feminino, Emily afirmou que o Corinthians deve manter a mesma ideia de jogo.
“Hoje foi um jogo atípico, diferente da sequência que vínhamos tendo no Brasileiro. As ideias são as mesmas: profundidade, circulação de bola, meias por dentro, laterais apoiando. O que muda é o ritmo de jogo, e isso está diretamente ligado à minutagem das atletas. O Paulista também serve para isso, para que elas possam competir e chegar ainda mais preparadas.”
Por fim, a treinadora foi direta ao apontar o principal motivo da derrota.
“O que faltou foram os gols. Nós falhamos em oportunidades que não podemos desperdiçar. Criamos bastante, mas a bola não entrou. Já as chances do São Paulo surgiram, muitas vezes, em erros nossos. Isso é algo que o tempo de jogo vai corrigir.”
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